segunda-feira, 31 de maio de 2010

Festival de Paracatu

Este final de semana Paracatu viveu uma verdadeira festa da música!
O largo da jaqueira, local bucólico no centro histórico aqui da cidade, ficou pequeno para o público que prestigiou o primeiro festival de música da TVP, nossa TV local. A princípio deveria ser um festival de música sertaneja, motivo pelo qual me recusei a fazer inscrição para concorrer. Nada contra a música sertaneja verdadeira, mas pensei que ia rolar só o chamado "sertanejo universitário", gênero que não gosto! e pensei: perder para os da "fivela" iria me deixar muito mal!
Mas não tive como fugir: convidado para fazer parte do juri, aceitei e, para minha surpresa, rolou umas músicas até interessantes, tive mais tranquilidade para julgar os concorrentes, não sofrí tanto!Não vou mencionar os vencedores pois ganhamos todos com este evento que deixou os Paracatuanos orgulhosos. Alguns já estão chamando a cidade de "Atenas mineira"! Aproveito a oportunidade para parabenizar a TVP pelo evento e aos colegas que tem se esforçado para transformar Paracatu num polo de cultura. Contem sempre comigo!Este é só o início! Muita coisa boa vem por aí!

Banda Multus em Sampa

Aos colegas de Sampa, neste próximo sábado tem a banda "Multus" no Quintal Brasil em Santana. Banda do meu filho Lucas e dos meninos do "Trem das Gerais". Estão fazendo um som muito legal e vão estrear em São Paulo. Estarei lá canjeando com eles, quem puder apareça.
O quintal Brasil fica na rua Dr César paralela à Av. Bras Leme.
Grande abraço e boa semana a todos!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

DVD Noite e viola de Luiz Salgado




Conheci Luiz Salgado no festival de Rio Claro/SP no início deste século. Eu estava lá com o grupo “Terramérica” defendendo a minha música “Dom Quixote internauta” com aquele excelente grupo.
Acabamos ganhando o festival mas, o que ganhei naquela noite foi muito maior que o troféu de campeão, foi a amizade deste cantador do cerrado!
Ele defendia a música “Rio”, de sua autoria, com uma moçada muito competente: Evaldo (viola), Pacis Jr (bateria), Alonso (flauta) e ele num “violãozin fiote” que ele tem.
Fiquei fascinado com eles! A identificação foi na hora: me vi ali representado por aquele “Patureba” que trazia as tradições mineiras com uma segurança invejável para um garoto da sua idade. Que originalidade! Pensei! Ele ainda era um garoto, como pode gostar de música regional assim? Ali era nós, era Minas Gerais! Não me lembro que classificação eles pegaram, mas isso também não importa.
Quando ele dançou, os mesmos passos de Lundu que dança em frente a uma casa antiga no DVD, me ganhou na hora! E a simpatia então? Saímos dali e fomos para um barzinho onde conversamos bastante até de madrugada, o que fez crescer ainda mais meu fascínio pelo Salgadin. Depois nos encontramos novamente em Viçosa/MG e ele se encostou em mim quando anunciavam a premiação e disse: “vou me encostar no Pedrin para aprender a ganhar festival”. Não deu outra: fomos vencedores de novo com a mesma Dom Quixote. A partir dali ele passou a ser, além de um dos meus melhores amigos, meu amuleto da sorte! Desde então, sempre que podemos estamos fazendo cantoria juntos.
Agora está aí seu DVD “Noite e viola”. Demorou mais que a gestação do Antônio, seu filho, mas finalmente foi parido! Assisti chorando de emoção. Coisa linda! Chorei pela canções, pela história de sua vida sofrida como artista, quase sempre sem grana mas nunca sem o sorriso e a simpatia que são suas marcas inconfundíveis! Me emocionei por vê-lo tocando ali com a família: Lilian Fulô e Antônio na barriga sua, dela! Fiquei feliz por ver ali a materialização de um sonho, de um trabalho digno com uma maturidade que só o os grandes artistas conseguem ter. Noite viola mostra só parte de sua história. Quem tiver a oportunidade de conhecer o Luiz vai ver e sentir que ele é ainda bem maior do que o que ali está. É amigo de todos! Humano a ponto de não matar uma formiga que sobe em sua cama. Pega-a com o maior cuidado e coloca numa planta do terreiro. Eu mesmo presenciei muito dessas suas cenas!
Nesta gravação conseguiu reunir um time invejável de músicos capitaneados por ele e dirigidos pelo excelente Xande Tannus. A percussão de Alex Mororó, Dedé e Lilian Fulô, deram um sabor muito especial ao molho pardo das músicas do Luiz. A sanfona do Cris deu uma universalização ao trabalho. A conversa do violão do Xande com a viola do Salgado parece e é mais do que dois amigos trocando uns dedos de prosa. O baixo acústico baby do Gringo valorizou muito o trabalho dando o chão que as canções pediam para florescer. A produção executiva foi do Pacis Jr., o mesmo que conheci com ele no festival de Rio Claro. Trabalharam bem demais da conta! Tem cenas maravilhosas como as de um gatinho espreguiçando e a cachorra do Luiz cochilando. Parece coisa de gente à toa pegar umas cenas destas mas fizeram a diferença e mostraram ainda mais a sensibilidade do Luiz amante dos humanos, dos gatos e cachorros. A sonoridade está excelente e no final, além de homenagear Pena Branca, ainda destaca o Antônio que agora está com mais de dois anos. Demorou mas valeu a pena parceiro!
Parabéns a vocês todos pelo trabalho maravilhoso!
Que seja só o começo de uma carreira que promete muito e que já está acontecendo!
Quem tomar conhecimento deste DVD não deixe de adquiri-lo. Aos que quiserem encomendar, podem me escrever que terei o maior prazer de fazer com que esta preciosidade chegue às mãos de vocês!
Como diz o Salgadin: inté!


UM AMOR ANIMAL


Sinval me contou uma história muito bonita neste final de semana. Sinval é meu cunhado e a história é daqui da roça: o amor de um cavalo por um bezerro recém nascido. Vou contar pra vocês o que ele me disse. Sei que quem conta um conto aumenta um ponto. Como não vi a cena, vou descrever o que ouvi e imaginei!
Segundo ele, eu quase perdi um bezerro. Uma vaca minha estava mojando, prestes a parir, e seu filho ultimo, já crescido, vivia atrás dela querendo sugar o leite que ela estava preparando para receber o novo bezerrin. Isso eu mesmo presenciei várias vezes no curral.
Aí ela faltou, ficou dois dias sem aparecer. Campearam e não acharam pelo fato de os pastos estarem muito sujos.
Ela apareceu então na porta no final do terceiro dia com o bezerro velho. Ele achou as tetas dela bem murchas e imaginou que o bezerrão tinha finalmente conseguido roubar o leite. Não observou que ela havia parido. No dia seguinte ele foi arrumar uma cerca lá pelos lados das “piteiras” e ouviu os cachorros latindo muito. Foi até lá conferir e viu o cavalo “ferradura” bravo como nunca com os cachorros. Não deixavam eles se aproximarem de forma alguma. Sinval achou estranho e tentou chegar mais perto mas o ferradura correu com ele também. Estranhou, “esse cavalin é o mais manso daqui da roça, nunca enfrentou ninguém, deve ter alguma coisa errada”! pegou um pau e se aproximou do ferradura, foi quando viu o bezerro novo numa moita de capim. Que surpresa, aí ligou os fatos. “Aquela vaca do Pedro pariu e deixou o bezerro aqui. Trocou o novo pelo velho e foi embora. Esse cavalo ta tomando conta dele”. Com muito custo conseguiu tocar cavalo e bezerro para o curral. Disse que o cavalo investia mais que um touro e não queria de forma alguma se separar do bezerro. Teve que fechar os dois e, depois de muito trabalho, conseguiu tirar o ferradura do curral. Saiu mas ficou de fora bravo como uma mãe que tem o filho tirado dos braços.
Agora a mãe reconheceu o filho mais novo e o está amamentando normalmente. O bezerro velho foi devidamente apartado e vive berrando de ciúmes!
O Ferradura está desaparecido desde então. Deve estar chorando pelos pastos!!
Éh, já ouvi de tudo nesta vida! Esta é nova pra mim e pra vocês também, com certeza! Não é ficção não! Se for, não é de minha autoria.
Essa foi mesmo a história de um amor animal!
Agora vou dormir ouvindo o barulho da água a cair
Pensando na companheira distante e nas coisas que ainda não fiz!

Abraços

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Viajando com a música



Neste final de semana, sexta feira, tive o prazer de assistir a um show da banda “Multus” em Araguari.
Fiquei surpreso com o que vi: bar legal e casa cheia para assistir aos “apóstolos” Lucas, Pedro e João. De brinde ainda tinha o Diogo no baixo. A molecada mandou muito bem apesar de o som não ter ajudado muito. O Lucão, meu “texugo” ta com uma segurança invejável no vocal e no violão base.
João Paulo é um porto seguro na batera. Pedro Figueiredo é um caso a parte. Toca muito! Agora usando guitarra então, ta feliz da vida! Instrumento mais condizente com a pouca idade dele.
Ele tocando viola ainda é meu favorito, mas na guitarra coloca qualquer titã do rock no bolso!
O Diego também manda muito bem no baixo.
Fiquei feliz em ver a galera já cantando as músicas inéditas da Multus. Os meninos vão dar o que falar!
Anotem: Banda Multus. Você ainda vai ouvir falar muito nesta banda.
Quem quiser ouví-los procure por "Multus" na internet que vão achar alguns vídeos.


Encontro de violeiros

No sábado me apresentei como convidado no sétimo encontro de violeiros de Uberlândia. Festa linda lá na quadra do SESC local!
Pena ter tocado só duas músicas. O público ouviu atento minhas canções “Joana” e “Cantadores do cerrado”. Deu vontade de tocar mais, mas, como tinha muitos violeiros, tive que me conter!
Ouvi vários comentários bacanas sobre a minha apresentação solo (a maioria era dupla). Encarei só, com minha viola, a platéia e fiquei feliz por ter sido convidado. Obrigado Tarcisio Mano Véi pelo convite nesta bela homenagem ao Pena Branca.
Lá, conheci a uma figura lendária de Vazante, o Sr.,todo poderoso, Antonio João. Contou me uma história bonita sobre ele e minha família: Disse me que, quando garoto, era engraxate. Um dia, convenceu meu pai para engraxar a sua botina. Quando dava o lustre na bota do fazendeiro, este perguntou lhe o nome e lhe disse que ele era muito trabalhador e que um dia iria dar o seu nome a um filho dele. Passados alguns anos, minha mãe ganhou o meu irmão que recebeu o nome do Antônio João. O mesmo nome do ilustre engraxate que hoje é um dos homens mais poderosos do noroeste mineiro. Verdade ou não, gostei da história e gostaria de deixá-la aqui registrada.

Depois do encontro de violeiros, fui até o Vinil bar. O local onde costumo me apresentar em Uberlândia. Estava tendo o show do Luz Di Lá. Músico bem conhecido e conceituado de Uberlândia que hoje mora em São José do Rio Preto. Conhecia o de nome apenas. Resolvi conferir o seu trabalho ao vivo e acabei me no palco com ele já que tinha levado minha viola.
Momento bonito que só a música costuma nos dar! Obrigado Sérgio pelo espaço decente que você mantém em Uberlândia e que nos mantém vivos com este seu palco mágico apesar de todos os modismos contra.
Valeu Luiz. Outro Luiz que entra na minha estrada! Seja bem vindo e muito sucesso pra você!
Foi esta a minha viajem com a música neste final de semana!
Abraços a todos.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Vida de viajante



O projeto cultural "Vida de viajante" que apresentamos uma vez por mês aqui em Paracatu está cada vez melhor!
Nesta ultima edição recebemos os parceiros do grupo "Trem das Gerais" de Araguari.
Começaram mostrando músicas mais culturais, para ouvir, e terminamos colocando o público para dançar. Digo terminamos porquê acabei entrando na banda e fazendo baixo pra eles. Tava morrendo de vontade de tocar meu baixolão e como o baixista deles não veio, tive o prazer de dar esta contribuição.
Abri o show tocando músicas que gosto e algumas minhas também e, depois de deixá-los tocar por uma meia hora, fui convidado ao palco e só paramos depois de duas horas de show. Valeu galera que compareceu! A imprensa local também tem dado muita força!
Com isso o projeto está crescendo e a cidade começando a participar pra valer de um lance um pouco mais cultural.
Depois do show fizemos aquela confraternização na casa do João Alves e só saimos de lá quando o sol tinha aparecido!

Festa do Chapéu

Na noite de sábado tive o prazer de tocar no Jóquei Clube local na segunda festa do chapéu. Festa bonita organizada pelo jornal "O Lábaro" a quem parabenizo pela iniciativa e agradeço pelo convite.

No domingo, dia das mães, não quis ficar só: acordei cedo aqui no hotel e fui direto pra roça pra dormir lá mais tranquilo.
Para minha surpresa havia um almoço na comunidade da corda organizado por Wanderlei, meu irmão, e Dirce, sua companheira. Foi muito bom! sai da solidão e almocei bastante. Depois foi só dormir a tarde toda para recuperar as energias.
Agora estamos pronto pra outras...
Boa semana a todos

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Tirando leite

Depois de alguns anos que não fazia isto, me atrevi a tirar leite aqui na roça ontem. Estava só e resolvi salvar o prejuízo do meu irmão que faz este trabalho. Ele, ficou na festa da Lapa em Vazante e só chegou no final da tarde.
Levantei, coloquei calça, chapéu e botinas, coei o café, moído na hora no velho moinho da cozinha, tomei, acendi um pito e fui fechar as vacas.
Isto depois de pensar bastante se deveria me atrever a tirar o leite ou se juntava os bezerros colocando todos pra mamar à vontade! Pensava: será que ainda sei fazer isto? Já fui bom nisto, mas faz tanto tempo!
Minhas unhas de violeiro? Não posso corta-las, tenho show semana que vem!
Mas vai machucar as tetas das vacas e elas vão achar ruim comigo!
Decidi arriscar. A primeira foi tudo bem. Tirada mole e com boas tetas. Tirei uns cinco litros. Parti pra segunda. As pernas começaram a doer por ficar agachado muito tempo na mesma posição. Fiquei firme e consegui tirar mais uns quatro. Na seguinte é que a coisa pegou de vez. Vaca gir de tirada dura e tetas finas. Eu abarcava a teta dela de forma que minhas unhas pegavam na palma da minha direita pra não machucar a teta dela. Aos poucos fui sentido os calos e começou a sangrar. Depois de uns 20 minutos debaixo dela, o bezerro ficou impaciente e começou a puxar a perna da mãe sem parar. Pra não machucar mais minha mão, optei por cravar as unhas nas tetas dela que é mais resistente e ela não tem show marcado. Pra que: assim que ela sentiu, ameaçou andar mesmo peada, e deu com o pé no balde, literalmente. Tentei levantar rápido mas minhas pernas tinham dormido.
Acabei deitado de costas no esterco com todo o conteúdo do balde virado nas minhas pernas. Por pouco a vaca não pisa em mim. Fiquei uns cinco minutos pra sentir minhas pernas novamente e me levantar.
Chorei um pouco o leite derramado e decidi parar antes que tragédia maior acontecesse.
Juntei a bezerrada pra mamar e foi aquela festa, pra eles.
Eu estou aqui com a palma da mão machucada e com as pernas doloridas. Sem contar os braços que estão bobos também até agora com o esforço repentino.
Éh, cada macaco no seu galho.
Vamos tocar viola que é menos complicado. Exige menos esforço físico!
Nesta sexta tem “Trem das Gerais” e eu no show do “Vida de viajante” e no sábado a festa do chapéu no jóquei.
Quem estiver por aqui, Paracatu, apareça para me ver usando chapéu, embora indignamente pois nem vaqueiro mais eu sou!
Boa semana a todos!

FESTA DA LAPA E FESTIVAL
Festa de Nossa Senhora da Lapa. Estive lá e não estive!
Explico: fui à festa e não vi festa. Ou não estava pra festa?
Fui no sábado, fiquei menos de duas horas e voltei sem graça.
Conclui: onde não se encontra um amigo, não há festa!
E naquele dia, infelizmente, não encontrei nenhum amigo!
Vi muitos romeiros indo à pé pela estrada. Fiquei pensando na fé!
Onde estará a minha? Será que ainda caminha comigo, adormecida?
Igual à daquele povo não é mais, com certeza! É muito sacrifício para pagarem promessas por alguma graça alcançada! Admiro este povo brasileiro humilde e cheio de fé!
Toquei lá na quinta disputando o festival com o Lucas.
Levamos chumbo: fiquei em terceiro e ele em quarto e só tinham duas vagas.
Mas foi bonito ver o fã clube que ele já tem por lá. Garotas segurando cartazes escrito “Lucas, te amo” e gritando em frente ao palco. E ele me disse: “pai, conheci todos pela internet” ! é, os tempos mudaram e nesse caso, para melhor!
Fiquei orgulhoso de ver o filhão mandando bem! Mandou melhor ainda como ser humano, dando atenção para aquela galera. Amigo de todos: homens, mulheres e sendo simpático sempre com todos! Esse foi o melhor que vi no festival! Além da sua performance, é claro. Mandou bem “texugo”, sua estrada promete!
Abraços