segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O melhor lugar....


Tenho tentado avaliar a minha volta pras Gerais.
Tem dias em que me pergunto: o que vim fazer aqui?
Outros, declaro: que bom que voltei! aqui é meu lugar e aqui vou ser mais feliz!
Assim tem sido meus dias!
Se está bom ou ruim? Depende! Há dias maravilhosos e outros nem tanto!
Mas em São Paulo também era assim.Em Portugal também era assim, em Brasilia, etc...
Isso me remete a uma frase que a Da. Cuna (uma parente) me disse há alguns anos atrás
quando ainda morava em Guarda Mor. Quando adolescente vivia louco para sair de lá então um dia ela me disse: “meu filho, o melhor lugar é aquele em que não podemos estar nele quando queremos”. Hoje vejo que ela estava certa. Os velhos são muito sábios, ainda bem!
Já morei em vários lugares e nunca me senti em casa! Sempre quero partir ou chegar!
Acho que tenho uma veia cigana!
Então o melhor é aproveitarmos bem os momentos! E é isso que tenho tentado fazer. Atualmente está uma maravilha morar por aqui: Os amigos aumentando, a família reunida, ainda de férias; Muitas festas e comilanças; passeios e brincadeiras.
A partir da próxima semana ficarei só novamente, os meninos voltarão às aulas.
Aí começarei a pensar de outra forma.Será?
Mas até lá, vamos curtir!

Pamonhada

Neste final de semana fizemos uma pamonhada daquelas: quatro sacos de milho!Grande parte da família reunida naquele mutirão gostoso lá na roça! “Pena” que a tecnologia também chegou por aqui e já não se rala o milho no ralador manual, agora é a motor. Ficou aquela sensação de que faltou suor na pamonha, mas foi muito mais rápido e menos trabalhoso! E a pamonha ficou “uma delícia”!
Enquanto ralávamos, a criançada se divertia jogando futebol e até ressuscitaram um joguinho que praticávamos na pracinha lá em Guarda Mor. Um que você protege a base e o outro atira a bola para derrubar a casinha, enquanto seu parceiro tenta rebater a bola usando um taco.
Acho que se chama "Bets". Pelo menos era este o nome que usávamos naquele nosso tempo.
Foi divertido vê-los jogar este jogo!
Valeu, depois conto mais...
Fui!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

E a vida continua...

Mari:
Curtimos, na cachoeira do Garricha, neste final de semana, o níver da Mari, minha filhota querida!. Foi bom demais!
A criançada (aborrecentes) nadou o tempo todo e nós, os marmanjos, naquele lugar maravilhoso, ficamos a contemplá-las enquanto churrascávamos e bebíamos à saúde dela!
Tivemos direito a bolo de cenoura com cobertura, feito pela Tia Zelda, que estava uma delícia!
Parabéns Mari! Muitos anos de vida com esta alegria sempre!
Te amo!
No domingo Ângelo, Perón e João Paulo compuseram o time de futebol da “Corda” - nossa comunidade lá da roça - numa “pelada“ emocionante! Marcaram gols e deixaram os marmanjos sentados. Jogaram bem os moleques e mostraram que tiveram a quem puxar!



Os Vianas:
Neste final de semana vi meus amigos e parceiros: Marisa e Osvaldinho Viana dividindo o palco do Sr Brasil (Programa apresentado pelo Rolando Boldrin na TV Cultura) com , nada mais nada menos que o “Bituca“, Milton Nascimento - a voz das Gerais e do mundo! Fiquei feliz em revê-los na telinha!
Fizeram um disco bonito sobre a obra de Elpidio dos Santos: Um grande compositor de São Luis do Paraitinga, o paraíso histórico cultural que a água lavou recentemente no interior de São Paulo
Esses dois fazem parte da minha história musical. Toquei vários anos com eles e nos tornamos amigos.
Osvaldo, grande violeiro, sensível, e Marisa, grande percussionista!
Agora, o filhão deles Daniel Viana também está lançando um trabalho solo. Eta família trabalhadora!
Sucesso pra vocês “Os Vianas”. Daniel e eu nascemos no mesmo dia de março!
Por falar em São Luis do Paraitinga, tive a oportunidade de passar por lá nas férias há uns dois anos com a família. Fotografei os meninos na igreja que a água levou e tomei café no centro histórico.
Agora, Os Vianas, antes da chuva, tiveram esta sacada de gravar Elpídio dos Santos e divulgar este grande músico de São Luis. Parabéns pra vocês!

Cantilena:
Recebi de presente do meu parceiro do Mina das Minas, compadre Wellington de Faria, o CD “Lira dos Batuques”, o segundo do seu outro grupo, o Cantilena. Grupo formado pelos outros parceiros: Ozias Stafuza, Marcelo Ádrio e Ricardo. Os dois primeiros, parceiros também de cantorias e composições. Gostei da coragem do experimentalismo a que se propuseram. Ou não propuseram? Mas soou me um disco totalmente experimental pela mistura de ritmos e de instrumentos inesperados a cada faixa. Não há nenhuma preocupação estética mercadológica, mas há uma cara singular, o que muito me agradou.
Já que sempre fomos e ainda estamos na era dos independentes, melhor mesmo é não copiar ninguém e mostrar a própria cara. Ando cansado de ouvir a mesma fórmula de sucesso!. O que dá certo, as gravadoras multiplica, formando uma legião da mesmice sem espaço para o novo, para o experimental.
Parabéns parceiros! O filho de vocês está aí para ser ouvido e discutido!
Grande abraço e sucesso pra vocês!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Devagar que estou com pressa

Andei sumido eu sei, mas foram as festas de final de ano que me deixaram fora do ar!
Precisava deste “of line” para relaxar um pouco!
Creio ter acontecido o mesmo com vocês. Que bom que foi assim!
Espero que tenham curtido muito também!
Tive tempo de curtir a família, namorar um pouco e ter um merecido descanso!
Fizemos muitos “churras” com os meninos todos reunidos e curtimos muito a velha “roça”
com direito a pescarias e a banhos de córrego!
Agora estou de volta, como voltavam as andorinhas depois de tempos de muita chuva!
A velha rotina me chama. Os sonhos continuam e estão presentes para serem realizados. O que é muito bom! Não dá para viver sem sonhos, sem desejos, a vida perde o sentido. Tenho alimentado cada um dos meus, é o que me impulsiona a viver!
Também fiz a virada do ano com muito desejo de mudanças.
Mudanças de hábitos ruins e de um modo de vida mais tranqüilo e saudável. Processo que iniciei com a minha volta às Gerais.
Estou me exercitando para pegar o velho ritmo dos conterrâneos, deixar a correria paulistana para vocês e viver sem pressa. Está difícil, mas, aos poucos vou pegando o jeito.
Andei pensando por que corremos tanto se não pretendemos chegar além de nós mesmos.
Pedro precisa parar. Precisa parar pra pensar. Parado Pedro poderá paz proclamar.
Prometo ser mais assíduo e atualizar mais o blog. O disco está sendo gravado, logo teremos este filho.
Continuem comentando que eu gosto.
Grande abraço