Chico Buarque
No ultimo final de semana tomei um porre de Chico Buarque.
Trouxe um kit do Chico de Sampa onde estive na semana santa.
Fui até a livraria saraiva do Center Norte e matei a saudade de uma boa livraria,
mais uma das coisas que não tem aqui em Paracatu.
Depois de tomar um bom café expresso, entrei na livraria afim de comprar
o livro “leite derramado”, o mais recente do grande mestre.
Além do livro, trouxe um kit com um DVD e 4 CDs do homem.
Devorei tudo de uma vez. Ouvi os quatro CDs e li o livro em dois dias.
Fiquei ainda mais fascinado com a obra do Chico. Uma inveja muito boa!
Constatei que se tem que ter formação. Jamais conseguiria fazer o que ele fez e faz.
Coisa de berço mesmo, de herança cultural. Teve a sorte de viver em época diferente e de ter nascido com pedigree.Mas não é só por isso que vou chorar agora on leite derramado.
As músicas me deixaram um pouco “irritado” pela precisão harmonicamente dissonante.
Não vi uma nota natural. Chamei o de “filho da puta” várias vezes.
Ignorância minha, é claro! Mas não consigo executar música assim. Só uso acordes naturais e sempre os mesmos.
As letras então merecem um capítulo à parte. Que coisa genial!
Sempre o achei o contador de histórias. Coisa que acabei de confirmar. Cada letra, uma ficção, uma historinha ou estorinha muito bem contada e cantada.
O livro me deixou também boquiaberto com a armação da trama. Um velho, já no final dos seus dias, contando suas memórias. Narrava da forma que as lembranças vinham à sua mente e estas nem sempre vem mesmo ordenadas.
No final do livro fiquei frustrado dois dias por não ter tido final. Acabou do nada!
Depois que fui pensar a respeito, tornei a chamar o homem de olhos azuis de filho da puta.
Como é que o velho poderia contar o final se, no momento que ele estava contando
Se apagou, morreu finalmente. Há final mais simbólico que a morte?
É sabido que ela não espera ninguém por um ponto final em tudo, sempre fica algo por dizer,por resolver e foi isto que aconteceu.
Grande Chico, vida longa pra você!!!!
segunda-feira, 27 de abril de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Depoimento de um grande cantador e amigo: Luiz Salgado

Sábado, 11 de Abril de 2009
De volta pra Minas
Vou usar esse espaço aqui para falar de um grande amigo, irmão e parceiro de cantoria. Meu querido Pedro Antônio.
Conheci o Pedrinho num Festival (que ele ganhou) em Rio Claro, interior de São Paulo. Ele tocava baixo e cantava no Terramérica. Isso foi lá pelo ano de 2001. Depois fomos pra outro Festival, em Viçosa. Ele ganhou de novo. Acho que com a Música Dom Quixote Internauta, de autoria dele. Nessa época, falamos da possibilidade de eu ir em todos os festivais que ele fosse, porque era eu ir, e ele ganhava... rsrs... Depois desses 2 encontros acabamos ficando muito amigos. Acabei virando também hóspede assíduo no apto dele e da Eliana lá em Sampa. Certa vez fui pra lá sem avisar, e nos encontramos por acaso na saída do metrô de Santana.
Pedro é grande poeta e cantador. Tem um lindo trabalho com o Grupo Mina das Minas, onde também participam meu também querido amigo e irmão (e irmão do Pedro) Galba (toca um violino daqueles, pra não falar da viola caipira, do violão e do bandolim). Tem também o Wellington Faria e o Márcio, dois grandes amigos; todos eles de Guarda Mor, cidade mineira, divisa com Goiás.
Nesses muitos anos de encontros, gravamos o Viola minha Viola, nos encontramos em outros vários festivais e dividimos com muita felicidade vários palcos.
No último reveión (aportuguesado mesmo) passamos eu, Lilian Fulô e nosso filho Antônio com a famiage do Pedrin, lá em Guarda Mor; na cidade e na roça. Foram uns dias muito bons, de muita cantoria. Nó penúltimo dia ainda chegou lá a família Trem das Gerais ( o Adolfo, a Vânia, o Juca e o Pedrão).
Faz uns dois meses o Pedrin mudou de São Paulo pra Paracatu - cidade que fica cerca de uns 300 e poucos quilômetros aqui de Araguari, e temos nos encontrado com mais frequencia por conra disso. A última vez foi em Patos, no show do EmCantar. Depois fizemos uma cantoria juntos e fomos pra casa dos meus pais. Mas pelo jeito nos encontraremos em breve nessas andanças que a cantoria nos proporciona.
Deixo aqui meu grande abraço a esse amigo que é poesia, música, simplicidade e sensibilidade.
Um beijo fraterno, meu querido cumpadre.
Inté!
Postado por Luiz Salgado às 15:49
quinta-feira, 9 de abril de 2009
Sem violão
Esta semana fiquei em Sete Lagoas, aqui nas Gerais.
Não conhecia ainda a cidade! Fiquei surpreso com o que vi:
cidade bonita e acolhedora e as lagoas, existem mesmo!
Pelo menos consegui contar quatro delas olhando lá do mirante do morro "Santa Helena", um lugar mágico'
A vida cultural é intensa. Eu mesmo tive o prazer de tocar em
dois lugares aqui, e sem violão e sem agendar.
Músico não deve e não pode mesmo andar desarmado!
Primeira noite tive uma recepção maravilhosa na casa do novo amigo
Zé Geraldo. Não, não é o cantor e nosso amigo poeta. Mas é uma pessoa
maravilhosa que nos acolheu com uma bela rodada de pizza na sua casa
na beira da lagoa "náutica". De de quebra, um ótimo peixe assado. Isto sem contar no bom vinho.Todos sabem que sou um apreciador deste "alimento".
Logo providenciaram um violão e pude mostrar minhas músicas que deixaram a todos muito emocionados.
Pelo menos foi o que me falaram e o que senti.
Tanto é que, para quarta agendaram no bar "Aldeia do Peixe" uma cantoria minha.
Além de saborear umas iscas de tilápia à doré na casa, pude mostrar novamente algumas canções usando, desta vez, o violão do músico da casa, o Felipe. Òtimo músico que tem um belo futuro pela frente. Voz suave e boa harmonia.
A nossa anfitriã foi a Vera Diniz. Ótima amiga que segundo o Zé Geraldo, "se não existisse, mandaríamos fazê-la" , de tão gente boa que é!
Tive uma ótima semana santa. Comí muitos peixes como se deve fazer nessa ocasião. Estou indo para Sampa amanhã rever a família.
Não conhecia ainda a cidade! Fiquei surpreso com o que vi:
cidade bonita e acolhedora e as lagoas, existem mesmo!
Pelo menos consegui contar quatro delas olhando lá do mirante do morro "Santa Helena", um lugar mágico'
A vida cultural é intensa. Eu mesmo tive o prazer de tocar em
dois lugares aqui, e sem violão e sem agendar.
Músico não deve e não pode mesmo andar desarmado!
Primeira noite tive uma recepção maravilhosa na casa do novo amigo
Zé Geraldo. Não, não é o cantor e nosso amigo poeta. Mas é uma pessoa
maravilhosa que nos acolheu com uma bela rodada de pizza na sua casa
na beira da lagoa "náutica". De de quebra, um ótimo peixe assado. Isto sem contar no bom vinho.Todos sabem que sou um apreciador deste "alimento".
Logo providenciaram um violão e pude mostrar minhas músicas que deixaram a todos muito emocionados.
Pelo menos foi o que me falaram e o que senti.
Tanto é que, para quarta agendaram no bar "Aldeia do Peixe" uma cantoria minha.
Além de saborear umas iscas de tilápia à doré na casa, pude mostrar novamente algumas canções usando, desta vez, o violão do músico da casa, o Felipe. Òtimo músico que tem um belo futuro pela frente. Voz suave e boa harmonia.
A nossa anfitriã foi a Vera Diniz. Ótima amiga que segundo o Zé Geraldo, "se não existisse, mandaríamos fazê-la" , de tão gente boa que é!
Tive uma ótima semana santa. Comí muitos peixes como se deve fazer nessa ocasião. Estou indo para Sampa amanhã rever a família.
domingo, 5 de abril de 2009
Re-evolução - noticias de paracatu 2
Pela primeira vez sentei me no alpendre da fazenda com o notebook no colo.
Nada de fio. Nadica de nada. Esta máquina maravilhosa de escrever, de entreter!
Para mim, uma re-evolução maravilhosa! . Quem diria que isso iria acontecer um dia aqui no sertão das gerais. Também pela primeira vez não pensei em me conectar a internet. Conectar-me com o mundo. Sinto me conectadíssimo com a vida neste momento. Só pensei em sentar-me na velha varanda e escrever um pouco.
Antes sentava aqui e, rapidamente,enchia cadernos que estão guardados por ai.
Agora escrevo neste laptop que os amigos, colegas de trabalhos de Sampa me deram de presente. Presente maravilhoso que aproveito mais uma vez a oportunidade para agradecê-los.
As ultimas anotações que fiz estavam perdidas. Levei um susto danado.
Havia feito alguns registros e impressões dos meus primeiros dias longe da agitação de São Paulo.
Não achava o tal diário. Pensei te-lo perdido em Paracatu. Lá estão achando que sou celebridade.
Cheguei a pensar na hipótese de terem levado meu caderno para, no caso de um dia eu ficar famoso, terem meus escritos.
Ainda bem que não foi isso o que aconteceu. Estava misturado com as minhas roupas, escondido dentro de uma camiseta.
Estamos só o Rone e eu. Cai a tarde maravilhosa. Muita luz, muita paz. Fui até o final do páteo da frente pegar uns galhos seco para colocar no fogão de lenha.
Vejo o gado pastando tranquilamente o pasto recém batido e as galinhas catando gafanhotos na grama. Choveu muito pela manhã, agora o céu esta azulzin.
O “silêncio verdim” é tanto que ouço o barulho do córrego que passa a quase quinhentos metros da casa. Soa como se eu estivesse às margens sua, dele. Lá, correndo sem se preocupar pra onde vai.
Pensei em registrar este momento de felicidade, fazer mais uma página do meu diário.
Ontem fiz minha primeira apresentação musical em Paracatu. Não foi como esperava, mas mostrei meu cartão de visitas.
Foi no cine Santo Antonio. Maravilhosa acústica. Fiquei contente em ver aquele lugar ainda inteiro e pelo fato de ainda não ter virado igreja. Nunca mais tinha entrado naquele teatro. Ali, no meu tempo de infância, era um cinema. Não cheguei a assistir nada lá.
Entrei uma vez naquele prédio. Matricularam-me lá com cinco anos de idade no jardim de infância. Lembro-me que só fui naquele dia. Chorei, detestei! Nunca mais voltei ao jardim de infância. Ainda bem que não insistiram comigo, acho que não.
Ontem promoveram lá o show em homenagem ao Ilídio, músico paracatuano que teve a perna amputada por complicações diabéticas.
O Ilídio, conversando comigo, contou me que, por coincidência, mora na mesma rua onde nasci. Rua Elelvina Elisa Resende. A apenas duas casas depois da que era nossa.
Contei pra ele que tenho vontade de ir lá procurar umas bilocas que deixei enterradas lá em há muitos anos atrás. Por falar em “bilocas”, o Bilora me diz que lá no norte de Minas essas bolinhas de gude se chamam “xina”, (não sei se com x ou ch). O Luiz Salgado as conhecem como “biloscas”.
O Ilídio, na sua simplicidade, fez um show maravilhoso! Fiquei surpreso pelos ótimos músicos que dividiram o palco com ele. Pessoal muito competente. Principalmente o Márcio, o guitarrista. Olha que nem gosto de guitarras, mas achei incrível a técnica deste meu novo amigo. Já combinamos de fazer um som juntos. O baixista, Silvério, se não me falha a memória sobre o nome certo dele, muito bom também. O baterista Idem. O Silvério contou me orgulhoso de que, quando o Mina das Minas fez show em Paracatu, há muito tempo atrás, eu havia lhe pedido para “passar o som” do meu baixo. Ele disse que era adolescente e que nunca se esqueceu disto. Eu nem me lembrava dele, mas gostei da história.
O Ilídio levou um violão acústico para que eu tocasse. Eu já sabia do show mas não da data certa. Deixei meu violão aqui na roça. Achei complicado voltar para buscá-lo. Fazer 180 km, ida e volta, só para buscar um violão para dar uma canja!
Resolvi contar com o violão do Ilídio. Só que, para minha desilusão, ele toca num violão de sete cordas. Até que tentei encarar durante a passagem de som, mas fiquei inseguro. Cordas demais para mim!
Só que ele havia levado um violão acústico, pensando nesta possibilidade de eu não encarar o de sete. Depois do show deles, ele me chamou de uma forma engraçada pro palco. “Olha, ta aqui um rapaz da Receita Federal que quer mostrar suas músicas para vocês. O nome dele é (e lendo o papel), Pedro Antônio”. O público aplaudiu e eu, com a minha cara de pau subi ao palco e disse que não iria tocar porquê não havia levado instrumento. Aí, peguei o violão que estava num canto, que foi logo microfonado e fiz: “carta ao velho Rosa”, “Lua”(citando o nome do Galba) e “Procurado paz”. Saí do palco feliz pelo som acústico, bem intimista e me sentindo que acabava de chegar em casa.
“Didi Paracatu” (um ótimo violonista) estava na platéia. Depois de cumprimentar-me, incentivou-me. Disse que preciso fazer logo esse meu disco solo. “Demorou” Didi!
Depois foi o show do Bilora. Amigo violeiro dos mais competentes. Fez um show maravilhoso e mostrou por que veio. Acabado o espetáculo, apagadas as luzes, fomos, juntamente com o Fernando, (outro ótimo pandeirista que tocou com Bilora), a Suely do Sesc com o marido e mais outro casal de amigos, também músicos, (dos quais me esqui dos nomes, me perdoem), tomar umas num restaurante chamado “fornalha”. Noite boa como esta que agora se anuncia.
Uma borboletinha, dessas tipo mariposa, pousou na minha tela. É sinal preu parar. Vou tomar uma taça de vinho.
Depois conto mais noticias das bandas de cá, dos sertões das gerais.
Como diz meu amigo Luiz Salgado:
“inté”
04/04/09
Nada de fio. Nadica de nada. Esta máquina maravilhosa de escrever, de entreter!
Para mim, uma re-evolução maravilhosa! . Quem diria que isso iria acontecer um dia aqui no sertão das gerais. Também pela primeira vez não pensei em me conectar a internet. Conectar-me com o mundo. Sinto me conectadíssimo com a vida neste momento. Só pensei em sentar-me na velha varanda e escrever um pouco.
Antes sentava aqui e, rapidamente,enchia cadernos que estão guardados por ai.
Agora escrevo neste laptop que os amigos, colegas de trabalhos de Sampa me deram de presente. Presente maravilhoso que aproveito mais uma vez a oportunidade para agradecê-los.
As ultimas anotações que fiz estavam perdidas. Levei um susto danado.
Havia feito alguns registros e impressões dos meus primeiros dias longe da agitação de São Paulo.
Não achava o tal diário. Pensei te-lo perdido em Paracatu. Lá estão achando que sou celebridade.
Cheguei a pensar na hipótese de terem levado meu caderno para, no caso de um dia eu ficar famoso, terem meus escritos.
Ainda bem que não foi isso o que aconteceu. Estava misturado com as minhas roupas, escondido dentro de uma camiseta.
Estamos só o Rone e eu. Cai a tarde maravilhosa. Muita luz, muita paz. Fui até o final do páteo da frente pegar uns galhos seco para colocar no fogão de lenha.
Vejo o gado pastando tranquilamente o pasto recém batido e as galinhas catando gafanhotos na grama. Choveu muito pela manhã, agora o céu esta azulzin.
O “silêncio verdim” é tanto que ouço o barulho do córrego que passa a quase quinhentos metros da casa. Soa como se eu estivesse às margens sua, dele. Lá, correndo sem se preocupar pra onde vai.
Pensei em registrar este momento de felicidade, fazer mais uma página do meu diário.
Ontem fiz minha primeira apresentação musical em Paracatu. Não foi como esperava, mas mostrei meu cartão de visitas.
Foi no cine Santo Antonio. Maravilhosa acústica. Fiquei contente em ver aquele lugar ainda inteiro e pelo fato de ainda não ter virado igreja. Nunca mais tinha entrado naquele teatro. Ali, no meu tempo de infância, era um cinema. Não cheguei a assistir nada lá.
Entrei uma vez naquele prédio. Matricularam-me lá com cinco anos de idade no jardim de infância. Lembro-me que só fui naquele dia. Chorei, detestei! Nunca mais voltei ao jardim de infância. Ainda bem que não insistiram comigo, acho que não.
Ontem promoveram lá o show em homenagem ao Ilídio, músico paracatuano que teve a perna amputada por complicações diabéticas.
O Ilídio, conversando comigo, contou me que, por coincidência, mora na mesma rua onde nasci. Rua Elelvina Elisa Resende. A apenas duas casas depois da que era nossa.
Contei pra ele que tenho vontade de ir lá procurar umas bilocas que deixei enterradas lá em há muitos anos atrás. Por falar em “bilocas”, o Bilora me diz que lá no norte de Minas essas bolinhas de gude se chamam “xina”, (não sei se com x ou ch). O Luiz Salgado as conhecem como “biloscas”.
O Ilídio, na sua simplicidade, fez um show maravilhoso! Fiquei surpreso pelos ótimos músicos que dividiram o palco com ele. Pessoal muito competente. Principalmente o Márcio, o guitarrista. Olha que nem gosto de guitarras, mas achei incrível a técnica deste meu novo amigo. Já combinamos de fazer um som juntos. O baixista, Silvério, se não me falha a memória sobre o nome certo dele, muito bom também. O baterista Idem. O Silvério contou me orgulhoso de que, quando o Mina das Minas fez show em Paracatu, há muito tempo atrás, eu havia lhe pedido para “passar o som” do meu baixo. Ele disse que era adolescente e que nunca se esqueceu disto. Eu nem me lembrava dele, mas gostei da história.
O Ilídio levou um violão acústico para que eu tocasse. Eu já sabia do show mas não da data certa. Deixei meu violão aqui na roça. Achei complicado voltar para buscá-lo. Fazer 180 km, ida e volta, só para buscar um violão para dar uma canja!
Resolvi contar com o violão do Ilídio. Só que, para minha desilusão, ele toca num violão de sete cordas. Até que tentei encarar durante a passagem de som, mas fiquei inseguro. Cordas demais para mim!
Só que ele havia levado um violão acústico, pensando nesta possibilidade de eu não encarar o de sete. Depois do show deles, ele me chamou de uma forma engraçada pro palco. “Olha, ta aqui um rapaz da Receita Federal que quer mostrar suas músicas para vocês. O nome dele é (e lendo o papel), Pedro Antônio”. O público aplaudiu e eu, com a minha cara de pau subi ao palco e disse que não iria tocar porquê não havia levado instrumento. Aí, peguei o violão que estava num canto, que foi logo microfonado e fiz: “carta ao velho Rosa”, “Lua”(citando o nome do Galba) e “Procurado paz”. Saí do palco feliz pelo som acústico, bem intimista e me sentindo que acabava de chegar em casa.
“Didi Paracatu” (um ótimo violonista) estava na platéia. Depois de cumprimentar-me, incentivou-me. Disse que preciso fazer logo esse meu disco solo. “Demorou” Didi!
Depois foi o show do Bilora. Amigo violeiro dos mais competentes. Fez um show maravilhoso e mostrou por que veio. Acabado o espetáculo, apagadas as luzes, fomos, juntamente com o Fernando, (outro ótimo pandeirista que tocou com Bilora), a Suely do Sesc com o marido e mais outro casal de amigos, também músicos, (dos quais me esqui dos nomes, me perdoem), tomar umas num restaurante chamado “fornalha”. Noite boa como esta que agora se anuncia.
Uma borboletinha, dessas tipo mariposa, pousou na minha tela. É sinal preu parar. Vou tomar uma taça de vinho.
Depois conto mais noticias das bandas de cá, dos sertões das gerais.
Como diz meu amigo Luiz Salgado:
“inté”
04/04/09
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Parangolé
Inicío esta conversa com "parangolé "
Título do mais recente trabalho do grupo "Emcantar"
Uma ong de Uberlândia que vem fazendo um lindo trabalho de educação musical
não só para as crianças, mas para marmanjos como eu.
Tive o prazer de assistir, neste ultimo final de semana em Patos de Minas,
ao lançamento do kit "parangolé": CD/filme/livro.
Emocionante!!!!
As meninas talentosas e o amigo Marcos Querubim deram um show brincando.
Literalmente brincando de brincadeiras infantis educativas.
Nada de "atirei o pau no gato"," boi da cara preta", estas musicas de amedrontar
criancinhas. Totalmente educativo o projeto. Saí de lá menino! Recomendo a todos.
Procurem no site do emcantar e comprem o kit e os outros dois discos anteriores
que são muito bons!!
Tive o prazer também de, mais uma vez tocar e estar com Luiz Salgado e Lilian Fulô.
Meus amigos, irmãos parceiros.
Fizemos uma linda cantoria no bar "Na Terra" também em Patos.
Depois filei pouso e comida na casa do seu Délcio e esposa. Que gente fina!!
Valeu o final de semana. Tá valendo a pena estar mais perto da nossa "Cultura Mineira"
Sucesso a todos
Título do mais recente trabalho do grupo "Emcantar"
Uma ong de Uberlândia que vem fazendo um lindo trabalho de educação musical
não só para as crianças, mas para marmanjos como eu.
Tive o prazer de assistir, neste ultimo final de semana em Patos de Minas,
ao lançamento do kit "parangolé": CD/filme/livro.
Emocionante!!!!
As meninas talentosas e o amigo Marcos Querubim deram um show brincando.
Literalmente brincando de brincadeiras infantis educativas.
Nada de "atirei o pau no gato"," boi da cara preta", estas musicas de amedrontar
criancinhas. Totalmente educativo o projeto. Saí de lá menino! Recomendo a todos.
Procurem no site do emcantar e comprem o kit e os outros dois discos anteriores
que são muito bons!!
Tive o prazer também de, mais uma vez tocar e estar com Luiz Salgado e Lilian Fulô.
Meus amigos, irmãos parceiros.
Fizemos uma linda cantoria no bar "Na Terra" também em Patos.
Depois filei pouso e comida na casa do seu Délcio e esposa. Que gente fina!!
Valeu o final de semana. Tá valendo a pena estar mais perto da nossa "Cultura Mineira"
Sucesso a todos
Noticias de Paracatu
Estou aqui há menos de um mês.
Só observando o que tem, o que falta.
A cidade é bonita!
Isto é: depende do ângulo em que se olha.
Vendo da minha janela , da janela do hotel, a cidade é linda.
Por sobre a igreja da matriz se destacam as palmeiras.
Três delas olhando de cima. Olhando pra mim, para quem passa, quem dorme. Vigiando sempre.
Firmes, altivas e seguras. Parecem guardar os segredos do confessionário.
Há pouco vento. Talvez seja este o motivo da aparente segurança delas.
Muito calor!
O telhado da igreja, onde fiz minha primeira comunhão há anos atrás, é lindo.
Um misto de coisa antiga com uma aparência bem moderna.
Assim, como eu gostaria de aparentar. Por isso os óculos novos!
Conheci a Casa da Cultura que é um monumento histórico da cidade.
Fiquei de tocar numa seresta lá, prometi, mas ainda não foi possível.
Hoje caminhei pela praça de Santana que aliás, não é de Santana mas do Santana.
A barriguda, árvore centenária do largo do Santana caiu.
Foi num raro vendaval dias atrás. O povo sentiu muito!
Olhando da chegada da cidade, é horrível!
Um morro pelado de onde se extrai ouro.
O morro do ouro, ou o morro que morre, que mata?
Ou vice-versa?
As pessoas são simpáticas.
Fiz poucos amigos, por enquanto.
Devo tocar neste final de semana no cine santo Antonio em
Homenagem ao Ilidio. Músico que precisa de cuidados especiais.
As mulheres daqui? vi poucas. Pensei que não haviam muitas mas hoje,
vendo num programa da TV local a inauguração de uma academia,
Fiquei surpreso. Quantas e lindas!!
A começar pela diretora uma “Ulhoa”, que maravilha!
Não tem shopping Center, o que não me fará falta.
Tem muita música “breganeja”, o que não é culpa do povo daqui, mas da mídia nacional.
Os sertanejos universitários como se intitulam.
Fazem shows toda semana num lugar chamado Arena show que ainda não visitei.
Conheci duas moças empreendedoras que estão fazendo uma linda pousada num casarão antigo.
Prometeram ser coisa da qual Paracatu vá se orgulhar.
Coloquei me à disposição delas para fazer um agito cultural no local.
Trazer artistas para tocar e claro, tocar lá de vez em quando.
Espero que me chamem.
Estou me adaptando.Embora não tenha ficado nenhum final de semana por aqui, acho que vou me acostumar.
É uma troca muito radical: São Paulo por Paracatu.
Mas tenho a esperança de que seja uma troca para uma qualidade de vida melhor.
Uma nova fase, uma volta às origens para ficar tranqüilo.
Bom, depois falo mais...
Só observando o que tem, o que falta.
A cidade é bonita!
Isto é: depende do ângulo em que se olha.
Vendo da minha janela , da janela do hotel, a cidade é linda.
Por sobre a igreja da matriz se destacam as palmeiras.
Três delas olhando de cima. Olhando pra mim, para quem passa, quem dorme. Vigiando sempre.
Firmes, altivas e seguras. Parecem guardar os segredos do confessionário.
Há pouco vento. Talvez seja este o motivo da aparente segurança delas.
Muito calor!
O telhado da igreja, onde fiz minha primeira comunhão há anos atrás, é lindo.
Um misto de coisa antiga com uma aparência bem moderna.
Assim, como eu gostaria de aparentar. Por isso os óculos novos!
Conheci a Casa da Cultura que é um monumento histórico da cidade.
Fiquei de tocar numa seresta lá, prometi, mas ainda não foi possível.
Hoje caminhei pela praça de Santana que aliás, não é de Santana mas do Santana.
A barriguda, árvore centenária do largo do Santana caiu.
Foi num raro vendaval dias atrás. O povo sentiu muito!
Olhando da chegada da cidade, é horrível!
Um morro pelado de onde se extrai ouro.
O morro do ouro, ou o morro que morre, que mata?
Ou vice-versa?
As pessoas são simpáticas.
Fiz poucos amigos, por enquanto.
Devo tocar neste final de semana no cine santo Antonio em
Homenagem ao Ilidio. Músico que precisa de cuidados especiais.
As mulheres daqui? vi poucas. Pensei que não haviam muitas mas hoje,
vendo num programa da TV local a inauguração de uma academia,
Fiquei surpreso. Quantas e lindas!!
A começar pela diretora uma “Ulhoa”, que maravilha!
Não tem shopping Center, o que não me fará falta.
Tem muita música “breganeja”, o que não é culpa do povo daqui, mas da mídia nacional.
Os sertanejos universitários como se intitulam.
Fazem shows toda semana num lugar chamado Arena show que ainda não visitei.
Conheci duas moças empreendedoras que estão fazendo uma linda pousada num casarão antigo.
Prometeram ser coisa da qual Paracatu vá se orgulhar.
Coloquei me à disposição delas para fazer um agito cultural no local.
Trazer artistas para tocar e claro, tocar lá de vez em quando.
Espero que me chamem.
Estou me adaptando.Embora não tenha ficado nenhum final de semana por aqui, acho que vou me acostumar.
É uma troca muito radical: São Paulo por Paracatu.
Mas tenho a esperança de que seja uma troca para uma qualidade de vida melhor.
Uma nova fase, uma volta às origens para ficar tranqüilo.
Bom, depois falo mais...
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