terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Rou rou rou!!!

Queridos amigos e amigas seguidores desta minha viagem!
Um Feliz Natal para todos e um dois mil e dez, dez!!!
Grande abraço e apareçam sempre que as porteiras estãos abertas!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Gruta do Maquiné

Hoje quero lhes falar de um passeio muito bom que fizemos esta semana, a patroa, as crianças e eu: fomos pra Sete Lagoas, cidade próspera nas proximidades da capital mineira. No caminho, demos uma parada em Três Marias e degustamos um bom pescado às margens do "Velho Chico", um restaurante que fica bem debaixo da ponte. Coisa emocionante, o velho ali passando e nós ali olhando!
Em Sete Lagoas encontramos o casal de cumpadres Lando e Joice com os filhos que foram nos encontrar e curtimos um bom papo à beira da lagoa central da cidade, também muito bonita!
Na volta resolvemos visitar, para mostrar às crianças, a gruta do Maquiné em Cordisburgo, cidade natal do grande Guimarães Rosa. Esta gruta, considerada uma das mais lindas e importantes do mundo é um monumento da natureza! Quem não conhece precisa conhecer antes que acabe! Exagero meu? não. Nem que esteja mal cuidada e depredada! É que as mazelas que viemos causando à natureza nestes ultimos anos estão bem refletidas lá.
Quando a visitei em 1985,empolgado por ser a gruta que aparecia na capa do meu livro de ciências do gináiso, haviam vários poços de água cristalina no interior da gruta e que, refletindo seu teto, dobrava o espetáculo formado pelas estalactites.
Quando questionei sobre os poços, o guia me informou que desde 1992 não chove o suficiente para formar os poços, agora estão molhando, artificialmente, o interior da gruta para apagar a poeira que poderia causar dano maior ainda.
Vejam só o que as mudanças climáticas estão causando!
A nossa ministra Dilma ainda disse ontem no congresso sobre o meio ambiente que "O meio ambiente é um grande problema para o desenvolvimento sustentável"
Que desenvolvimento é este? Só o dela!!
Bem, depois da gruta, demos uma passadinha no museu do velho "Rosa" onde pudemos ouvir trechos de seus livros contados por duas meninas, crianças ainda, que nos emocionaram muito. Eu confesso que chorei, apaixonado que sou pela obra dele! Depois dei uma passadinha na venda do seu "Florduardo" (pai de Guimarães Rosa)e comprei uma cachacinha "sagarana" para rebater a ressaca climática da Dona Dilma!
As foto, coloco depois!
Grande abraço a todos

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Chegou a chuva!

Estou de volta ao velho alpendre. Finalmente choveu muito por aqui. Dois dias direto de muita chuva. Coisa boa! As águas voltaram a correr pelas grotas. Agora, nesse final de tarde de domingo, ela deu uma trégua, mas promete voltar pelo céu de nuvens escuras que se desfigura!
A bezerrama está num chororô só: suas mães não apareceram pela manhã na hora da ordenha e ficaram sem mamá! Vão perturbar meu sono à noite, já que passei a tarde dormindo e, com certeza vou passar a noite sem dormir!
Tive um final de semana de descanso! Revi a família em Guarda Mor e, mais uma vez, fui muito bem recebido na casa dos meus amigos: Sinomar, Aline e Matheus! Comí um delicioso surubim feito na panela de barro preparado pela Glória, tomamos uns “binhos” e fiquei devendo a cantoria! A viola estava no carro, mas, como o papo estava bom, não me atrevi a interrompe-lo para tocar.
Voltei de Guarda Mor com o carro nadando nas poças que se formaram na estrada. Este final de ano promete!
Esta semana buscarei a família que chega para passar as férias! Vamos ter muita comilança e “bebe lança”, o que é bom também! Amanhã será o aniversário do nosso Ângelo, que Deus lhe conserve todo este bom caráter e dedicação à família e aos Estudos!
Parabéns Raíza também pelo níver!
Luiz Waack continua finalizando meu disco em Sampa. Mandou me algumas músicas já pré mixadas e estou me preparando para retornar lá em Janeiro e colocar as vozes nas filhotas.
O festival de Montes Claros deu zebra, não fomos premiados! Imaginei logo que não iriam premiar quem não fazia parte da área de cobertura da TV. Óbvio, premiaram os representantes das cidades onde ela é sintonizada! Não faz mal: valeram a cantoria e a viajem com meu parceiro Luiz Salgado!
As galinhas pastam tranquilamente na grama depois desta estiada da chuva. Na TV, o final do campeonato brasileiro e, o meu galo, está merecendo ir pra panela! Perdeu há tempos a dignidade e a vontade de vencer!
Parabéns para os cruzeirenses pela brilhante arrancada final!
Vou assistir o restinho do jogo e torcer para que vença o melhor!
Fui...

domingo, 29 de novembro de 2009

Pedro Pereira Pinto pediu passagem para Pirapora...

Acabei de chegar do Festival de Montes Claros, Norte de Minas, onde fui defender a música "Cantadores do cerrado" no festival promovido pela intertv durante a festa do Pequi naquela cidade. Ainda não sei o resultado final do festival, voltei antes, mas já estou me sentindo vitorioso! Não pelo festival em si, mas pela oportunidade de ter conhecido Montes Claros e por termos tocado, Luiz Salgado e eu, duas violas, para um grande público, o maior que já vi em festivais até hoje. A praça estava coalhada de gente! Além disso estava sendo gravado pela TV e para o disco do festival. Deu aquele friozin bom na barriga!
Pena os organizadores não terem ainda experiência com festivais! Os músicos que são os que alegram a festa, pagaram mico legal pela desorganização e descaso conosco por parte dos produtores do evento. Marcaram a passagem de som para as 15 horas, o que só foi acontecer após as 19, sem ninguém para dar uma satisfação; Não recepcionaram os músicos e nem adiantaram a ajuda de custo prometida, coisa imprescindível para quem está em trânsito por conta de um evento. Além disso, não se faz uma final em três dias! Jogo de final tem que ser um só! Por isso a nossa debandada antes da hora. Mas,independentemente do resultado, valeu a pena!
Tive a oportunidade de conhecer Pirapora e me emocionar às margens do velho Chico! Pirapora foi, talvez, o primeiro nome de cidade que ouvi na minha infância. Marcilio, um dos meus cunhados, sempre que me via, quando eu tinha uns cinco anos, me dizia: Pedro Pereira Pinto pediu passagem para Pirapora... guardei esta tradição oral e, vários anos depois compus a música procurando paz em cima desse mote folclórico. Agora, além de esta música acabar de ser gravada no meu disco, eu ainda estava sentado à beira do São Francisco em Pirapora, encontrando paz! Tinha que me emocionar mesmo! Só faltou a máquina fotográfica para registrar para vocês estas cenas. Para mim, está tudo registrado! Voltarei lá brevemente para fazer um passeio de barco pelo rio!
Em João Pinheiro, aproveitei a passagem e tive o prazer de almoçar com o nosso Padre Marcos. Atravessamos o Rio Paracatu, não "numa balsa de buriti" e chegamos aqui que hoje até, milagrosamente, choveu! E viva a vida!
Muito obrigado Luiz Salgado, parceiro de estrada, pela força de sempre!
Se vier algum extra, sabemos que merecemos! Se não, já ganhamos mais esta viagem!
Grande abraço e boa semana a todos

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Presença


Queridos amigos e familiares, estou de volta às Gerais!
Passei alguns dias muito bons em Sampa onde pude matar a saudade da família e gravar o meu esperado CD. Está sendo gerado. Agora é só colocar mais alguns instrumentos e gravar a voz, coisas que pretendo fazer no inicio de 2010. Daí veremos que cara vai ter este filho tão desejado! Mas podem ir preparando os ouvidos: serão canções que venho fazendo ao longo desses anos e que estavam sendo esquecidas. Assim posso registrá-las em disco e esvaziar um pouco o baú para que novas músicas possam ser armazenadas.
Não esperem muito, é um disco onde pretendo mostrar com a máxima simplicidade, o que sou e o que penso, com uma instrumentação básica sem muitas firulas!
Tive o prazer enorme de contar com pessoas queridas que me ajudaram muito nesse projeto, como o velho mano Galba que sempre acreditou no meu trabalho; os outros parceiros do Mina das Minas (Marcio Pereira e Wellington de Faria); Jica e Racan,ambos do Tarancon, além de novos amigos que fiz nesta gravação. A todos, desde já, meus agradecimentos!
Foram três semanas de estúdio com muitos momentos de pura emoção!
Não vou contar tudo agora. Vamos deixar para quando o filho nascer, assim não causamos muitas expectativas!
Na volta pude passar dois dias em Uberlândia onde curti a galera da república “capim canela” e pude assistir a um bom show da “Família Alcântara” junto aos meus brothers Luiz Salgado e Lilian Fulô.
Agora, no próximo final de semana temos a final do festival de viola em Montes Claros.
Torçam por mim
Grande abraço

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Ausência

Vocês devem estar estranhando minha ausência!
É por uma boa causa: estou em Sampa gravando meu disco.
Assim que tiver um tempinho, conto as novidades!
Grande abraço

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Chumbo na asa



Depois de um “chumbo” no festival de Paracatu, viemos pra roça: eu, Luiz Salgado e Lilian Fulô, (que também foram chumbados), e o Antônio, filho deles.
Deixamos Paraca no sábado pela manhã e viemos curtir as asas na roça.
Bom demais da conta: muitas cantorias, vinhos, churras, pão de queijo e outras cositas mas.
Sobre o festival, nada a declarar! Só não fomos pra final, coisas inexplicáveis de festivais! Mas o povo curtiu minha música que fiz com uma super banda montada aqui mesmo! E isso é o que realmente importa!
Hoje vou deixar o texto para o Luiz escrever. Segue abaixo seu relato.
Um abraço.

“Ficamos 2 dias na casa do Pedrin, aqui na Fazenda Tamanduá, em Guarda Mor. Tem que descer uma ladeira de cascalho que parece uma parede de tão inclinada, chamada Morro do Arrependido. Mas pior vai ser na hora de subir. Vim conferir a nossa plantação de estrelas e vaga-lumes. Quando chegamos fomos recebidos pela Tigresa e o Ramires (os 2 cachorros da casa - a Fadinha sumiu depois que a Tigresa pariu o Ramires).
No sábado (que tava com cara de domingo), tomei banho de riacho com meu filho Antônio, que aproveitou, assim como eu, cada segundo dentro da água.
Hoje, domingo , comemos pão de queijo com suco de tamarindo, colhido aqui no quintal, a 10 metros da cozinha. Árvore gigante e carregada de frutos.
De noite, uma quantidade de aleluias e besouros que nunca vi igual ficaram aqui do lado do alpendre (que é onde estou agora), e fizeram a alegria dos 3 sapos que moram dentro do cano. Os sapos se fartaram do banquete alado, e nem precisavam sair do lugar pra comer. E foi nessa paisagem singular que o Pedrin compôs uma linda melodia e a gente gravou ela aqui no alpendre da casa, nesse computador que eu escrevo. Violão, viola caipira e vocais. Merece uma bela letra, mas também daria uma linda música instrumental.
Os insetos que tinham invadido o monitor desse not book, deram uma folga, mas parece que agora se lembraram dessa fonte de luz e tão começando a aparecer novamente.
Depois do chumbo que levamos em Paracatu, já tamo de asa curada e prontos pro próximo (chumbo ou não). Amanhã cedo partimos, eu, Fulô e Antônio pra Araguari.
O sapo continua ali comendo. Parece que vai chover de noite.
Agora vou desligar porque as aleluias tão quase carregando eu e o computador.
Um grande abraço de agradecimento e amizade no Pedrin, Rosana, Sinval, Delei, Rone, e Isadora.
Aquele forte abraço e um saudoso boa noite.
Inté".
Luiz Salgado.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Parabéns Paracatu pelos 211 anos

O filho à casa volta...
Hoje, 20 de outubro, aniversário de Paracatu. 211 anos de história.
Quanta história e quanta depredação! A cidade me lembra São Tomé das Letras.
Quando venho chegando de Guarda Mor e vejo aquele morro do ouro pelado, é inevitável a comparação. Fico triste! Não gosto disto! Pena não ter a áurea e a magia de São Tomé! Está mais para Serra Pelada! É um morro quase no fim. São 50 kgs de ouro retirados por dia por uma mineradora Canadense, segundo informações que obtive! E isto vem de dois séculos atrás. Imaginem quanto ouro Paracatu já deu! A água está comprometida, a cidade está comprometida com a questão do emprego. A mineradora é um mal necessário! Se fechar, a economia fica restrita ao agronegócio! A poeira amarelada é visível pela cidade toda!
Há muitas coisas e pessoas interessantes na cidade! Tem seu lado bom também!
Cada dia que passa conheço figuras históricas.
Tem o Didi Paracatu, um grande violonista compositor; o Tarzan Leão, um filósofo conhecedor da matéria humana; o Almir Paraca, nosso Deputado e, até descobri que a grande fotógrafa que achava Paulistana, Vânia Toledo, é daqui também.
Hoje ouvi um poeta “Labosier” dizendo na TV que ficava pela praia furando cacimbas e coando areia na tela de arane trançado como fazíamos quando meninos próximo ao campo do DR. Velhos tempos, belos dias! Ficávamos ali pela praia coando cascalho e bebendo água de cacimbas olhando as lavadeiras batendo roupas nas pedras.
Aquele Corguinho está quase seco! Também estamos. Sinais dos tempos!
A rua Goiás que era o point da moçada, hoje está vazia. Poucas coisas funcionam aqui. Gosto deste pedaço antigo da cidade! São os casarões centenários que me fascinam!
Tem o chafariz datado do século dezoito, as igrejas da matriz e do rosário que são lindas!
Hoje teve desfile na avenida principal. Uma cena me deixou emocionado: um palhaço de pernas de pau de mais de dois metros de altura. Lembrei me que, quando criança, um dia vi um desses sentado na varanda alta de uma casa de esquina aqui próximo à rua Goiás onde funcionava uma farmácia. Uma cena que nunca havia me abandonado! Nunca mais havia visto um palhaço de pernas de pau assim. Coincidentemente fui ver outro aqui hoje no desfile. Foi emocionante!
Tenho tentado gostar de Paracatu. Nasci aqui e tenho tudo para ser feliz aqui. Perto da roça e dos parentes. Além disso tenho feito muitas amizades e estou até pensando em abandonar o hotel e alugar um apezinho. Pena aqui ser uma das cidades mais caras para se viver que conheci até hoje! Quem vive aqui consegue viver bem em qualquer lugar do mundo!
Outro dia tive a oportunidade de conversar com um dos atletas do time de futebol do DR do meu tempo de criança, o Zé de Áurea. Um crack que formava com Carrochinha e Robertinho o ataque do time. Relembramos juntos aqueles tempos e ele até jurou que me conhecia, do que duvidei calado!. O Niquim, outro amigo de infância da nossa rua também ainda vive por aqui e temos conversado vez em quando. Os outros sumiram no mundo.
No próximo final de semana temos o festival do Sesc que havia sido adiado.
Estarei com a música “Procurando paz”. Serei o representante da cidade já que os demais concorrentes são de fora. Espero não fazer feio. Montei um time de músicos daqui que me ajudarão na empreitada. Hoje fizemos um bom ensaio: Rodrigo no violino; Silvério no baixo; Sergão na bateria e eu na viola.
Todos gente boa! O Silvério até deixou a viola dele comigo que é deliciosa de se tocar! Não que não goste da minha, mas a dele é mais delicada!
Vou contar com a percussão da Lilian Fulô que está vindo com o Luiz Salgado. Bom, queria dizer parabéns Paracatu! Nós que aqui estamos, por ti esperamos com melhores dias!
Um grande abraço a todos os “silvalves Paracatuanos” como disse um dia o grande Guimarães Rosa “
Depois conto o resultado do festival, mas não esperem muito: só de participar como Paracatuense já é uma grande vitória.
Grande abraço a todos

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Vaga lume




Cai a tarde novamente com nuvens escuras sobre o céu dos Gerais! Roncam os trovões! É São Pedro arrastando os móveis!
É bom estar aqui a contemplar o entardecer!
Nely, uma de minhas irmãs, esteve conosco ontem e hoje. Deu uma geral na casa e fez algumas gostosuras: doce de leite, pão de queijo e hoje almoçamos aquele franguinho ao açafrão. Gosto quando Nely vem pra cá: me remete aos tempos de infância! Falta adivinhar o que a gente quer! Obrigado minha irmã!
A Cauane, sua neta, veio também. Não para quieta um minuto. E fala, e canta, e dança, é um talento que estamos deixando desperdiçar. Adora música e tem muita facilidade com os instrumentos. Brincou com minha viola e violão. Com um pouco de estudos e incentivo, iria longe! Pena na cidade em que mora não ter escolas com melhor qualidade! Ela adora cantar minha música “a do siri”. Prometi lhe ensinar a música inteira qualquer dia desses. E só tem oito anos!
As cigarras cortam o silêncio com roncos ensurdecedores sempre na mesma nota.
Vez em quando uma outra canta numa terça acima, duetando!
Fica até agradável de se ouvir!
Esta época do ano é muito bonita! Primavera! Tudo parece cantar e florir!
O pasto rebrota, as árvores florescem, as frutas vão chegando!
Parece o início de tudo! A única coisa triste é mesmo o canto da cigarra! É constante e sem melodia!
A poeira já sumiu das estradas. As estradas estão sempre me convidando a viajar e a conhecer gente nova! Recentemente conheci três colegas de Uberlândia que vieram a Paracatu a trabalho. Todos gente boa: o Klaus, que apesar do nome de autoridade Alemã é um doce de pessoa; o Clóvis que é de uma brasilidade espontânea e mineiramente baiano e o JB Guimarães, João Bosco, o escritor. Do JB ganhei três livros autografados...
Depois de uma pausa na escrita, devido aos raios e trovões e à forte chuva que caiu agora à noite, li “Garotas do Shopping”, dele. Cara, que criatividade! Quisera eu, aprendiz de cronista, ter um décimo do talento do JB para criar personagens! Fiquei admirado! Parabéns pelo trabalho meu amigo e muitos livros ainda serão escritos com este seu talento e poderoso repertório. Acabei a leitura do livro e me dei conta de que o meu quarto está cheio de vaga lumes que vieram atraídos pela claridade da lâmpada, fugindo da chuva! Nem os vi chegar, entretido que estava com a leitura. Agora a pouco fui ao banheiro e vi um deles navegando dentro da bacia do vaso. Fiquei com pena ! Mas a luz que saía da água no fundo da bacia estava linda! quanto mais ele se batia para sair, mais forte lumiava seus faróis, dele. Puro neon! Acabou ficando lá!
Agora os sapos ensaiam a orquestra. Ensaiam nada, tocam sem ensaiar mesmo! roncam! Cada sapo estranho! Tem um que deve ser o sapo boi: berra! A chuva continua a cair e os vaga lumes a invadirem meu quarto. Tentarei dormir sob as luzes deles!
Apaguei a luz e contei vários no telhado, parecia a avenida paulista vista de cima a noite.Tentei fotografar alguns, mas minha câmera não tem muito poder noturno.
Coisa linda de se ver!
Um abraço

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Dia das crianças


Depois de uma semana em Sampa estou de volta, escrevendo direto do velho alpendre da roça.
Dia das crianças e de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira de nós os brasileiros!
Saí de Sampa as sete da manhã sem poder curtir o dias das crianças com os meninos! Ossos do ofício!
Cheguei aqui na roça as dezessete horas. “Sem correr” em gente!
Cheguei em São Paulo numa terça feira ensolarada quando pude ver aquela gigante cidade por cima. Coisa linda de se ver! Os edifícios e seus heliportos, as piscinas, os casarões dos condomínios e até o campo de marte, vizinho da minha casa lá na zona norte. Por pouca daria pra eu ver meu prédio. De todas as vezes que cheguei em São Paulo voando, esta foi a vez que mais curti! Sentei me na janela bem nas poltronas dianteiras do avião e pude vir saboreando as imagens por cima das nuvens como se estivesse num grande mar de algodão! Era eu sendo criança!
Em Sampa peguei um taxi e pude sentir o que é ficar livre daquele trânsito por estes oito meses em que de lá saí! Coisa louca! É carro demais sô! Lá pude comprar outro carro. Por pouco compro outra ecoesporte, mas o destino não quis, quando fui busca-la, havia sido vendida para outro. Aí me pintou uma “Idea” que me trouxe de volta às Gerais! Carrinho bom!
Fiz uma bateria de exames médicos por três dias consecutivos lá no Hcor, agora é esperar os resultados para ver se está tudo em ordem.
Visitei os colegas da Receita de Sampa, almocei com eles e tomei aquele cafezinho gostoso que tem lá perto! Foi bom demais matar a saudade dos amigos!
Brinquei com o Ângelo e o Peron de futebol e fiquei devendo pra Mari uma maior atenção. O tempo foi curto para tanta coisa que precisava fazer. Perdão Mari, da próxima vez jogaremos futebol juntos, prometo! Fiquei admirado como você já está moça! O tempo voa! Tá deixando de ser criança, que pena!
Com a patroa pude ficar um pouco mais, mas sempre é pouco! Logo estaremos juntos novamente!
No domingo ela fez um tutu maravilhoso e outras cositas que saboreamos no churras em casa onde apareceram alguns amigos: Victor Batista, violeiro dos melhor que tem, Gandhi, Bel, Paula, Mônica, Galba e a família, Márcio e a família e outros. Para minha surpresa, apareceu um colega de estudo de contrabaixo, O Zóio! Grande baixista que hoje é muito requisitado em São Paulo. Toca com Pena Branca, Renato Teixeira, Victor Batista e um monte de gente boa! Fomos alunos do mestre Claudio Bertrami! Só que eu acabei partindo pro violão e viola, embora ainda execute o baixo mas sem muito entusiasmo. A viola me ganhou de vez! Parabéns Zóio pelo nome que vem fazendo com seu instrumento! Foi bom demais, tomamos uns vinhos e tocamos um pouco!
Liguei para o Luiz Wack para tratarmos da gravação do meu disco, mas ele estava fora da cidade e acabamos não nos encontrando para combinarmos as gravações!
Assim vamos adiando o sonho do meu disco solo.
Agora estou aqui, cheguei debaixo de chuva! começa a escurecer. Vejo que o Flamboian floriu como a Mari que deixa de ser criança, sorrindo pra vida!
As cigarras estão cantando fortemente como é de costume nesta época do ano!
Vou me deitar mais cedo que amanhã será outro dia!!
Os vagalumes já ligaram os pisca piscas!
Inté!

Agora, aqui d
Revi os filhos e amigos e

domingo, 4 de outubro de 2009

Da janela lateral do quarto de dormir...



"Da janela lateral, do quarto de dormir, vejo uma igreja e um sinal de glória..."
Esta é a imagem que tenho da janela do quarto 214 do Walsa Hotel onde resido desde março (clique na foto para ampliar). Uma paisagem linda que meus poucos recursos tecnológicos não conseguiram captar com a beleza e perfeição que tem para revelar a vocês, mas fica aí esta impressão. As palmeiras altaneiras continuam lá, firmes e fortes balançando suas palhas quando bate um ventinho, coisa rara por aqui esses dias!
Domingão! Meu primeiro final de semana em Paracatu desde que aqui cheguei. Como em toda cidade que se preze, ninguém nas ruas. Vazio total! A maioria vai pras fazendas, outros ficam assistindo TV como no restante do país. Eu saí do quarto para o café da manhã, para o almoço e para um picolé de murici na sorveteria de frutos do cerrado que tem aqui do lado. Sintonizei o PC na radio universitária de Uberlândia e passo todo o dia ouvindo boa música. Agora achei!!!
Como sabem estou sem carro e além disso tive compromissos por aqui. Como não temos espaço para tocar, resolvi trabalhar com uma turma daqui, amantes da viola, para agitarmos um pouco esta cidade. Criamos o projeto "Vida de viajante, encontros e despedidas" - título que acho pouco original - mas é do João das Abóboras, um dos idealizadores do projeto.
Na ultima sexta tivemos dois violeiros: Braz da viola e Bras da viola. Um paulista e o outro mineiro. Palco ao ar livre no largo da Jaqueira, lugar lindo em meio aos casarões da cidade. Pecamos com a qualidade do som que acabou comprometendo o espetáculo mas o saldo foi positivo! Praça lotada com a presença ilustre do nosso Deputado Almir Paraca que agora anda dizendo na cidade para todos que sou seu parente. Tomara que não pise na bola! Temos muita reputação entre os Paracatuanos! Prometeu ajudar o projeto a trazer o Mina das Minas. Vamos cobrar!
Depois do show fomos para a casa do Dr Adriano, um médico muito querido daqui. Lá estavam hospedados o Braz de São Paulo e seus músicos. Fizemos uma cantoria até as quatro da manhã quando me vi vencido pelo sono! O Braz não quis tocar mas em compensação seu músico, o Thiago, que é um baita instrumentista, tocou comigo a noite toda. Sola tudo! No sábado pela manhã fomos pra rádio Juriti a convite do produtor Eduardo Conceição, onde pudemos falar do projeto e toquei alguns trechinhos de músicas minhas que, algumas delas, já tocam na emissora. À tarde fomos pro Hotel fazenda do João das Abóboras para um churrasco. Uma tarde muito agradável e farta de comida e bom vinho, coisas que aprecio muito!
Lá tocamos, Thiago, Fernando Moreira e eu, por mais de duas horas. Sucesso total! Os Brazes (ih, agora não sei se com Z ou S) elogiaram muito nossas músicas. O Bras mineiro dividiu comigo a viola em algumas músicas. O com Z, o paulista, novamente não quis saber de tocar, sinalizando um certo estrelismo! Mas curtiu muita nossa cantoria!
De volta ao quarto, ressaqueado, dormi cedo e grande parte deste domingo!
Agora uma cigarra canta alto próximo à minha janela. Barulho bom mas ensurdecedor! Coitada, vai explodir com o canto nesta primavera!
Na próxima semana estarei em Sampa para matar a saudade da família e dos amigos..
Depois volto, um abraço e boa semana para todos!!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

25 de setembro

Sexta feira. Há pouco mais de duas horas desta sexta feira vi a morte de perto! Digo melhor: Passou por mim e eu não a vi. Não tomei conhecimento, nem vi que cara tinha, tem. Ainda bem! Desta vez não! Proteção do meu anjo da guarda! Creio estar em dia com ele de quem sempre gostei muito! Fui protegido mais uma vez para estar aqui escrevendo estas linhas pra vocês sentado no meu velho alpendre tomando o meu vinho costumeiro. Do contrário teria ido. Uma tarde gostosa, encerrei o expediente mais cedo por estar cansado e com saudades da roça já que não vim pra cá no ultimo final de semana, comprei carne, vinho, ração para os cachorros e veneno para as formigas que estão acabando com nossas árvores de Santa Bárbara e, por volta das dezesseis horas, peguei a estrada Paracatu/Guarda Mor. No caminho vi um acidente. Fiquei imaginando como é que aqueles caras foram bater naquela reta. Tomei prudência e dirigia devagar, coisa que não costumo fazer nesta estrada maravilhosa que me traz à fazenda. Comi uns pães de queijo que havia comprado e ouvia uma música até razoável que tocava no rádio do carro, coisa rara nas emissoras daqui! De repente, numa descida, um carro vinha no sentido contrário e, do nada, invadiu a minha faixa. Para não bater de frente, saí para a direita e, para não cair numa ribanceira, joguei o carro para a estrada. Só que, carro com direção hidráulica, numa velocidade de cem por hora, obedece demais a uma virada brusca. Ia cair do outro lado da pista. Puxei novamente para a direita e depois para a esquerda e ainda tentei frear. Ele começou a dançar na pista e, quando vi, estava de cabeça para baixo derrapando o teto no asfalto. Ainda dei uma risadinha, daquelas sem graça, e pensei: nó, capotei! Mantive a calma, não sei como, ele desvirou e desceu mais uma ribanceira indo parar numa vala no meio do capinzal, em pé e no sentido de pronto pra partir. Só que o estado dele coitado, não tinha como sair do lugar. O pneu estourou, vidros, tetos e capô totalmente avariados. Tranquilamente tirei o cinto, que me ajudou nesta, abri a porta e fui ver se havia acontecido alguma coisa com o outro carro. Que nada, nem parou pra dar socorro, sumiu na estrada. Liguei pra polícia imediatamente contando o ocorrido pra ver se o pegavam já que eles estavam a alguns quilômetros à frente. Sumiu! De repente foram parando carros para ver o acontecido. Alguns iam lá na frente e voltavam por terem me reconhecido, o que muito me orgulha nesta minha fase de adaptação em Paracatu. Chamavam me pelo nome e ofereciam ajuda. Jamais imaginava estar tão conhecido por aqui. Alguns perguntavam pela viola. Aí que me lembrei de olhar se ela tinha sofrido algum dano. Nada, apenas estava espremida no chão do carro já que os bancos todos saíram do lugar. Tirei a do estojo e conferi direito. Ufa, ta viva!
Temeroso de que a notícia chegasse em casa primeiro que eu, liguei pra Sampa e contei pra família!
Fiquei imaginando o que devia fazer. Não, não poderia estragar meu final de semana na roça! Já que estava vivo, deveria curtir a vida fazendo o que gosto. Não admiti a hipótese de voltar para Paracatu e ficar trancado no quarto do hotel. Liguei pra seguradora que me ofereceu um taxi e mandou o guincho.
Dispensei o táxi e liguei pro meu irmão Wanderley que, prontamente, em menos de uma hora, foi me socorrer. Tirei as coisas do carro, já escurecendo, e coloquei no carro dele já que o meu jipinho ia ser guinchado e , embora goste muito dele, espero que não volte. Tomei cuidado para não deixar nada. Salvei o disco da Cris Aflado que vive no CD Player e meus pertences. Ví, no meio do capinzal minha toalhinha azul, uma gravada com meu nome que uma fã nos ofertou há todos do Mina das Minas há alguns anos atrás. Peguei a, limpei o suor da testa e agradeci a Deus por estar vivo e sem nenhum arranhão e por estar tão popular por aqui. Ainda achei meu óculos que também se safou desta. Retirei tudo e, aqui na roça - Deley me emprestou seu carro pra passar o final de semana - quando fui pegar meu vinho, vi que a carne não veio. Que apodreça lá no meu lugar! Se é que ficou na estrada. O pior é se ficou dentro do carro, o que é mais provável, alguém vai sentir um cheirinho estranho amanhã que, graças a Deus, não é meu!
Vivem me dizendo que sou muito calmo. Não pensava ser tanto! Pode ser que amanhã bata alguma dor, algum desespero mas, no momento, só quero saborear meu vinho e curtir a vida!
No caminho ainda vimos uma cascavel. Falei pra Wanderley parar para lhe tirarmos o chocalho pra sua viola já que ele agora é também violeiro. Achou melhor não! Ainda recebemos, pelo celular, um convite para uma cantoria na casa do Moacir “maravilha“. Pensei em ir mas dispensei, Deley que vá mostrar seus dotes de o mais novo violeiro da família! Queria logo tomar um banho já que meus cabelos ficaram a pura terra e cacos de vidro! Ainda teremos muitas cantorias pela frente!
E “viva a vida que ela é genial“!
Não fui, eu volto!

domingo, 20 de setembro de 2009

Viola dos Gerais


Estive em Unai neste final de semana. Mais um quarto de hotel. Cidade quente e bonita encravada entre serras. Primeira vez que a visitei. Gostei! Da minha janela vi um bando de pássaros voando estrategicamente em v no final da tarde e do outono.
É a música me levando novamente para a estrada. Temia ficar fora dela! Gosto demais da estrada para ficar parado! Mais um festival para não perder o pique!
Nem sabia deste que a Inter TV, afiliada da TV Globo do norte/noroeste, está organizando. Serão feitas eliminatórias em dez cidades destas regiões. Coisa grande! Foi meu amuleto da sorte chamado Luiz Salgado que mais uma vez me socorreu. Fiz inscrição no ultimo dia depois da sugestão dele, inclusive indicando a música. Obrigado meu irmão! Só viola: guitarras não entram! Coisa boa! É a cultura da viola sendo realimentada. Vi vários violeiros talentosos! Eu sou aprendiz neste instrumento apaixonante. Encarei a minha na música “Cantadores do cerrado” - falar contra o desmatamento indiscriminado do cerrado onde se tem a maior produção de grãos das Minas Gerais foi uma ousadia - ainda bem que o público gostou! E o Jurí também! Toquei simplesmente com a viola e Deus e me dei bem e fui para a final.
Agora a briga será lá no norte do sertão dos Gerais em novembro, Montes Claros.
Outra cidade que a música vai me apresentar.
Para quem não conhece ainda “Cantadores do cerrado” aí vai a letra.
Torçam por mim.
Fui


Cantadores do cerrado
Autor: Pedro Antonio

Os cantadores do cerrado unidos em cantoria
Vem pedir sua licença aqui nessa romaria
Pra falar deste problema, colocar em discussão
Se está certo ou errado o desmate do cerrado
pra plantar dinheiro em grão

Os cantadores do cerrado cantam as dores dos veados, dos tatus e dos quatis
Cantam pelas seriemas e avezinhas tão pequenas que tiveram que partir
Com a chegada dos tratores tudo foi sacrificado
quem ficou foi arrastado pro forno das carvoeiras
Vão deixando a terra nua como fizeram com marte
já mataram grande parte da chapada brasileira

Eh! pau terra
Eh,eh,eh, ei! dona jurema
Quem não cresceu ao seu redor
não viveu vida melhor
Como vai de ti ter pena

Um amigo um dia disse que é preciso entender
Alguém precisa plantar pois precisamos comer
Não está de todo errado agora falo é em meu nome:
Preservar é o que me importa a ver as veredas mortas
prefiro morrer de fome

Quando fizeram as leis, nossa carta capital
Tombaram algumas matas: patrimônio nacional
Deixaram de incluir por descuido ou intenção
o bioma do cerrado nem sequer foi mencionado
lá na constituição

Não chore meu capitão
Cabiúna tenha fé
Nosso canto está bonito
vamos engrossar o grito:
Deixem o cerrado em pé

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Festival em Unaí

Neste final de semana estarei participando do festival do Norte e Noroeste de Minas
Das músicas abaixo, três irão para a final em Montes Claros em Novembro.
Tô na briga!

Músicas selecionadas para a etapa de Unaí

1. FONTE INSPIRADORA
Vicente de Paulo Faria

2. CANTADORES DO CERRADO
Pedro Antônio

3. QUANDO A PETECA CAIR
Kleuton e Karen

4. NOS VERSOS DE UMA CANÇÃO
Sandro Livahck

5. LÁ VEM A CHUVA
Nilton Pedro de Oliveira

6. DE LONGE
(Bilora)
Irmãs Pimenta

7. PEDAÇOS DE VIDA
(José Marcos Matias)
Giovani de Souza

8. MINHA INFÂNCIA
Tom Carreiro e João Carlos

9. NÃO SOU SEU CACHORRO
Paulo Vítor

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Técnica & Emoção

Hoje tirei o dia para me emocionar: primeiro, depois da minha caminhada matinal com o Ramires e a Tigresa, nossos cachorros, revi o DVD do Chico Buarque com sua técnica apurada e aquela elegância ímpar. Gravado a quase vinte anos atrás quando o Brasil prometia ser o país do futuro.
Ali Chico sonha com um país melhor e fala da campanha do Lula que ele sempre defendeu como Presidente. Lembrei me de quando o assisti ao vivo num comício do PT em São Paulo lá na praça Campos de Bagatele nos anos oitenta. Show memorável! No final ele entrou no ônibus correndo da mulherada que queria tocá-lo a qualquer custo. Naquele show tinha também Cleyton e Cledir no auge do sucesso de “Deu pra ti”, “Maria fumaça” e outras belas canções. Não tive como não me emocionar lembrando me desta passagem e pensando em como o Brasil melhorou desde então. O Chico estava certo! O Lula era mesmo o cara! E o país melhorou e muito! Agora que venha a Marina, nosso Obama de saias!
Depois de ver o Chico, comi um arrozinho com peixe frito, pescado pelo Sinval no Rio Verde, que divide Minas com o Goiás e revi o DVD do Milton Nascimento “Sede dos Peixes”, outra preciosidade!
A paisagem mineira, os parceiros do Clube da Esquina e algumas histórias engraçadas sobre o mar.
Tavinho moura, um dos compositores do clube, diz em seu depoimento que o mar é estranho e que a onda deveria ser pra lá ao invés de ficar nos repulsando sempre.
O show do Milton de que não me esqueço foi o que assistimos no Anhembi. Galba, Wellington e eu, também na década de oitenta. Acho que foi no lançamento do CD “Caçador de mim”. Teve uma passagem engraçada: quando ele cantava “Cuitelinho”, música recolhida pelo Paulo Vanzolini, e explicava que cuitelinho era um beija flor, alguém gritou lá do fundo da platéia: “beija flor é você gracinha”!
Foi riso geral na platéia e o Milton ficou até branco de sem graça, tímido que é!
Fiquei comparando os dois ídolos: O Chico, pura técnica. Músicas e letras complexas, difíceis de se fazer. O Milton pura emoção aliada a uma técnica vocal incomparável! Com um bom time de músicos ou sozinho ao violão, ele nos faz engolir em seco quando canta! E como canta! Já vi este vídeo umas dez vezes e sempre me emociono principalmente quando ele canta as duas “clube da esquina”, são lindas!
Depois de assisti-los tomando meu vinho, é claro, fiquei traçando paralelos entre o que tínhamos na nossa MPB e a música que se faz hoje. Que pena que estamos deixando cair esta bandeira!
Ainda bem que “Os sonhos não envelhecem”! Ainda nos resta a esperança de poder continuar tocando nossas músicas mpbrianas pelas estradas e ouvindo estes grandes ídolos!
Estes dois monstros sagrados da nossa música, me faz concluir o que venho pensando a tempos: o que importa é a emoção! Ela tem que estar presente sempre. Com técnica, melhor ainda mas, ela de per si, já segura qualquer canção. Técnica sem emoção é fria. Emoção com ou sem técnica, é sempre tocante!
Eu, por não ter técnica apurada, por não gostar muito de estudar música, trago em minhas canções sempre uma boa dose de emoção. De qualquer forma, aprendi um pouco com os dois. O contar estórias das minhas letras, aprendi com o Chico. Pena não ter aprendido a cantar como o Milton! Mas tenho lá o meu jeito!
O Milton me remete ao simples, ao que busco hoje em minhas músicas e em minha vida.
Tenho falado sempre nisso: como é difícil se fazer e se viver simplesmente! Sempre temos que colocar uma pitada de complexidade, seja para confundir ou para tentar sofisticar. Ledo engano! O simples é simplesmente simples!
Mas venho caminhando neste sentido e as pessoas já tem observado e comentado sobre a singeleza do meu trabalho musical e do meu modo de ver a vida, o que muito me orgulha!
É por este caminho que vou!
Uma boa semana para todos.
Fui.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

7 de setembro

De que poderia falar hoje senão dos trovões que rasgam o céu nesta tarde de setembro? O sol se escondeu mais cedo e a chuva está prestes a cair novamente para a alegria de todos nós!
Só temo os raios! Eles são muito comuns por aqui e muito me apavoram! Espero que chova de mansinho!
Ela chegou mais cedo este ano por aqui e isto é muito bom! Trouxe alegria ao campo, felicidade às plantas e animais. O flamboian já começa a ganhar folhas, logo estará vermelho de felicidade.
Vocês já viram uma jabuticabeira florida? Eu, se já, havia me esquecido de quão lindo é!. Que coisa bonita! Parece uma noive vestida de dourado! Do dia pra noite as daqui de casa ficaram todas coberta de flores como se quisessem mostrar agradecimento pela chuva que caiu na semana passada.
Com certeza teremos muito frutos brevemente.
E o cheiro então delas pela manhã? Que perfume gostoso! Se já vira isso antes, havia me esquecido de como era! Tudo ficou mais feliz depois da chuva, inclusive eu!
É sete de setembro, dia da independência. Pela primeira vez pude não ter que partir depois de um feriado, como costumava a fazer nesses anos todos em que vivi fora. Ia embora com aquele gostinho de querendo ficar mais! Agora estou aqui e posso sentir a minha independência do ter que partir sem querer.
Ontem pela primeira vez dormi aqui na fazenda sozinho. Nunca havia feito isso antes. Pensei que ia ficar com medo, mas que nada, foi muito legal! Pude contemplar o entardecer tocando minha violinha, tomando meu vinhozinho e saboreando este momento de solidão. Coisa de louco? Que seja, mas gosto da solidão! Estou aprendendo a me conhecer melhor nesses momentos. Coisas de Chopenhauer: “para que sejamos verdadeiramente felizes, não dependemos de coisas externas, temos que nos achar sem subterfúgios“
Sábado passei uma noite agradabilíssima na casa da Aline e Sinomar em Guarda Mor. Ela filha do meu grande e inesquecível amigo Álio Alfredo que já partiu desta. Ele, Sinomar, um cara muito simpático que ainda não tinha tido a oportunidade de conhecer melhor. Lá pude ver velhas fotos do Álio do nosso tempo de colégio;vários amigos em comum; cachoeiras e fotos do nosso time imbatível de futebol. Que bom que você as guardou Aline! Em algumas delas lá estou, magro feito uma vara . Conheci também seu netinho Matheus, filho do casal. Foi uma noite muito boa e emocionante, especialmente quando Sinomar colocou, de surpresa, um CD com nosso show gravado no dia da festa do Guardamorense ausente de alguns anos atrás. Momento histórico! Agradeço pelo convite e pelos bons momentos! Melhor ainda com a vitória da nossa seleção sobre nossos hermanos. Finalmente recuperamos nossa alto estima!
Fui almoçar mais tarde no bananal da minha irmã Ceni, cheguei de surpresa, almocei, cochilei e tomei aquele cafezinho gostoso de sempre!
Lucas, meu filho mais velho, apareceu também na cidade. Ficamos alguns momentos juntos e tocamos viola com o João Rosa. Um cara muito legal que nos provocou para uma roda de viola. Ele é de São Gotardo, terra da comadre Vânia. Lucas começou primeiro. Quando vi que não saia da roda, entrei nela. Deley também garrou na viola e mostrou que está chegando pra ficar nas paradas.
É isso. Agora vou apreciar um pouco da chuva que começa a molhar a terra trazendo aquele cheirinho bom que vocês já esqueceram de como é! Não se lembram? Aos primeiros pingos, sai aquela fumacinha da terra, vapor, depois de mais alguns pingos vem aquele cheirinho gostoso! Estão sentindo?
Agora o sol voltou a brilhar em raios fulgidos. Ôba! Vamos ter chuva com sol: casamento de espanhol. Sol com chuva: casamento de viúva!
Uma boa semana para todos!
Fui...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Vanusa

Gostaria de usar este nosso espaço para fazer a defesa da grande cantora Vanusa.
O que se constrói em anos de carreira não pode ser jogado fora assim de uma vez com um escorregão de percusso!
Quando Belchior me disse que tem medo de avião assim como de entrar no palco pois nunca se sabe se tudo dará certo, justifica o que aconteceu com ela. Desta vez, para ela, não deu certo! Uma tragédia!
Tenho recebido por vários amigos, o vídeo em que esta grande intérprete da nossa música derrapa feio ao interpretar o hino nacional brasileiro numa solenidade pública.Coisa horrível de se ver! Ela justificou que estava sob efeito de remédios para labirintite. Pena a produção e a própria não terem evitado o medicamento e a apresentação sob efeito deste. Lamentável, mas aconteceu o pior!
Conheço Vanusa, musicalmente, desde quando ouvia admirado a música "manhãs de setembro" aqui mesmo no interior nos idos dos meus anos. Música que toca até hoje nas radios de todo o país por retratar muito bem este que é o mês mais bonito do ano.
Tinha uma profunda admiração por ela que veio a se confirmar quando a conhecí pessoalmente em Portugal nos anos 90. Esteve por quinze dias em Albufeira e frequentava nossa casa. Fazíamos altas cantorias. E, ela com meu filho Lucas no colo, cantou lindamente "Atrás da porta" do Chico Buarque,o que fez aumentar ainda mais minha admiração por ela. Isso sem contar em "Paralelas" do próprio Belchior e outras pérolas.
Ela está acima deste fracasso momentaneo. Vamos perdoá-la e conhecer melhor seu trabalho! Ela já deu muita dignidade e força pra nossa música brasileira. Não vamos crucificá-la por isso. Nós, que estamos na estrada, podemos escorregar a qualquer hora...
Fui
Que Deus nos livre deste mal.
Foi

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Já, já, ó

Peguei o hábito de me sentar aqui no alpendre nos finais de tarde dos domingos e escrever um pouco sobre essa minha vida no interior. Vocês devem estar pensando que estou triste, que só falo de coisas tristes, mas é o momento em que escrevo! Final de tarde na fazenda não tem como não ser triste: É o curiango que começa a piar; a jaó que canta triste lá perto do córrego; as saracuras que escandalizam no canto estridente cortando o silêncio e as galinhas procurando poleiro deixando os pintos para trás como já lhes contei. Além disso, temos os grilos que começam a afinar a orquestra para tocar a noite inteira e, quando pego na viola para tocar assim a tarde, é inevitável tocar alguma coisa também dolente! Mas temos também os momentos de alegria e prazer, como contemplar minha plantação de estrelas; viajar a noite com a lua me acompanhando por toda estrada, etc...
Hoje por exemplo, levantei me cedo, acendi o fogão a lenha, fiz café, coloquei o feijão para cozinhar e fui para o curral ver o gado. Tomei leite fresco e vi os bezerrinhos correndo alegres feito crianças brincando!
De lá do curral vi a fumaça subindo pela chaminé ! Isso pra mim é um sinal e um momento de grande felicidade! Gosto de ver a fumaça saindo de uma chaminé numa casa de fazenda assim de manhazinha! É sinal de vida, de presença, de saúde!
Fiz minha caminhada matinal seguido pela tigresa e Ramires. Corriam na frente, tentavam caçar alguma coisa e logo voltavam seguindo meus passos. Vi um bando de araras passando gritando feito um bando de mulheres numa festa!
Na volta, passei no Corguinho, bebi água fresca e vi os cachorros se refrescarem deliciosamente dentro do poço!
Depois, quando fazia o almoço, tomando meu vinho costumeiro, vi um casal de periquitos bebendo água e se banhando na caixa d’água, coisa linda, merecia uma bela fotografia! E um passarinzin vermelho que fica o tempo todo na cerda de arame? É lindo! Sempre só! Nunca o vi acompanhado mas está sempre dando pulinhos pra cima para apanhar insetos e voltar ao pouso. Acho que ele é da família dos tsius, dos chupões. A sua companheira, dele, deve estar chocando!
Ele é vermelhinho com um pouco de azul nas costas. Seria um tié sangue? Não sei. É muito hermoso!
E o capim então, a grama do pátio? Depois da chuva que caiu durante a semana que passou ficou verdinha! Agradeceu demais pela chuva! As jabuticabeiras então até floriram de repente!
Tomara que continue a chover. Que a chaminé continue a soltar a nossa fumaça de paz!
Mas a jaó continua pianto triste: “já, já ó”...

Belchior

Belchior

Disseram que o Belchior sumiu. Fiquei preocupado, pois é um dos meus ídolos!
Cantei muito Belchior no começo de carreira e ainda gosto muito de cantar suas músicas sempre que posso!
Um dia desses, no aeroporto de Congonhas em São Paulo, encontrei o na esteira do detector de metais.
Não queria pagar mico fazendo tietagem mas não pude deixar de jogar uma brincadeira pra ele:
Perguntei lhe de chofre: uai Belchior, você perdeu o medo de avião? Ele deu uma rizadinha com aquele seu bigode bem cuidado e me respondeu: “ou pior que não viu, sempre que viajo fico com um frio na barriga como quando vou entrar em cena no palco. Nós nunca sabemos se vai sair tudo certo!”
Passei na frente dele que estava lá enrolado com um monte de talheres na mochila e fui me sentar lá na sala dos portões de espera. Como eu estava com o violão nas costas, acho que ele viu alguma identificação e veio sentar se ao meu lado. Batemos um longo papo enquanto nossos vôos não partiam.
Contei lhe das imitações que faço dele nos meus shows temeroso de que ele reprovasse e até brinquei com ele cantando: foi com medo de lambreta, que segurei pela primeira vez na sua.....mão!
Contei lhe que sou compositor e ele até me deu seu telefone e me pediu que lhe telefonasse quando voltássemos para que eu pudesse lhe mostrar o meu trabalho. Falei pra ele que duvidava muito que ele gravasse algo meu já que ele é um dos maiores compositores deste país. Mesmo assim ele insistiu que eu lhe enviasse algo. Como meu lado quieto e desconfiado é muito latente, jamais entrei em contato com ele. Ele seguiu para Florianópolis e eu para Brasília.
Continuo sendo seu fã! Quem me dera um dia escrever coisas lindas como: paralelas, divina comédia humana, como nossos pais e tantos outros clássicos dos quais nossa MPB jamais esquecerá.
Vida longa ao Belchior e não se preocupe mais com o sucesso. Você já chegou lá!!!
Fui....

Obs. Mais tarde vi que ele foi encontrado! Bela jogada de marketing, digna de pessoas inteligentes como ele. Ainda bem!!!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Bicho de pé

Nesta ultima sexta feira,acordei com uma coceirinha danada no pé direito.
Acendi a luz e me deparei com um bicho de pé. Um não, dois. Um abaixo do dedão e o outro entre os primos!!
Fiquei aflito com tamanha coceira e não tinha nada para extrair os bichinhos.
Acordei e fui trabalhar com aquela aflição toda causada pelos danados.Coçou o dia todo!
Pensei em comprar uma agulha e estirpar logo ali mesmo os dois.
Depois, pensando direito resolvi deixar para fazer a operação lá na roça.
Praticar todo aquele ritual que Dona Leonidia fazia em nós: pegar uma agulha, esterilizar no álcool, sentar no alpendre e tirá-lo com muto cuidado, sem explodir o bichinho e sem deixar resíduos. Já que era sexta, deixei pra fazer isso lá.
Mal cheguei e comecei a cirurgia. Só que percebi que as vistas já não me permitem tamanha exatidão. Tá certo que era noite, mas, usando óculos, achei que seria moleza.
Acabei extraindo mal os dois. Espero que nos próximos terei melhor êxito.
As vistas já não funcionam mais como antes mas fiquei feliz por saber que ainda tenho o bicho de pé!!
Vocês devem estar curiosos para saberem o resultado do festival de Paracatu.
Eu logo digo: Deu jazz!!!
É que o festival foi suspenso por medida de precaução contra a proliferação da gripe do porco.
Que pena! Tava doido pra tocar!
Segundo os organizadores foi adiado e não suspenso, com previsão de acontecer na primeira semana de outubro.
É que a maioria dos candidatos classificados é de outras Cidades e Estados. De Paracatu somente dois, o Rubens e eu. Fiquei sabendo que novamente, a exemplo do primeiro festival que participei em Paracatu, houve uma discussão na comissão de triagem para definirem a minha naturalidade. Alguns dizendo que sou de Guarda Mor e outros que sou de Ptu. Desta vez não houve jeito de jogar nos dois times, o documento de identidade me entregou a Paracatu. Assim estarei representando minha cidade que ficou uma chiadeira só por não ter entrado mais Paracatuenses!
Sugiro que no próximo ano, façam uma eliminatório só com os Paracatuanos, assim quem ficar entre os quatro primeiros, entra na eliminatória nacional.
Quando tiver a data certa, avisarei aos amigos.

23 de agosto

Enquanto isso estou aqui na roça nesse final de vinte e três de agosto horrível!
Já amanheceu o dia numa ventania só! Até suspendi minha caminhada matinal. Deixei pra tarde e acabou não acontecendo.
Agora, na boca da noite está uma tristeza! Uma choradeira de pintos!!!! Esta é a verdadeira família pinto!
Você consegue imaginar um lugar seco, com milhares de folhas caídas ainda do outono e o vento as arrastando pra lá e prá cá? Aquele poeirão danado! Mormaça chuva e não chove!
As galinhas começam a se empoleirar. Aí, daquele monte de pintos que nasceu nesse agosto, alguns ficam perdidos e começam a piar tristemente, desesperadamente! Que tristeza!
Há um deles, um único sobrevivente de uma ninhada de uma dúzia de ovos, que foi abandonado pela mãe com ninho e tudo! Simplesmente a mãe saiu do ninho antes de os ovos eclodirem!
Aí, tirei o danadinho de lá e pus no chão, na tentativa que uma mãe o adotasse. Nonada! O que vi foi uma ródia bicando a cabecinha dele para que ele não a seguisse junto com os oito filhotes dela. Aí tive pena do bichinho! Desde ontem, quando o tirei do ninho pela manhã, que ele não intervala um piado. É o tempo todo!
Peguei uma gaiola velha, coloquei água e quirela e pus ele dentro. Vamos ver se ele consegue sobreviver. Pena que ficarei fora durante a semana, senão cuidaria melhor do piu piu!
Agora... Ave, até que enfim deu uma pausinha. Acho que cochilou!!
A noite se fez. Um trovão ouvi! Relampeou, quem sabe chove!
Setembro chove!!!
Fui

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

De volta aos festivais

Como não tenho ido mais aos festivais de mpb pelo Brasil, que são muitos nesta época do ano,o festival veio até mim! É que acontecerá aqui em Paracatu, nesse próximo final de semana, o IV festival de inverno promovido pelo SESC.Tive a oportunidade de participar do primeiro onde concorri com minha música,panfletária, os cantadores do cerrado. Naquela oportunidade, pude divulgar o festival para os colegas festivaleiros e foi um sucesso de inscrições pelo Brasil todo. Não fui premiado embora tenha ido pra final com o mano vei Galba na viola.
Desta vez o violeiro sou eu. Que falta faz o Galba!! vou ter que encarar esta sozinho.
Estou montando um time para me auxiliar na música "procurando paz", espero corresponder às expectativas dos Paracatuanos, já que somente eu e mais um compositor da cidade estão entre as selecionados.
Que Santa Cecília nos ajude.

Paracatu viveu um dia de Gala neste sábado que passou!
Pena não estar presente para assistir ao grande show que foi Arthur Moreira Lima com seu piano ambulante. Disseram me que foi um sucesso total!
Tomara que a cidade pegue gosto pela boa música!
Agora vou ensaiar que o tempo é curto..
Fui

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Fim de férias

Estou de volta às Gerais depois de um final de semana em Sampa.
Fui levar as crianças que, embora tivessem ainda mais uma semana de férias, acabaram se cansando do sossego da “roça”.
Novamente estou só! Mas não sou só eu: “Ramires”, o ´único cachorrinho que nos sobrou dos filhotes da tigresa, também está só! Eliana e as crianças o paparicaram muito nesses trinta dias que passaram aqui! Enquanto escrevo ele cochila aqui na sua casinha de papelão que Eliana lhe preparou. O Rone, que também vive só, disse que ele chorou muito na sexta feira pela falta da movimentação das crianças na casa e da comida e carinhos da Eliana!
Eu deixei a família em Sampa pela manhã deste domingo em pleno dia dos pais! Calculei mal e tive que voltar hoje.”Issos do ofócio”! O Lucas veio comigo até Uberlândia. Almoçamos juntos e o deixei na sua república a “capim canela”. Também ficou sem a família, mas está fazendo companhia pro “Xuxu”, seu parceiro de república que passou todo o mês de julho também sozinho. A vida é assim: “encontros e despedidas”. Coincidentemente ouvi esta música do Milton Nascimento no rádio do carro na estrada e tive que lacrimejar um pouquinho por detrás do óculos escuro.
Agora é deixar o tempo passar e me acostumar a só ser ou a ser só!
Por falar em música, meu assunto preferido, o melhor de se ir a Sampa é poder ter opções para se ouvir boa música. Por motivo de cansaço perdi ao show da Consuelo de Paula no Sesc Pompéia. Coisa imperdível! Também deixei de ir ao show do Marcelo Ádrio e sua banda “Baba de cobra” no Lua Nova. Perdoem me meus amigos, quis ficar mais uma noite com a família!
Na ida fomos ouvindo os CDS dos meninos. Coisas boas e outras nem tanto! São demasiadamente ecléticos, coisa que não sou! As rádios, até próximo a Campinas, só tocam o “sertanejo universitário”. Parece uma praga que se alastra feito erva daninha matando todas as outras plantações!
Quando consegui sintonizar a rádio USP foi um alívio! Pude ouvir uma música do “Raízes de América”
que não conhecia além de outras pérolas da nossa MPB. Depois sintonizei a “Nova FM” e também fiquei um pouco decepcionado pois, embora o repertório seja da maior qualidade, eles não mudam: continuam tocando as mesmas músicas. Ana Carolina parece ter comprado todos os horários!
Na volta é que tive uma ótimo surpresa: Uma rádio de Amparo, próximo a Campinas, só toca música boa! Uma outra de Jaguariúna também! Pude ter a companhia delas até próximo a Ribeirão Preto. Em Uberaba também tem uma emissora educativa que toca música boa, mas o melhor foi quando pude sintonizar a Universitária de Uberlândia! Aí sim! Que programação legal! Gente nova e velhos medalhões disputam lado a lado o espaço da emissora. Lá já pude ouvir meus amigos Luiz Salgado e Zé Alexandre. Mina das Minas também já tocou por lá e, além disso, meu amigo Pacis Jr faz algumas intervenções chamadas “a hora do jazz” que é uma maravilha. Pude ouvir sua voz anunciando Milles Davis. Que luxo heim!
Será por que essas coisas não acontecem por aqui pras bandas do Catalão e do Paracatu? Não temos ouvintes inteligentes?
Na ultima quinta feira conheci o diretor da rádio Boa vista de Paracatu. Assim que tiver uma oportunidade, quero discutir este assunto que muito me aflige com ele.
Já falei sobre isso aqui neste espaço mas vou continuar batendo nessa tecla: merecemos ter liberdade de escolha para ouvirmos o que quisermos. Enquanto isso, vou ouvindo mais uns Cds que trouxe na bagagem, depois posto o comentário sobre eles!
Fui

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Agosto

Agosto entrou!!
Não gosto muito desse mês mas ainda bem que o vi chegar!
É sempre bom ver novo dia, novo mês e novo ano chegarem!
Com saúde é sempre muito bom!
E, graças a Deus, saúde não está me faltando.
Não gosto de Agosto por que costuma ser o mês em que morrem as pessoas importantes.
Como não sou um destes, ainda, não deveria temer. O problema é que os ídolos costumam viajar sempre neste mês. Foi sempre assim. Espero não ter surpresas desagradáveis este ano.
Também meus ídolos já se foram quase todos. Restam poucos!
Agosto também é o mês em que vários amigos meus vieram ao mundo. Fazem desaniversário!
A estes, meus parabéns e muitos anos de vida e sucesso!

Eu vi...
Esta semana que passou tive um privilégio de poucos. Exatamente nesta ultima quarta feira, quando chegava na fazenda no final da tarde, vi uma estrela cadente em plena luz do dia. Dezoito horas, chegando em casa. Fiquei emcabulado! Vi um facho de fogo descendo do céu e caindo próximo ao morro “ o das galinhas”.
Fiquei olhando pra ver se incendiava o capim macega que está muito seco. Nada! se bem que antes de tocar ao chão vi que que ele se desintegrou. Uma luz verde amarelada! Coisa linda de se vê!
Contei, como conto pra vocês, ninguém me acreditou. Na sexta feira, olhando o jornal “o estado de Minas”, lá estava a matéria: “mineiros do norte de Minas viram na ultima quarta feira, uma bola de fogo cruzando o céu um pouco antes do anoitecer”. A matéria refere-se precisamente aos mineiros de Januária e região. E foi exatamente ao norte aqui de casa que vi este fenômeno! Se alguém duvidar, guardei o recorte do jornal onde um professor da UFMG explica que pode ter sido um meteoro que se desintegrou... Eu vi! Este é um dos privilégios de se morar no campo longe das luzes da cidade.

Fui...

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Revendo conceitos

Hoje acordei meu mal. Fiz minha caminhada matinal pensando no porquê!
Não há motivo aparente. Tudo está em seu lugar, graças a Deus!
Fiquei tentando descobrir a causa e cheguei a conclusão de que é musical. Isso mesmo, quando não toco fico assim!. Ainda mais depois de ontem na festa de Santa Rita de em Guarda Mor onde havia mais um show do chamado “sertanejo universitário”. Duplinha boa até! Aliás, essas duplas são muito competentes e profissionais. Não sei nem o nome da dupla. Não dá mesmo para guardar. Nascem mais duplas que filhotes de coelho. Por todo lugar que se vai, se vê e se ouve, mesmo sem querer, essas duplas do cinto e da bota. Do chapéu nem falo pois sou um adepto da turma do chapéu. Não desses chapelões acabanados acompanhando a ponta da bota.Minha botina ainda tem o bico achatado assim como meu panamá.
O que tenho contra esses colegas? Nada! nem a favor, muito pelo contrário! Fico é meio depressivo com relação a atual situação da nossa música: a genuinamente regional; o samba; as toadas; nossa velha e boa MPB. Nosso folclore então nem se fala!.
Ainda bem que a Inezita Barroso recebeu uma homenagem do Raul Gil ontem na TV. Esta merece muitas homenagens! É a nossa madrinha!
Acho que fico é com inveja dessa rapaziada! Essa turma da fivela está trabalhando pra valer! O bom é que eles conseguem arrebatar o público. Também, as rádios só tocam isso! Quando tem um show a galera sabe tudo de cor. Aí, como o nosso estilo, além de não ter tanto espaço, não agrada tanto à platéia, por que não toca no rádio, fico com dor de cotovelo! Mas prometo rever os meus conceitos. Só os tolos não mudam de opinião! Mas não se preocupem,não vou aderir ao estilo. Apenas serei mais tolerante!
Fico pensando naquele tempo em que universitário era sinônimo de inteligência, de resistência e de valorização do que tinha qualidade. Fico com pena deles e ao mesmo tempo sei que eles não carregam nenhuma culpa por isso. Não tiveram que combater regimes políticos e não estão nem aí se o Sarney é o dono do Maranhão e do Senado! Guardadas as exceções!
Será que perdi o bonde da história? Ou, como disse Belchior: “é você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem”? Me perdoem a turma dos rodeios e essas duplas de quem falo: nada pessoal contra vocês, não mesmo! Apenas acho que o espaço deveria ser mais democrático. Mas isso também não é culpa de vocês! É o comércio: the bussines!
Vou continuar trabalhando e sonhando com novos tempos. Não com a volta do que passou, mas com uma mídia menos “Maria vai com as outras” para que possamos ter opção de escolha.O que uma emissora de radio toca, todas as imitam!Parece não haver vida inteligente do lado de cá do receptor!
Não agüento mais andar pelas ruas sendo bombardeado por essas músicas!
Aqui a turma tem a mania de ligar o som do carro no ultimo volume. Fazem até competição de som automotivo.
Você já viu ou ouviu alguém passar de carro com aquele som incrementado tocando um Chico Buarque, um Milton Nascimento ou mesmo um Roberto Carlos que é mais popular?
Será que ouviremos algum dia algo de qualidade indiscutivel desses agro boys?
Por falar em Roberto Carlos, ele revelou recentemente a fórmula do seu sucesso: “gosto do que o povo gosta”, ele disse. Aí cheguei “a causa do meu “insucesso”: não gosto do que a maioria gosta! Sou sempre do contra. Se há sucesso, sou contra! Pois tudo que é massivo, acaba sendo alienante!
Moro na “corda” mas jamais serei cordeiro!
O que muito me apraz é colocar no CD player cantoras como Cris Aflalo! Eta menina boa viu! A Cris é neta do Xerem que fazia dupla com o Bentinho nos áureos tempos do radio. Herdou o pedigree do avô e a ubanidade dos jardins paulistanos. Navega pelo urbano sem esquecer suas raizes regionais. O mais recente CD dela “Quase tudo dá”, está uma delicia de se ouvir! Muito saboroso! Ela gravou uma música do Carlos Careqa cujo título é “tudo que respira quer comer”. Você já ouviu uma frase assim na música “breganeja”? Pois é! Esta é uma daquelas frases que está aí para ser colhida mas que só as pessoas iluminadas conseguem captar, traduzir em música. Pense nesta frase e jamais deixará algo ou alguém à sua volta passar qualquer tipo de necessidade! Não precisava nem de letra, só esta frase já diz tudo. A música é lindíssima e a interpretação da Cris, com o auxilio luxuoso do Luiz Waak, músico e co-produtor do disco, nos deixa com água na boca! Se puderem adquiram, vale a pena! E se tudo que respira quer comer, também quero minha fatia nesse bolo!
Ainda bem que temos essas opções. Agora entendo quando um fã do Mina das Minas me chamou de irresponsável por passar mais de dez anos sem gravar. Ele disse que o deixamos sem o prazer de ouvir nossas novas músicas!
Como é bom poder tocar um CD assim como o da Cris no carro e viajar curtindo aquilo que mais gosto que é de uma boa música!!
Assim vamos vivendo e colhendo pérolas!!!

Fora isso, o final de semana foi maravilhoso! Recebemos as visitas da Mana Maria lá de casa com as filhas Theandra, Elaine e a netinha Theane que está uma graça!! Contamos também com o Cleber "gardenal" que nos fez uns peixes “da hora”!!
Galba também deu o ar da graça com a família. Pena não termos feito um som!
Agradecemos as visitas. Voltem sempre!
Grande abraço a todos
Fui...

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Viva Mandela

Pelo céu azul da América do Sul
Nos chegam as canções que nos fazem viajar
Penso em Mandela, Gandhi e outros mais
Que lutaram tanto enquanto puderam
Para nos dizer que a nossa voz
Sempre será o nosso maior poder....

Para ouvir entre no site http://www.paragonbrasil.com.br/conteudo.php?item=2145

Quando escrevi esta letra da música “Terra de Santa Cruz”, que está no segundo disco do Mina das Minas, Nelson Mandela havia acabado de ser eleito Presidente da África do Sul. Eu acabara de ver três filmes que me marcaram muito: um sobre o revolucionário Mahatma Gandhi; outro sobre um outro negro Sul Africano que lutou muito chamado Steve Biko e o terceiro sobre a vida de presidiário de Mandela. Esse líder mundial que se tornou um mito para a nossa geração, assim como Gandhi.
Esta semana no seu nonagésimo primeiro aniversário Mandela fez um pedido ao seu povo: “que pensem por sessenta e sete minutos apenas, uma forma de melhorar o mundo”, fazendo uma alusão aos seus sessenta e sete anos de prisão em que ficou pensando como acabar com o apartheid na África do Sul - Um sistema de segregação racial imposto pelos colonizadores Ingleses em que brancos e negros não se misturavam. Saiu da prisão e conseguiu. Que pensemos por sessenta e sete minutos apenas. Ele não pede muito.
Juro que já fiz esse exercício várias vezes e a única conclusão em que cheguei é que, para resolvermos este problema devemos cuidar das crianças. Só crianças bem nascidas, bem educadas, bem alimentadas, serão capazes desta proeza. Devem saber e praticar a tolerância e não deixar que os valores morais se invertam. Esta é a grande ameaça. Para isso precisam receber e repassar estes valores sempre.
O que temos visto são filhos que não respeitam mais os pais, professores e, consequentemente, o próximo.
O Márcio Pereira escreveu um artigo muito bonito em seu blog na semana passada intitulado Pais e Filhos. Vale a pena dar uma olhada no texto dele: www.marciopereiramusico.blogspot.com, o cara esta escrevendo bonito!
Hoje estou aqui na casa da roça com os meus filhos. Tenho pensado sobre a formação deles e tenho ficado orgulhoso das crias! Parece até que a molecada já nasce sabendo mais que nós. O Lucas Antônio, o mais velho já está fazendo faculdade e tocando seu violão sem nunca ter me perguntado uma nota, uma cifra emprestada. Baixa tudo na internet e sai tocando. Está cantando bonito o menino! Quem quiser conferir, veja no www.youtube.com.br e procure pelos vídeos dele. Lá tem um que ele fez recentemente como Pedrim de Araguari que está muito bonito. Acho que está como Pedro e Lucas. O bom é que ele não quer saber de ser músico. Quer tocar só por prazer. Diferentemente de mim que sempre procurou se profissionalizar como músico!
O Ângelo, o do meio, tem uma personalidade muito forte! É muito inteligente e crítico! Sabe o que quer. Estudou quatro anos de piano clássico e abandonou. Diz que quer ser algo maior que um simples músico!
Agora abandonou também, por conta própria, o refrigerante. Só toma suco! Não quis voltar pra Minas comigo de morada. Disse me na lata que a opção de voltar era minha e que a dele era de continuar estudando em São Paulo.
A Mariana, que tem onze anos é a caçulinha da turma, é um doce! Estudiosa e muito bem humorada!
Recentemente fez alguns vídeos caseiros de humor com as coleguinhas. Tem sido um sucesso entre os parentes! Ainda muito tímida, me proíbe de falar deles. Já começou a pintar os olhos e a me levar a pen sar que logo, logo terei com o que me preocupar! Quem os conhece sabe que são ótimos meninos!
Agradeço a Deus sempre por eles. Não por te-los, que não são meus, mas por ter ajudado a colocá-los no mundo, juntamente com a minha companheira Eliana.
Pois é, estamos todos aqui, só a Mari que está em Brasília passeando um pouco, felizes e agradecidos pela vida, pela saúde e por ter tido o privilégio de receber ensinamentos da natureza e de pessoas como Mandela! Que Deus lhe ilumine sempre e que sua luz continue chegando a todos nós.
Viva Mandela!!!
Fui

quarta-feira, 8 de julho de 2009

De volta pra casa

Estou aqui sentado na varanda do compadre Adolfo e da comadre Vânia observando os sanhaços comerem banana numa mesinha que ele fez pros passarinhos no quintal. Coisinha simples mas muito legal! Vem pássaros da Araguari inteira tomar café da manhã aqui! A manhã está linda de sol!
Vejo um pé de ipê que eles plantaram no quintal e que já está grande. Penso que logo, logo terão que sacrificá-lo pelo fato de o espaço ser muito pequeno pra quando ele crescer.
A criançada está dormindo e as comadres saíram pra fazer compras. Compadre Adolfo trabalhando!
Penso em escrever alguma coisa pois fiquei quase duas semanas sem fazer isso. Vocês devem ter notado. Ontem dormimos na casa do Lucas em Uberlândia. Passeamos à noite no parque “Sabiá” onde a cidade inteira vai fazer caminhada e ginástica ao ar livre. Reparei algumas coisinhas que estavam desarrumadas na república deles: a “Capim canela”. Eliana fez um bom almoço, visitamos a Universidade Federal de Uberlândia e tentei convencer o Ângelo e a Mari de que este é um bom lugar para se viver e estudar. Que cidade bonita! O Lucas está adorando!
Estamos vindo de São Paulo desde segunda feira. Chegar em casa está difícil! E isso muito me agrada pois poucos tem o privilégio de conviver com amigos assim! Já virou parada obrigatória Araguari.
Ontem a noite os meninos fizeram um som aqui. Lucas no violão, João Paulo na bateria e o Pedro Figueiredo solando tudo na guitarra. Mariana e Ângelo ficaram na parte de gravação. Estavam fazendo um clipe pra colocarem na internet. Tocaram até as dez da noite. Compadre Adolfo e eu ficamos falando da evolução desta molecada que sabem de tudo sem nos perguntar nada. Melhor ainda, sabem mais que nós! Eta juventude antenada! É muita informação que eles tem. Luiz Salgado apareceu também e conversamos um pouco!
Agora de manhã levantei disposto a ir embora mas a comadre faz questão que fiquemos pro almoço.
Não vamos dispensar! A comida dela é muito boa! Sem contar a hospitalidade!
Pena não ter podido cantar pra nós ontem: está sem voz a quase dois meses.
Ainda bem que está melhorando e logo nós poderemos ouví-la em sua linda cantoria!
No final da tarde pretendo chegar na roça e ver a lua cheia lá de casa.
Resolvi esperar pelo almoço que foi maravilhoso!
Sem contar que o compadre arrumou minha viola que ficou novinha em folha!
Obrigado meus amigos por mais este momento maravilhoso!!!
Agora fui...

Mina das Minas em concerto
Sexta fizemos um show memorável em São Paulo num local chamado Villagio café no bairro de Pinheiros.
Como sempre não botava fé que fosse dar público! Aos poucos o povo foi chegando e a cantoria foi muito legal! Fiquei feliz de ver os amigos Fernando e Marisol e os colegas de trabalho de Sampa que compareceram para nos prestigiar. Dona Nilza, Beatriz e Washington também!
O fato de estarmos separados fisicamente tem injetado muita energia em todos nós no palco. O som flui naturalmente e a alegria de tocar está mais presente.
Apareceram por lá, para a nossa surpresa, os amigos João Ba e Zé Alexandre que deram aquela canja legal.
O João cantou “menino e o mar” e “bicho da seda”, parceria dele com o Galba. Desceu do palco, como sempre faz, e fez o público cantar junto. Coisa linda de se guardar! Fazia tempo que ele não aparecia em nossos shows.
Assim que o Zé Alexandre chegou, chamei o pro palco e o Márcio lhe passou o violão para fazermos juntos o “Alpendre” música que fiz com ele e que fará parte do seu novo disco a ser lançado até o final do ano, para a minha alegria, ficou muito bonita!
Depois cantou, a meu pedido, “Bandolins” que defendeu com Oswaldo Montenegro num destes grandes festivais de música e que ficou marcada para todos nós!
Estavam presentes ainda os amigos Brau Mendonça e Ozi Stafuza, outros grandes músicos da noite Paulistana.
Após o show fomos comemorar numa esfirraria. Sensação boa de dever cumprido!
Que venham os próximos!


Churras do Davidson

No domingo fomos pra casa do Davidson: um grande amigo que conhecemos na estrada e que tem ajudado a Terezinha, nossa produtora, a correr atrás de shows pra nós. Figura genial! Fazia tempo que ele nos prometia um churrasco. Neste domingo aconteceu finalmente para a nossa alegria!
Casa linda no alto da serra de Cajamar. Cidade vizinha a grande São Paulo. Terezinha e ele prepararam tudo com muito carinho e bom gosto! Não faltaram bons vinhos e música o tempo todo.
Marcelo Ádrio, nosso baterista, arrasou no cavaquinho tocando sambas da antiga. Chinchila, outro músico pupilo da Tê, fez a juventude viajar em temas internacionais da atualidade! A Jade, filha do Davidson nos encantou a todos com sua linda voz adolescente!
Zé Alexandre também canjeou por lá com a participação do filhão Rhurá na batera.
Só faltou o Márcio que teve que tocar em um almoço em Sampa. Eh vida dura de músico!
Passamos o domingo comendo, bebendo, tocando e ouvindo um bom papo.
Valeu Davidson! Esperamos vocês agora aqui na roça como combinado!

Fui...

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Férias

Vejo a tarde se despedindo e a penumbra cobrindo os morros do “tamanduá”, meu lugar de refugio nos finais de semana.
Ontem tive o privilégio de ver o sol nascendo no vão do Guarda Mor e subindo a serra, a do funil, comigo.Lindo! Colorido e redondinho! Logo chegamos juntos aqui. Fiquei dormindo a manhã toda. Ele subiu e ficou por aí jogando luz sobre a terra, pássaros, homens e plantas.
Meu olho está lá no morro da estrada. Já não espero ninguém neste domingo à tarde.
Sempre que sentamos aqui fora o primeiro olhar vai para a estrada. Estamos sempre esperando alguém chegar. Não sabemos quem, mas sempre esperamos. Ás vezes chega, outras não! Quase sempre não!
Reclamam que ninguém me vê desde que voltei. Dizem que estou mais longe de quando morava em São Paulo, mas não me visitam e eu também ando sem vontade de visitar as pessoas. Estou sempre cansado e querendo sossego! Sempre fui assim: um solitário por opção e um “preguiça“ como diz a minha amiga Zi!
Nesta próxima semana voltarei a Sampa pra tocar com o grupo e buscar a família para passar férias comigo. Fazer como a chuva: trazer mais alegria pra cá. Vou voltar a ver as crianças, que quase já não são mais crianças, correndo pelo gramado; andando a cavalo; tomando banho no córrego e brincando com a Tigresa que anda muito triste depois do parto!! Finalmente chegaram as férias!

Acabei de assistir à virada do Brasil contra os EUA na copa das confederações. Pensaram que iam ganhar! É impressionante a alto confiança dos norte americanos! Já são melhores em tudo! Pelo menos pensam e nos passam esta imagem de que realmente o são, só faltava ganhar nossa hegemonia no futebol.
Ainda bem que isso não aconteceu e continuaremos reinando, pelo menos nesta modalidade!
Meu galo perdeu ontem. Pra quem mesmo? Barueri!! Acho que ouvi falar deste time outro dia!

De manhã choveu muito por aqui. Coisa rara nesta época do ano. Plantas e animais agradeceram muito! A jabuticabeira até floriu!
Agora tenho tempo e tenho observado bem a natureza, as estações do ano. Vi as grotas correndo água quando cheguei em fevereiro. As vi secando no final de abril. As folhas e flores sendo jogadas ao vento no outono. Os pastos secando; o gado emagrecendo. Carrapatos agora estão aos montes por todos os pastos. Semana passada mesmo tirei um que me deixou feridas. Agora o inverno trouxe o frio e noites longas. O tempo seco é triste e feio! Esta chuva nos trouxe alegria. Que bom ver as galinhas pastando gafanhotos depois da chuva! Seriemas cantando quando o sol se abre! É a vida, a alegria de volta que a chuva traz!
Deitado de manhazinha fiquei pensando nos daqui que têm que levantar cedo com chuva ou sol e tirar leite. Coisa difícil! Ainda bem que já estão acostumados e não ligam pra isso. Os da roça gostam da chuva em qualquer circunstância. Diferentemente dos da cidade que abominam a chuva. Xingam até quando cai uma abençoada chuva. Como se na cidade não precisassem dela! Confesso que não pensei nestes, só nos vaqueiros que são obrigados a tirar o leite sempre no mesmo horário. E olha que nem é imposição das cooperativas e multinacionais que compram o produto, é hábito mesmo! As vacas tem horários: não podem passar da hora de serem ordenhadas e têm que pegar o pasto com o orvalho da manhã. Além disto os vaqueiros tem muitas outras coisas a fazer no decorrer do dia! Eu, um parasita do Estado que suga e é também muito sugado, fiquei na cama até mais tarde neste domingo. Depois fui fazer minha caminhada subindo o morro do arrependido e descendo o do estreito. Quase dez kilômetros de muita paz e silêncio. Vez em quando parava para ouvir e tentar identificar algum passarinho. Como é chato não saber o nome deles! Tava até pensando em começar a apelidar tudo que não conheço. Assim quando os vir novamente saberei quem é! Mesmo que tenham nomes catalogadas, passarão a ter os codinomes que eu lhes der. Boa idéia! Vou começar a fazer isso!
Bom, agora é noite feita. O curiango dá seus pios. À meia noite devemos ter a volta do corujão. Outro dia ele apareceu, ficou piando feio!.O corujão é uma grande coruja, obviamente, que é o terror das fazendas. Quando querem pegam até galinhas! Assim dizia a Vó Tonha! Ainda não confirmei esta estória, mas uma noite destas o ouvi piar: “UUUU. UUUU....”

Fui...

Show do Mina

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Na capital dos Gerais

BELO HORIZONTE

Estou em BH, a nossa capital!
A sensação é muito boa de sentir que agora é realmente a minha capital.
Finalmente voltei a ser mineiro!
Passeio pelas ruas me sentindo em casa. Visitei a loja do Galo onde pude ver nossos troféus conquistados nestes mais de cem anos entre glórias e fracassos. A vida é assim mesmo: não só de glórias se vive. O fracasso é o momento que nos faz olhar para trás e ver os erros para projetarmos melhor o futuro. O presente do Galo está muito bom.. Líder do Brasileirão... Não vemos ninguém na frente. O futuro é bem promissor!
Fui ao teatro Alterosa, ao bar “arrumação” e assisti a um pocket show no museu “Inimá de Paula” aqui na rua da Bahia onde estou hospedado. Não conhecia este pintor modernista que faleceu em 1999. Quadros lindíssimos com muitas cores vivas!
Aqui na esquina há uma frase gravada não numa palmeira, mas numa pilastra de concreto que diz: “minha vida é essa, descer Bahia e subir Floresta”. sobre as ruas aqui do centro.. Desculpe me o poeta autor da frase, não anotei seu nome.
Pretendo voltar com mais tempo para curtir mais a nossa capital.

Michael Jackson o rei do Pop

A TV do mundo fala na morte do Michael Jackson ocorrida ontem. Não era pra menos pois se trata do maior ídolo pop de todos os tempos. Nunca fez meu gênero mas admirava sua audácia e criatividade e reconheço sua importância para a música mundial. Foi muito competente no que fez. Inovou ao criar clips audaciosos quando esta linguagem ainda não era usada na música. Levou a dança e a alegria para o palco. Continuou e morreu triste mas deu muitas alegrias ao fãs. Gil havia dito numa letra há tempos atrás: “Bob Marley morreu por que além de negro era judeu, Michael Jackson ainda resiste por que além de branco ficou triste”.
Não resistiu mais. Morreu de tristeza!
O bom é que agora a mídia toda vai relevar seus erros para elevar suas virtudes. Ainda bem que será assim!
No Japão a manchete de um jornal diz “Você nunca mais ouvirá esta voz”. Discordo pelo fato de que isso não é verdade. Agora vamos ouvir muito mais a voz dele. Esta é a vantagem de se gravar músicas: a nossa voz permanecerá para sempre. Quando alguém quiser nos ouvir depois da passagem, basta colocar a mídia e pronto, mata se a saudade.
Tenho feito isso quando quero matar a saudade dos meus ídolos que já passaram para o outro lado.
E a vida continua...
Fui

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Dizin zanga biz creta zangada

Você sabe o que quer dizer a frase acima? Não tem nem ideia?
Acabei de ler no jornal "Visão Regional" aqui do noroeste mineiro.
Uma pérola não é?
Esta é uma frase que o dono de uma bicicletaria colocou na frente de sua oficina em Unai.
Perguntado sobre o que queria dizer respondeu:“Uai, as bicicletas que chegam aqui zangadas são dizinzangadas“!
Queee beleza!!! como diria Tinoco!!!

Por falar em coisas engraçadas, havia escrito aqui neste nosso espaço sobre o Passarim lá da roça que cantava “queij frit”
Conversando com o Galba esses dias ele me disse que foi assim que ouvi mas que na verdade o que foi passado pra ele pelo nosso Tio Neca, (o da Carta ao velho Rosa) é que o Passarim canta “Peix frit”. Tá registrado.
É assim que nossas tradições orais vão se modificando. O que não está escrito ganha outro nome ou o que está escrito distorce o que foi dito.
Por exemplo: sempre ouvi dizer que aquela roda de fiar algodão usada com pedal se chamava "roda de fiar" mesmo. Fiquei em dúvida quando li em alguns escritos que se chama “roca de fiar”. Não me conformo! Vou continuar falando roda de fiar, foi assim que ouvi a vida quase toda.

Neste sábado à noite estava sentado aqui no alpendre tentando escrever uma letra sobre a minha plantação de estrelas quando fui surpreendido por uma linda estrela cadente!
Coisa que não via há muito tempo. Que lindo que é! E o bom é que ela não caiu, rasgou o véu do céu na horizontal e se desintegrou no ar.
A letra ficou pronta mas não vou postar aqui não. Deixa virar música primeiro senão perde a graça. Vou esperar algum dos meus parceiros se habilitar para fazer a melodia. Quem se habilita?
Um abraço
Fui...



O Lábaro

Nesta sexta ultima mudei minha rotina: ao invés de sair direto do trabalho para a fazenda resolvi ficar em Paracatu. Não sem motivo, é que fui gentilmente convidado pela Uldisséia - aprendi a chamá-la de Dulcinéia como a Del Toboso do Dom Quixote - para tocar algumas músicas no aniversário do seu jornal “o Lábaro” que estava completando dois anos. Festa bonita na praça Firmina Santana. Som de boa qualidade ao ar livre no centro da cidade. Antes foi apresentado um vídeo bastante legal sobre nossa falta de consciência ecologia com relação ao consumismo desenfreado que praticamos. Depois toquei algumas de minhas músicas. Houve também a entrega de vários diplomas para pessoas que apoiam este importante veículo de comunicação para a nossa cidade, isso sem contar no quentão, no arroz com galinha e farofa e outras cositas mas que estavam muito boas!
Mais uma vez fui pego desarmado. Havia deixado viola e violão na fazenda. Estava voltando de um show de São Paulo com o grupo onde utilizei o baixo que ficou por lá para o próximo show do dia 03 de Julho. Mesmo assim me dispus a participar e foi muito bom!
Instrumentos sempre aparecem! O Rodrigo, ex professor de música da casa da cultura de Guarda Mor estava fazendo o show com sua banda e me cedeu seu violão. Apanhei um pouco mas, entre mortos e feridos, acabei sobrevivendo e gostei da minha apresentação e acho que o público também. Depois teve o show da banda do Rodrigo que foi muito competente animando a galera. Além de agradecê-lo pelo violão peço desculpas por não me lembrar também do nome da sua banda. Muito boa!
À Uldicéia meus agradecimentos pelo convite e meus parabéns pelo belo jornal que tem muito a crescer para o bem da nossa comunidade.

Shows no Sindicato Rural dos Produtores

Levado pelo parceiro Fernando Moreira, amigo pandeirista aqui de Paraca, acabei me integrando a uma comissão que resolveu agitar a cidade promovendo shows musicais com propostas culturais, coisa muito rara nos tempos de “sertanejo universitário”aqui na cidade. O primeiro show acontecerá agora dia 26 lá na sede do sindicato com o Marcos Paracatu. Músico local que, como eu, ganhou o mundo correndo atrás dos seus sonhos musicais e ainda mora fora da cidade. Espero que seja um sucesso para que possamos dar continuidade à série. Fazem parte da comissão: Davi Brasil, figura muito conhecida na cidade; Zezinho,maestro da Lira Paracatuense; Tia Lana da Casa da Cultura, dentre outros. À frente da comissão está o mais que empolgado e amante da viola o famoso “João das Abóboras”. Uma pena mas não estarei presente neste primeiro, estarei em BH nos dias 25 e 26. Sucesso pra turma!


Fui...

terça-feira, 16 de junho de 2009

Como é bom tocar!

Estou de volta ao meu quarto de hotel com vista para a praça da igreja matriz em Paracatu, cansado, mas feliz!
Este final de semana fui a Sampa rever a familia e tocar com o Mina das Minas.
As duas coisas foram ótimas! Matei dois coelhos com uma cajadada só!
O show foi maravilhoso! O público estava com saudades de nós e o grupo com muita vontade de tocar. Por isso que se diz "saudade até que é bom"!
Mesmo com um ensaio apenas, fizemos um ótimo show! Tudo parecia dar certo,com poucas exceções, é claro. A música fluiu normalmente e o público foi muito receptivo!
Tivemos novamente a participação especial de Marcelo Ádrio na Bateria e uma canja do Lucas Cordeiro que arrazou cantando "Além do Nariz", música bonita do Márcio!
A cobrança continua: quando sairá novo disco? Tentamos, numa reunião regada a bom vinho, dar uma resposta a esta pergunta, tentativa em vão!
Tudo ficou mais dificil com a minha volta pras Gerais e pela falta de recursos financeiros.
Mas os fãs não se desanimem, quando menos esperarem teremos um novo disco!
Pelo menos estamos pensando na possibilidade!
Em Sampa tive o prazer de, além de rever a família e alguns amigos,rever minha árvore. Explico: quando estava vindo embora, em fevereiro ultimo, tive o prazer de plantar uma árvore, um abacateiro lá na avenida Braz leme onde costumava fazer minhas caminhadas.
Foi uma das coisas mais emocionantes que já vivi!
Depois de ter morado por 27 anos naquela cidade que amo muito,de ter deixado uma família e muitos amigos por lá, tive a alegria de poder deixar uma árvore plantada naquele solo fértil.
Estava eu fazendo minha ultima caminhada no calçadão da Braz Leme antes de vir pra Minas quando vi o Senhor Antônio plantando algumas árvores. Ele plantou quase todas que tem lá naquela linda avenida. Pedi para plantar uma e ele me deu um abacateiro para plantar. Furei o buraco com um enxadão, coloquei minhas mãos naquela terra roxa, plantei e reguei ao mesmo tempo com lágrimas de emoção por estar deixando algo tão simbólico em São Paulo.
Estava por aqui preocupado com a nossa árvore, por causa da seca, se ela ainda estava viva. Gostei de vê-la muito viva. Espero poder colher seus frutos um dia!
Foi novamente um momento de muita emoção.
Bom, dia 03 de julho tem mais show lá em Sampa. Desta vez no Villagio Café.
Espero contar com vocês
Grande abraço
Fui.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

A fé

Neste domingo fui ao almoço comunitário na “corda”
Corda é um local aqui próximo à fazenda que tem uma igreja e um salão de festas onde se reúne a comunidade local. Lá já fizemos, com a tia Leonora e a comunidade, uma linda festa de Santos Reis.
O almoço, ofertado pelos casais: Marquin e Nenza, Sinval e Rosana foi bom até!
Fartura: Muito frango, mandioca, pelotas (almôndegas) , macarrão, tropeiro, abóbora madura e outras comilanças. A parentada quase toda reunida.
Quando cheguei estava havendo a celebração da missa. Desta vez o padre da paróquia de Guarda Mor estava presente. Lá, o costume é sempre ter um terço antes do almoço.
Fiquei meio sem jeito mas acabei sentando com os fiéis e assistindo ao culto. É que não tenho mais paciência para missas. Acho as longas demais e repetitivas. Sempre o mesmo ritual.
Fico observando as pessoas com aquela devoção toda e fazendo mea culpa
Fico sempre sem jeito nestes locais, igrejas, terços, cultos de qualquer espécie. Sou muito crítico!
Perdi o jeito ou a fé? Não, a fé não! Esta está sempre comigo e acredito mesmo num ser superior que nos rege a todos. Mas tenho maneiras diferentes de agradecer! Confesso que não tenho paciência para celebrações religiosas. Fico sempre questionando as parábolas, os sermões dos padres e as atitudes das pessoas que estão ali rezando. Não consigo me entregar e entrar na “dança”. Acho que perdi a fé foi nos padres!
Por outro lado fico admirado com a devoção das pessoas e com os rituais de alegria ! Elas se entregam mesmo e não arredam pé até que o padre diga: “vão com Deus e que o Senhor vos acompanhe”!
Confesso que me esforço e tenho vontade de ser um deles, um cordeiro, mas não tenho conseguido. Acho que depois que se aprende a olhar as coisas com olhar crítico fica difícil a isenção para se deixar dominar.
Quando vejo pessoas devotas e ativas nas igrejas, fico admirado e tenho o maior respeito por elas e as invejo até pois, sem Deus, nada é possível! Me perdoem! Mas é o que penso, no momento.
Quando estávamos gravando o disco “Bacupari”, Zé Geraldo, que havia sido nosso convidado na gravação da música “um lugar”, nos pediu que gravasse com ele a música “Fé” que ele havia feito daquela vez que o bispo chutou a santa. Música linda! O Zé que apareceu no cenário musical falando de igreja com a música “Cidadão” do Lúcio Barbosa, havia composto esta música linda professando sua fé!
Gravamos e acabei levando uma matriz para casa pensando na possibilidade de, se o Zé não a gravasse comercialmente, um dia quem sabe eu a gravaria. Felizmente depois de uma longa trajetória ele conseguiu emplaca-la na novela das seis da Globo. É a música da santinha!
Sem dúvida nenhuma foi a fé do Zé que o levou novamente à tela da toda poderosa emissora, embora ele não tenha mais a ilusão de aparecer nos programas do “Gugu e do Faustão”, está lá!
Aquele é um homem de fé e a sua letra diz: “o povo que não tem fé é um povo abandonado”.
Ainda bem que a minha continua aqui!
Voltando ao almoço, comi bastante, arrematei um pudim no leilão e, quando chamaram para rezar novamente, desta vez um terço, saí de fininho...
Fui.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Minha viola quebrou...

Hoje fui fazer minha estréia em shows como violeiro.
Fui convidado para abrir as festividades de Santo Antonio aqui em Paracatu.
Plena segunda feira. Palco sem retorno mas o som até que estava bom!
Resolvi encarar o meu lado violeiro e ataquei com o violão e depois com a danadinha da viola. Que som maravilhoso que ela tem (ou tinha)?
Convidei um pandeirista muito bom que tem aqui: o Fernando que me deu um auxilio em algumas músicas de viola. Os locutores das radios locais fizeram a animação.
Tudo certo até que, no final, quando fui tirar a danadinha do carro ela caiu!
Pelo barulho senti logo que tinha se quebrado.
Estava escuro e vim rezando até o quarto com ela na mão pra ver o estrago.
Chorei ao ver que ela abriu um pouco. Nada que não se possa dar um jeito mas fiquei muito triste.
Ou xará Santo Antônio, será que você não gostou da minha violinha???
Mas eu gostei de ter tocado em sau igreja. Igreja esta que tem três palmeiras firmes e altas que vejo todas as tardes da minha janela.
Igreja onde fiz minha primeira comunhão e onde estreei como violeiro.
Que pena..
Minha viola quebrou... meu coração se espedaçou!!!

Show do Mina das Minas

Dia 13 tem Mina das Minas no Bixiga em São Paulo
Apareçam! Será no Lua Nova café (rua 13 de maio com a Conselheiro carrão)
Vamos matar a saudade!

Queij frit

Hoje me sentei, à tarde, na beira do córrego aqui da roça. O “do carneiro”, o menorzin.
Fiquei lá sentado numa pedra ouvindo o som da água correr, passar despreocupada pelas pedras e seguir rumo ao “das galinhas” onde vai aumentar o volume até chegar ao encontro do do “lambedor” e formar o da “samambaia”. Daí vão cair no do “rio verde” que vai se juntar ao do São Marcos ou o do “Paranaíba” um dos dois, aí vão ganhando outras águas cujos nomes desconheço e vão seguindo seus caminhos até o mar.
Fiquei viajando nas águas! Coisa boa e prazerosa de se fazer!
Aquele barulhinho bom de água correndo nas pedras! Dá pra imaginar como é?
Vez em quando piava um passarin nas margens. Um Martin pescador talvez. Um outro passarin que pia engraçado, piava e se calava, piava e se calava. Ele dizia: queij frit....dava uma pausa sempre da mesma duração e falava de novo: queij frit. Queijo frito (coisa do Galba) . Eu o ouvi uma vez arremedando este pássaro com esta onomatopéia. E o pior é que parece mesmo que ele fala assim, sem os “o” final. Coisa de passarin mineiro.
O Galba é ótimo para apelidar as coisas! O ultimo cachorro dele, pra vocês terem uma idéia, chamava se “Nastrormagário“, pode?
Pois é, fiquei ali por quase uma hora fugindo do barulho da casa e me procurando na beira daquele riachinho. Voltei outro! Ali estava pensando no que disse Heráclito sobre as águas de um rio, (Acho que foi este filósofo grego mesmo, caso me engano, corrijam me), que disse que á água de um rio que passa “nunca é a mesma”. Passou aquela, no segundo seguinte já são outras que passam. Assim somos nós! Sempre renovando.
Aliás, esta semana recebi uma mensagem linda sobre a velhice: “Não temos idade, temos vivência”!
Fiquei ali pensando de como era aquele corguinho nos anos setenta: bem maior, muito mais água!
Nadávamos nos pocinhos que se formavam. Tinha o poço do ingá, o do carneiro, o do açude. Hoje já não há mais poços. Água pouca. Será por quê? Não desmatamos, não desviamos seu curso, não açoriamos. Deve ser mesmo sinal dos tempos ou o efeito estufa. Imagino que ele tinha o dobro de volume de água naqueles tempos. Talvez eu esteja enganado pois, quando crianças, enxergamos as coisas bem maiores que realmente são. Ou as enxergamos no real e depois de velhos distorcemos as dimensões?
Como será este córrego daqui a mais uns trinta anos? Ainda existirá? Talvez!

À noite vou dormir e fico escutando o barulho da água caindo na caixa d’água
Será o barulho da água ou o barulho da caixa?
Ou será o barulho da água que se encaixa?


Enquanto isso, deixa as águas correrem que eu também vou nessa!
Fui..