Ontem saí à porta de casa e vi que a lua estava quase cheia. Tudo estava muito claro e bonito! Pensei: se ela nem está cheia e já está bem assim, imagina quando encher, quando virar um queijo mesmo, um sonrisal? Aí é que vai ficar "da hora"!
Isto me fez refletir sobre as infinitas possibilidades da vida: sempre pode ficar melhor, só depende do nosso olhar, do nosso otimismo, da nossa fé!
Pensando nisto, lembrei me de agradecer a Deus pelas oportunidades e pelas realizações e lembrei me também de vocês que me acompanham por aqui.E, como estou saindo de férias, queria antes agradecer a todos pela companhia. Vocês foram minha luz nessa travessia. Ajudaram me a suportar os momentos de solidão que não foram poucos; transportaram me com segurança até aqui!
Recebi muita luz mesmo de todos vocês e consegui realizar alguns sonhos este ano! Espero que todos sejam muito iluminados sempre!
Queria agradecer também aos músicos que tocaram e cantaram no meu CD!
Hoje, quando vinha da fazenda pro trabalho, ouvi tocando no radio "Pedrinhas" e acabei me emocionando demais: com a guitarra do Luiz Waack, o piano do Daniel, a bateria do Sérgio Reze,o baixo do Zohio...Queria dividir isto com vocês!
O CD já é um "sucesso" por aqui! A tiragem inicial já está praticamente esgotada e os comentários são os melhores possíveis!
Obrigado meus parceiros, que possamos compor muitas canções nos próximos anos e gravá-las! Obrigado aos que adquiriram nosso disco.
À todos meus agradecimentos e que tenham um Natal cheio de Paz e um 2011 cheio de realizações com muita fé e saúde!
Meu muito obrigado a todos mesmo, familiares, amigos e navegantes.
Fui... mas volto!!!
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Obrigado Paracatu
Foto: Marco Rodrigues http://www.paracatuweb.com.br/?pg=not%EDcia&id=1140Gostaria de agradecer a todos que compareceram na nossa festa de lançamento do CD
Foi mais um momento de grande felicidade pra mim!
Pude contar com uma banda maravilhosa: Silvério Peres, Marcio Fernandes, Aldo, Lucio Pereira, Edinho e a grande força do mano Galba com seu violino!
O Público foi muito receptivo e fiquei à vontade para mostrar meu trabalho.
Obrigado a todos...
Abaixo, mais depoimentos sobre o disco:
Parabéns Pedro pelo show de lançamento do CD. CARTA AO VELHO ROSA, com certeza o melhor que ouvi nos ultimos anos. Bão de mais!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Valeu, sucesso!!
Gilson Couto
Rapaz...............fiquei emocionado demais como a muito tempo não acontecia comigo quando ouvia um disco novo. Fomos ouvindo e a cada faixa eu ficava mais emocionado ainda.
Parabéns, parabéns, parabéns demais da conta e é bom demais saber que tá aí agora registrado com qualidade. Grande abraço
Adolfo Figueiredo
Grupo Trem das Gerais
Meu coração está cheio de orgulho, sempre esteve e também sempre disse que você é um poeta impar, não só nas letras e musicas. Mesmo qdo vc fala com a gente, quando ouço você batendo papo com amigos numa roda de vinho e viola...Pena não estar ai
no show com vocês todos. Parabéns pelo trabalho, e obrigada pela nossa parceria pelos nossos filhos.. por você existir. Amo você!
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
SHOW NESTA SEXTA DIA 03/12

Espero a todos nesta sexta no Teatro Santo Antonio
Estarei acompanhado por: Marcio Fernandes (violão de 12); Aldo (piano); Lucio (violão); Silverio Peres (baixo); Fernando Moreira (pandeiro) e Edinho (percussão)
Alguns depoimentos de amigos que muito me emocionam:
"Eu que sou do Sertão Mineiro (Francisco Sá) e que gosto muito de música Regional, como Elomar, Décio Marques e Consuelo de Paula, de escritores como Guimarães Rosa, José Mauro de Vasconcelos e Jorge Amado, escutar o seu CD foi e é uma viagem deliciosa por estas veredas e por estes temas simples, mas que tocam diretamente os nossos corações
Parabéns pelo trabalho".
Bom show aí em Paracatu.
Gildasio Silveira
"No mesmo dia em que peguei seu CD eu ouvi,pq só a apresentação dele já nos motiva .Ficou ótima!!Parabéns!!! E a surpresa é que o que encontrei foi muito além das minhas expectativas. Musicas lindas que nos emocionam, letras que são poemas,o refrão da "Varanda" não sai da cabeça, é bem forte.Há uma harmonia e sintonia entre musicas e letras,e os arranjos bem elaborados ,tudo torna o conjunto da Obra uma grata satisfação para os ouvidos e para os sentidos,agradam,emocionam e nos faz querer "de novo" .Parabéns,Parabéns!!!!"
Edina Sueli - Diretora do Sesc Laces Paracatu
"Uau
gollllll
ponto pra equipe como diz uma colega nossa
adorei
parabéns, parabéns!!!!
muita coisa linda no seu cd: parabéns de verdade
adorei Joana, claro!!!! tá de arrepiar
me emocionei várias vezes
golaço!!!"
abraços
Consuelo de Paula - Parceira na música "Joana"
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Show de Lançamento do CD
Amigos e amigas que estão nas proximidades, gostaria de contar com vocês no show de lançamento do meu CD dia 03/12 as 21 horas no Cine teatro Santo Antonio aqui em Paracatu. Vou fazer com banda e com a participação especial do Galba
Conto com vocês
Abraços
Conto com vocês
Abraços
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Conspirações da natureza



Há coisas que me emocionam e que eu não posso deixar de citá-las. A natureza está sempre me aprontando algumas surpresas boas. Vou lhes contar mais uma:
Hoje estava meio sem o que fazer depois de um final de semana sem fazer nada, só descansando, quando resolvi ver se já tinha gabiroba madura no cerradin perto da porta de casa. Aproveitei a caminhada e fui até o “morro do universo” agradecer às graças alcançadas. O morro do universo, ainda não falei dele aqui? Merece um capítulo à parte que falarei mais dele assim que puder. É minha igreja! Um morro que tem na frente do sitio em que se pode ver trezentos e sessenta graus girando apenas o pescoço. Lá costumo fazer meus pedidos e agradecer sempre. Juro que tenho mais agradecido que pedido. Mas quando peço, sempre vem. Por isso tenho evitado pedir e tenho tomado muito cuidado com o que pedir. Deus me livre dos meus desejos, alguns, é claro!
Bem, vi que não tinha gabiroba madura ainda. Fui até o morro e agradeci e, na volta, olhando de longe a casa do Galba e, é claro, pensando nele, tive uma surpresa agradabilíssima: um pé de “Bacupari” bem na minha frente, carregadinho! Só um maduro! Este que lhes mostro o resto da casca. Tava uma delícia! Nem pude acreditar neste fato emocionante pra mim já que bacupari não costuma e nunca deu aqui perto de casa assim. Coisa mais do cerradão! São as bênçãos divinas! Conspiração da natureza!
Quanto mais respeitamo-la, mais ela agradece!
Obrigado senhor... Esta vai para o Galba e que ele esteja tão saudável quanto este bacupari que acabei de devorar...
Grande abraço mano véi!
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
O CD chegou, peça o seu

Novamente estou aqui sentado no alpendre, depois de quinze dias fora, escrevendo meus relatos.
O motivo da ausência foi bom! Nosso disco chegou e fui a Sampa fazer um pré-lançamento dele e levá-lo para alguns amigos, além de festejar o níver da Eliana com aquele churrasquinho gostoso lá em casa! Os amigos compareceram e ficamos felizes como sempre!
Ontem fui fazer divulgação nas rádios de Vazante e hoje estou aqui, "de boa"!
Em Vazante fui muito recebido pelo Izaque da Rádio Montanhesa e pela Mércia da Liberdade FM. Saí de lá com o sentimento de dever cumprido e as músicas sendo tocadas com alguns discos sendo sorteados aos ouvintes..
Hoje, pedi licença ao casal de passo preto, que agora mora aqui no alpendre, cuidando dos filhotes deles que nasceram também, para sentar me aqui neste entardecer verdejante para escrever um pouco.
Eles ficam aqui cantando e trazendo insetos pros filhotes. Coisa mais “bunitinha” de se vê!
Pela manhã fui visitar meu irmão Jazon e a Zininha. Almocei com eles e ouvimos juntos o disco.
Mas vamos lá falar do disco: eu, particularmente gostei do resultado! É um disco simples para pessoas que, como eu, valorizam a simplicidade. São 14 faixas de minha autoria com alguns nobres parceiros e mais uma do Marcio Pereira em que o Lucas Antônio faz sua estréia como intérprete. O mais interessante é que cada um gosta de uma música diferente. Não está havendo unanimidade! Esta unanimidade,por enquanto, é só com a capa. Todos elogiam muito as fotos tiradas pela Mariana! Parabéns filha!
Gostaria que vocês deixassem aqui o depoimento sobre o CD. Isto é muito importante para mim! Isto para quem já teve a oportunidade de ouvi-lo, é claro! Aos que tiverem interesse, podem mandar um recadinho que postarei pelos correios, vai ser um prazer.
Bem, então é isso! Começou uma ventania danada e vou ter que entrar. Como só costumo escrever aqui fora, deixo mais relatos para a próxima.
Deixem o recado sobre o disco e façam seus pedidos aqui mesmo nesta página ou me mandem email.
Grande abraço e boa semana à todos.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
À luz de vela
Neste sábado acabou a energia elétrica lá na roça. Foi à tarde devido à chuvarada e alguns raios que caíram na região. Fiquei só, no inicio da noite, e não senti medo. Acho que ele está mesmo indo embora! Pude relembrar um pouco de quando ainda não tínhamos energia elétrica. Sentávamos no alpendre no escuro e ficávamos conversando até tarde vendo os vaga lumes cintilando pelo gramado e ouvindo a sinfonia dos sapos.
Nossa mãe não gostava que levássemos a lamparina para o alpendre. Ela ficava acesa lá na cozinha ou na sala. Dona Leonídia preferia ficar no escuro, dizia que, no escuro podia ver melhor, além de economizar querosene que era o combustível usado nas lamparinas.
Nossa mãe tinha cada uma! ela gostava de dizer algumas frases prontas para deixar a gente pensando. Dizia, quando estava em algum carro viajando: "vá devagar que estou com pressa"! Saudades Dona Leonídia!
Quanto medo já passei ali em casa na roça ouvindo estórias de assombração e outros casos que contavam os mais velhos. Tínhamos um vizinho que morava não muito perto e que ia lá pra casa ao entardecer e ficava lá até por volta da meia noite contando aqueles causos de arrepiar os cabelos. Nunca entrava, chegava, amarrava a mula lá no barracão e sentava ali no alpendre, calçado de esporas, e ficava lá proseando com os adultos. O máximo que se permitia fazer era entrar na anti sala e tomar água no filtro de barro. Nunca ia até a cozinha!
Depois de várias estórias pegava sua mula e ia embora no meio da escuridão. Dizia que não precisava enxergar nada pois a mula já sabia o caminho.
Nós, o meninos, ficávamos apavorados debaixo das cobertas e aquele fazendeiro cortando o chapadão no meio do escuro. Chamava se Zé Leivino,também já passou desta para a melhor!
Éh, o tempo passou e hoje tudo mudou! então, um pouquinho de momentos assim para relembrar nos faz muito bem!
Sem luz elétrica, acendi uma vela e levei pro alpendre. Não ventava e, à luz dela, pude ficar ali tocando um pouco e escrevendo alguns rabiscos de idéias que me vinham à cabeça. Tomando umas tacinhas viajei no tempo até que a vela se apagou por inteiro. Daí fui dormir ouvindo o som da chuva no telhado e me lembrando daquele tempo.
No domingo a luz voltou e tudo ficou como dantes!
Esta semana chega nosso CD. Quem se interessar já estou aceitando encomendas.
Boa semana à todos!
Nossa mãe não gostava que levássemos a lamparina para o alpendre. Ela ficava acesa lá na cozinha ou na sala. Dona Leonídia preferia ficar no escuro, dizia que, no escuro podia ver melhor, além de economizar querosene que era o combustível usado nas lamparinas.
Nossa mãe tinha cada uma! ela gostava de dizer algumas frases prontas para deixar a gente pensando. Dizia, quando estava em algum carro viajando: "vá devagar que estou com pressa"! Saudades Dona Leonídia!
Quanto medo já passei ali em casa na roça ouvindo estórias de assombração e outros casos que contavam os mais velhos. Tínhamos um vizinho que morava não muito perto e que ia lá pra casa ao entardecer e ficava lá até por volta da meia noite contando aqueles causos de arrepiar os cabelos. Nunca entrava, chegava, amarrava a mula lá no barracão e sentava ali no alpendre, calçado de esporas, e ficava lá proseando com os adultos. O máximo que se permitia fazer era entrar na anti sala e tomar água no filtro de barro. Nunca ia até a cozinha!
Depois de várias estórias pegava sua mula e ia embora no meio da escuridão. Dizia que não precisava enxergar nada pois a mula já sabia o caminho.
Nós, o meninos, ficávamos apavorados debaixo das cobertas e aquele fazendeiro cortando o chapadão no meio do escuro. Chamava se Zé Leivino,também já passou desta para a melhor!
Éh, o tempo passou e hoje tudo mudou! então, um pouquinho de momentos assim para relembrar nos faz muito bem!
Sem luz elétrica, acendi uma vela e levei pro alpendre. Não ventava e, à luz dela, pude ficar ali tocando um pouco e escrevendo alguns rabiscos de idéias que me vinham à cabeça. Tomando umas tacinhas viajei no tempo até que a vela se apagou por inteiro. Daí fui dormir ouvindo o som da chuva no telhado e me lembrando daquele tempo.
No domingo a luz voltou e tudo ficou como dantes!
Esta semana chega nosso CD. Quem se interessar já estou aceitando encomendas.
Boa semana à todos!
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Matar ou deixar viver?!!!
Matar ou deixar viver
De volta pra fazenda, depois de um belo final de semana em Sampa, deparei me novamente com uma provocação. Uma provocação ao meu medo. Medo de cobra, medo do medo de medo de cobra!
Cochilava eu, depois do almoço, nesta quarta feira - dia de feriado pelos 212 anos da cidade de Paracatu, quando ouvi o barulho das galinhas e o acuar dos cachorros. Pedi pro Rone ver o que era. -“É uma cobra grande, vem aqui procê vê”. Cheguei na porta da cozinha e vi uma jibóia enorme debaixo da jabuticabeira! Quase dois metros de comprimento. Esta mais escura que a de outro dia da qual falei aqui. Fiz de tudo pra danada ir embora mas ela não quis saber! As galinhas não saiam de perto, pareciam atraídas pela serpente que bufava soltando um vapor feito fogão à gàs. Fiquei num dilema danado: matar ou deixar viver? E se ela pegar as galinhas? E se ela tentar vir pra dentro de casa? E se ela se acostumar aqui no quintal? E se ela me der uma bufada e eu ficar com vitiligo feito Michael Jackson? Foi assim que ele pegou aquela doença quando pegou na jibóia pela primeira vez! Vocês não acreditam? Pergunte aos mais velhos daqui pra vocês verem. Bufada de jibóia causa manchas na pele!Eles dizem!
Dei lhe algumas pedradas mas foi inútil, desisti e deixei a em paz. Quando viu que não havia ninguém por perto, trepou no pé de café e está lá até agora. O pior é que as galinhas dormem ali por perto, na jabuticabeira! Será o que vai acontecer? Será que ela vai descer à noite? E se entrar por debaixo da porta? Não, é muito grande, não caberia na fresta da porta! E se for pra minha cama?
A gente vai pra cidade e fica aprendendo outras culturas! Em outros tempos, não deixaria viver. Sendo cobra, não importava a raça, deveria morrer! Hoje sabemos que jibóia não é venenosa e que não oferece grandes perigos. Já vi muitos roqueiros cuidando de jibóias dentro de casa. Eu heim!
Devo ter pesadelo esta noite com a danada! Espero que seja leve!...
...tive que interromper o papo por um fato inusitado. Quando escrevia, sentado aqui no alpendre, dois pássaros enormes pousaram na grama. Maiores que qualquer galo, com crista branca e um grande rabo!
Coisa linda! Não resisti e tentei fotografá-los com o PC mesmo já que estou sem câmara, mas os cachorros os fizeram voar pra árvore de cinamomo. Que pena!! Só quem viu fui eu! Queria mostrar pra vocês! Creio tratar-se de mutuns ou Jaós. Já não conheço mais os bichos!
Outra coisa linda que está acontecendo é um ninho de pássaro-preto aqui no alpendre. A passarinha já se acostumou comigo aqui e fica quietinha no ninho. Não quis olhar mas acho que já tem ovinhos. Não sabia que a fêmea do pássaro-preto cantava! Ela sai do ninho cantando alegremente! Ou será que é o macho quem está chocando? Não sei! Eu nunca sei de nada! só observo!
É a natureza em festa depois da chuva! Tudo se renova e alegra! Acho que até mesmo nós, quando chega a primavera ganhamos vida nova, nova casca, nova pele, novo ânimo!
.Vamos nessa que os vagalumes estão acesos. Cada um, enorme! Mas mesmo noite, as cigarras continuam com a cantoria de uma nota só....Miiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
De volta pra fazenda, depois de um belo final de semana em Sampa, deparei me novamente com uma provocação. Uma provocação ao meu medo. Medo de cobra, medo do medo de medo de cobra!
Cochilava eu, depois do almoço, nesta quarta feira - dia de feriado pelos 212 anos da cidade de Paracatu, quando ouvi o barulho das galinhas e o acuar dos cachorros. Pedi pro Rone ver o que era. -“É uma cobra grande, vem aqui procê vê”. Cheguei na porta da cozinha e vi uma jibóia enorme debaixo da jabuticabeira! Quase dois metros de comprimento. Esta mais escura que a de outro dia da qual falei aqui. Fiz de tudo pra danada ir embora mas ela não quis saber! As galinhas não saiam de perto, pareciam atraídas pela serpente que bufava soltando um vapor feito fogão à gàs. Fiquei num dilema danado: matar ou deixar viver? E se ela pegar as galinhas? E se ela tentar vir pra dentro de casa? E se ela se acostumar aqui no quintal? E se ela me der uma bufada e eu ficar com vitiligo feito Michael Jackson? Foi assim que ele pegou aquela doença quando pegou na jibóia pela primeira vez! Vocês não acreditam? Pergunte aos mais velhos daqui pra vocês verem. Bufada de jibóia causa manchas na pele!Eles dizem!
Dei lhe algumas pedradas mas foi inútil, desisti e deixei a em paz. Quando viu que não havia ninguém por perto, trepou no pé de café e está lá até agora. O pior é que as galinhas dormem ali por perto, na jabuticabeira! Será o que vai acontecer? Será que ela vai descer à noite? E se entrar por debaixo da porta? Não, é muito grande, não caberia na fresta da porta! E se for pra minha cama?
A gente vai pra cidade e fica aprendendo outras culturas! Em outros tempos, não deixaria viver. Sendo cobra, não importava a raça, deveria morrer! Hoje sabemos que jibóia não é venenosa e que não oferece grandes perigos. Já vi muitos roqueiros cuidando de jibóias dentro de casa. Eu heim!
Devo ter pesadelo esta noite com a danada! Espero que seja leve!...
...tive que interromper o papo por um fato inusitado. Quando escrevia, sentado aqui no alpendre, dois pássaros enormes pousaram na grama. Maiores que qualquer galo, com crista branca e um grande rabo!
Coisa linda! Não resisti e tentei fotografá-los com o PC mesmo já que estou sem câmara, mas os cachorros os fizeram voar pra árvore de cinamomo. Que pena!! Só quem viu fui eu! Queria mostrar pra vocês! Creio tratar-se de mutuns ou Jaós. Já não conheço mais os bichos!
Outra coisa linda que está acontecendo é um ninho de pássaro-preto aqui no alpendre. A passarinha já se acostumou comigo aqui e fica quietinha no ninho. Não quis olhar mas acho que já tem ovinhos. Não sabia que a fêmea do pássaro-preto cantava! Ela sai do ninho cantando alegremente! Ou será que é o macho quem está chocando? Não sei! Eu nunca sei de nada! só observo!
É a natureza em festa depois da chuva! Tudo se renova e alegra! Acho que até mesmo nós, quando chega a primavera ganhamos vida nova, nova casca, nova pele, novo ânimo!
.Vamos nessa que os vagalumes estão acesos. Cada um, enorme! Mas mesmo noite, as cigarras continuam com a cantoria de uma nota só....Miiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
domingo, 3 de outubro de 2010
Domingão de eleição!
As cidades estão lotadas, todas por este Brasil a fora! É o povo da roça que vai para a cidade votar, por obrigação. É o povo distante que vem votar no interior. Tudo vira uma festa!Uma verdadeira farra com grana particular que depois deve se devolvida em favores! Nunca gostei desta obrigatoriedade do voto! Acho ditatorial! Ninguém deve ser obrigado a fazer ou a deixar de fazer qualquer coisa (senão em virtude de lei) eis a questão, ela está aí! Enquanto somos obrigados, vamos cumprindo nosso dever cívico, voltando em Tiriricas e Netinhos até que resolvam a acabar com este absurdo da obrigatoriedade do voto. Será que não entenderam este sinal?
Tive que deixar meu sossego da fazenda para vir para Paracatu votar neste domingo. O pior, sem nenhuma vontade de faze-lo, já que os candidatos não me são simpáticos. Nenhum deles para Presidente nem para Governador dos Gerais das Minas. Na pior das hipóteses, depositei um voto na Marina. Não um voto de protesto como quase dos vinte por cento dos eleitores fizeram, mas por sempre gostar dos “frascos e comprimidos”. Passei minha vida toda votando no PT até que este chegou ao poder e perdeu a originalidade! Agora fiz a opção de votar no PV até que ele chegue lá e aconteça a mesma coisa. Como somos obrigados, vamos fazendo assim, enganando nos e aos que pensam que estão prontos para governar. Por aqui o esperado aconteceu: O “primo” Almir Paraca conseguiu a reeleição para Deputado Estadual. Merecido! é um cara muito carismático e que pode ir longe neste mundo da política. Na sexta, fiquei conhecendo seu pai que me abordou no mercado e me perguntou se eu não era filho do seu Agenério. Fiquei surpreso por alguém ainda se lembrar do nome do meu pai que se foi a mais de quarenta e cinco anos. Lembrava me do nome dele, seu Juarez, mas não da fisionomia. Realmente foi um grande prazer conhece-lo e ser reconhecido pelo mesmo! Deve estar, neste momento, orgulhoso do filho por ser reeleito! Parabéns à família! Tutti buena gente! Agora podemos começar a campanha do seu irmão Jueli para Prefeito de Paracatu... Vamos nessa! Aqui no Estado, para Governador, deu Anastasia, candidato do Aércio que mostrou para o Lula que em Minas, mandam os mineiros!Ainda!
Serra, serra, cerrador, quantas tábuas já serrou? Não é de ver que o antipático do Serra está indo para o segundo turno? Se cuida PT que o caldo vai engrossar!
Vou nessa, que ficar na cidade neste domingão, o primeiro desde que voltei,não é muito fácil! Ninguém merece!
Abraços e boa semana a todos!
Tive que deixar meu sossego da fazenda para vir para Paracatu votar neste domingo. O pior, sem nenhuma vontade de faze-lo, já que os candidatos não me são simpáticos. Nenhum deles para Presidente nem para Governador dos Gerais das Minas. Na pior das hipóteses, depositei um voto na Marina. Não um voto de protesto como quase dos vinte por cento dos eleitores fizeram, mas por sempre gostar dos “frascos e comprimidos”. Passei minha vida toda votando no PT até que este chegou ao poder e perdeu a originalidade! Agora fiz a opção de votar no PV até que ele chegue lá e aconteça a mesma coisa. Como somos obrigados, vamos fazendo assim, enganando nos e aos que pensam que estão prontos para governar. Por aqui o esperado aconteceu: O “primo” Almir Paraca conseguiu a reeleição para Deputado Estadual. Merecido! é um cara muito carismático e que pode ir longe neste mundo da política. Na sexta, fiquei conhecendo seu pai que me abordou no mercado e me perguntou se eu não era filho do seu Agenério. Fiquei surpreso por alguém ainda se lembrar do nome do meu pai que se foi a mais de quarenta e cinco anos. Lembrava me do nome dele, seu Juarez, mas não da fisionomia. Realmente foi um grande prazer conhece-lo e ser reconhecido pelo mesmo! Deve estar, neste momento, orgulhoso do filho por ser reeleito! Parabéns à família! Tutti buena gente! Agora podemos começar a campanha do seu irmão Jueli para Prefeito de Paracatu... Vamos nessa! Aqui no Estado, para Governador, deu Anastasia, candidato do Aércio que mostrou para o Lula que em Minas, mandam os mineiros!Ainda!
Serra, serra, cerrador, quantas tábuas já serrou? Não é de ver que o antipático do Serra está indo para o segundo turno? Se cuida PT que o caldo vai engrossar!
Vou nessa, que ficar na cidade neste domingão, o primeiro desde que voltei,não é muito fácil! Ninguém merece!
Abraços e boa semana a todos!
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Dona das Neves: "uma cantadeira de verdade"
Mais um evento do nosso projeto "Vida de Viajante" aconteceu neste final de semana que passou em Paracatu. Desta feita, foi em parceria com a Prefeitura local e com a Natura, patrocinadora do projeto dos foliões. Aconteceu em frente ao Museu Histórico. A rua ficou pequena para as barracas e para o povo que, mais uma vez, compareceu para prestigiar nosso evento. Folia e foliões, catireiros e o companheiro Luiz Salgado deram um verdadeiro show de cultura popular. Havia ainda exposição de artesanato, instrumentos musicais como violas e rabecas, bebidas e outras comilanças, quase tudo trago pelos foliões lá de São Francisco, norte dos Gerais. O que deu mais ibope foi uma iguaria trazida por Dona das Neves "Fava com Torresmo". Servida em um potinho de barro, o trem era bão mesmo! Até eu, proibido de comer estas coisas, não resisti e entrei de cara!
Dona das Neves é uma cantadeira de primeira! Aliás, a única cantadeira de verdade que conheci até hoje! Há quem tente levantar temas folclóricos se dizendo autêntico, mas este não era o caso dela. Originária de uma comunidade quilombola, deu um show à parte com suas "meninas"! Todas vestidas à caracter e com os olhos pintados de branco, dançaram e cantaram temas folclóricos de sua região delas, que nos remeteram direto ao seio da mãe África.
Logo na chegada, lá no sitio "Ipê florido", ela mostrou ao que veio. Depois do belo jantar servido pelo anfitrião João Alves, emocionou nos a todos quando, em coro com suas meninas, cantou uma bela música de confraternização que dizia mais ou menos assim: "...quando eu cheguei aqui o Senhor já estava,...quando eu cheguei aqui o Senhor já estava. E por esses jardins ele passeava, quando eu cheguei aqui o Senhor já estava..." Foi emocionante!
A folia também trouxe alguma novidade para nós, como a forma de cantar diferenciada, sem abrir tantas vozes como a nossa folia e mesmo as letras,um pouco menos católicas!
Foi tudo uma festa, uma grande festa onde pudemos conhecer novas manifestações e também fazer com que eles levassem um pouquinho da nossa cultura.
Pena não termos tido a coragem de mostrar mais da nossa região. Modestamente, preferimos ouvir o que eles tinham para nos falar!
Parabéns ao "Raposo" responsável por este projeto dos foliões que estão rodando o Brasil, por resgatar este povo e sua cultura para nós que vivemos impregnados de tanta baboseira descartável!
Parabéns ao João Alves pelo empenho e sensibilidade de sempre; ao Alessandro pelo esforço em fazer com que esta festa acontecesse e parabéns aos Paracatuanos por saber receber com dignidade e respeito o que nos é diferente!
Quem perdeu, perdeu! Eu estava lá, antes, durante e depois, sempre!
Grande abraço à todos e uma boa semana!
Dona das Neves é uma cantadeira de primeira! Aliás, a única cantadeira de verdade que conheci até hoje! Há quem tente levantar temas folclóricos se dizendo autêntico, mas este não era o caso dela. Originária de uma comunidade quilombola, deu um show à parte com suas "meninas"! Todas vestidas à caracter e com os olhos pintados de branco, dançaram e cantaram temas folclóricos de sua região delas, que nos remeteram direto ao seio da mãe África.
Logo na chegada, lá no sitio "Ipê florido", ela mostrou ao que veio. Depois do belo jantar servido pelo anfitrião João Alves, emocionou nos a todos quando, em coro com suas meninas, cantou uma bela música de confraternização que dizia mais ou menos assim: "...quando eu cheguei aqui o Senhor já estava,...quando eu cheguei aqui o Senhor já estava. E por esses jardins ele passeava, quando eu cheguei aqui o Senhor já estava..." Foi emocionante!
A folia também trouxe alguma novidade para nós, como a forma de cantar diferenciada, sem abrir tantas vozes como a nossa folia e mesmo as letras,um pouco menos católicas!
Foi tudo uma festa, uma grande festa onde pudemos conhecer novas manifestações e também fazer com que eles levassem um pouquinho da nossa cultura.
Pena não termos tido a coragem de mostrar mais da nossa região. Modestamente, preferimos ouvir o que eles tinham para nos falar!
Parabéns ao "Raposo" responsável por este projeto dos foliões que estão rodando o Brasil, por resgatar este povo e sua cultura para nós que vivemos impregnados de tanta baboseira descartável!
Parabéns ao João Alves pelo empenho e sensibilidade de sempre; ao Alessandro pelo esforço em fazer com que esta festa acontecesse e parabéns aos Paracatuanos por saber receber com dignidade e respeito o que nos é diferente!
Quem perdeu, perdeu! Eu estava lá, antes, durante e depois, sempre!
Grande abraço à todos e uma boa semana!
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Folias e Foliões

Neste final de semana próximo, dia 24, faremos em Paracatu um encontro de Foliões.
Não foliões de carnaval, mas das tradicionais folias de Santos Reis. Do norte de Minas virão cerca de 40 músicos. Haverá oficinas e muita comida típica. À noite haverá show na praça com a presença dos foliões, uma folia de Paracatu e mais o parceiro Luiz Salgado de Araguari. Evento dentro do Projeto !Vida de Viajante com o apoio da Prefeitura Municipal.
Não percam! Ninguém pagará nada e sairá mais rico do que nunca com este grande encontro.
Show na Feira do Livro.
Minha apresentação na feira do livro foi muito proveitosa. Pude matar a saudade de tocar minhas músicas menos comerciais, especialmente aquelas feitas inspiradas nos livro que tenho lido nos ultimos anos.O público compareceu e foiuma noite muito agradável.
Valeu Sesc Laces pelo convite.
Grande abraço a todos
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
IV Feira Literária do Noroeste
Nesta sexta 17 de setembro, estarei tocando dentro da feira literária
no Sesc Laces Paracatu. Será as 19:30 hs. Quem estiver na área, apareça
Abraços
Final de semana agitada
Neste final de semana recebi em casa os amigos, João Alves, Sinomar, Adriano, Thiago e Mariana, Junior e o mano Deley violeiro, além da galera de casa que também compareceu. Estava no sofá dando aquele cochilo depois do almoço quando chegaram de surpresa, buzinando... Daí foi só acender fogão e churrasqueira e abrir o bico!
Fizemos aquele churras gostoso regado a muito bom vinho e ainda degustamos a um bacalhau com legumes feito no fogão de lenha pelo famoso João das Abóboras.
A animação ficou por conta da viola do Deley, eu mal peguei na bichinha... a mão tava sempre ocupada com uma tacinha...
Teve gente que foi parar no hospital... tomou glicose!! Achou que uisque era água...rrrrrssss
- Cê tá miozin agora? Cuidado com a reputação Doutor. Veja com quem anda!!!
Eu já estou pronto para outra. Gostei da surpresa, espero que repitam com mais moderação!
Abraços a todos
no Sesc Laces Paracatu. Será as 19:30 hs. Quem estiver na área, apareça
Abraços
Final de semana agitada
Neste final de semana recebi em casa os amigos, João Alves, Sinomar, Adriano, Thiago e Mariana, Junior e o mano Deley violeiro, além da galera de casa que também compareceu. Estava no sofá dando aquele cochilo depois do almoço quando chegaram de surpresa, buzinando... Daí foi só acender fogão e churrasqueira e abrir o bico!
Fizemos aquele churras gostoso regado a muito bom vinho e ainda degustamos a um bacalhau com legumes feito no fogão de lenha pelo famoso João das Abóboras.
A animação ficou por conta da viola do Deley, eu mal peguei na bichinha... a mão tava sempre ocupada com uma tacinha...
Teve gente que foi parar no hospital... tomou glicose!! Achou que uisque era água...rrrrrssss
- Cê tá miozin agora? Cuidado com a reputação Doutor. Veja com quem anda!!!
Eu já estou pronto para outra. Gostei da surpresa, espero que repitam com mais moderação!
Abraços a todos
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Setembro chegou!!!
Setembro chegou.
Com ele chega a alegria da renovação!
Tenho uma ligação muito boa com este mês do ano! Até hoje não sei o por quê. Não entendo de signos, mas deve ter alguma ligação com o meu.
De agosto não gosto! Mês que acontece muita coisa ruim! Com exceções: tenho vários amigos que nasceram em agosto!
Os famosos, os heróis costumam morrer em agosto. Quando este mês passa sem que nada de ruim tenha acontecido, já me sinto aliviado. Um agosto a menos! Se bem que este, tirando o meu disco que “gorou”, fiz muitas coisas boas! Não posso me queixar! Quanto ao disco, agora em setembro ele sai, se Deus quiser!
Acordei cedo e abri a porta para o sol que é diferente, vi as primeiras folhas do Flamboiam. São poucos, mas lindos cachos que se despontam da árvore ainda seca! A Santa Bárbara já está de roupa nova. A sete copas, que jogava suas folhas fora até a semana passada, já está vestida de verde. É incrível e visível a renovação. A seca aqui este ano está de dar dó: Córregos com pouca água, animais magros e muita poeira. Meu irmão já anda rezando para que chova. Já perdeu algumas rezes por desnutrição. Só eu continuo engordando! Também com tantas festas, fica difícil fechar a boca!
Eu me sinto assim, renovando em cada setembro que chega. A sensação é muito boa!Tenho a impressão de que no mês de setembro todos os meus desejos se realizam. Tem sido assim e espero que com este não seja diferente, que seja melhor ainda, para mim e para todos vocês!
Só sei que me sinto mais confiante e alegre, como quem está para receber novas folhas nesta primavera que vai chegar.
Comecei a observar setembro ouvindo a hoje polêmica Vanusa cantando “Manhãs de setembro”...”eu quero sair, eu quero falar, eu quero ensinar meu vizinho a cantar, nas manhãs de setembro...”. Vocês se lembram disto? Achava e ainda acho linda esta mensagem! E as manhãs de setembro, realmente, são as mais bonitas!
Na minha caminhada de hoje fiz uma coisa que há muito tempo não fazia: Comi jatobá! Vocês conhecem? O fruto é um legume indeiscente, de casca bastante dura. Cada legume costuma ter duas sementes e é preenchido por um pó amarelado de forte cheiro, comestível, com grande concentração de ferro, indicado para anemias crônicas. Doces feitos com esta farinha eram muito comuns até o século XIX.
O Pó amarelado em contato com a saliva, vira uma pasta muito saborosa. Parei debaixo de um pé destes e quebrei uns dois que tinham acabado de cair e fui roendo os caroços pela estrada.
O engraçado é que quando coloquei na boca, veio a mesma sensação de quando era menino e que fazia muito isto. Como é bom relembrar coisas boas! Lembrei me que aquela pasta do jatobá grudava no céu da boca da gente . Era quando eu enfiava os dedos para desgarrar aquilo, depois lambia os dedos. Imagino que, quando menino, enchia por demais a boca, por isto grudava tanto no céu dela.
Desta vez, fui mais cauteloso e não teve grudação nenhuma. Sorvi até ficar o caroço limpinho. Que gostoso! Guardei as sementes pra comadre Vânia Figueiredo fazer percussão depois! Ela aprecia muito essas sementes!
Por falar em Vânia, nesta segunda, dia 06, seus filhos com meu compadre Adolfo, os apóstolos Pedro e João Paulo estarão tocando em Paracatu juntamente com o meu filho Lucas e o Diogo. Será na boate Degraus. A já famosa Banda Multus vem aí! Desta vez não vou perder e, se me convidarem, até darei uma canjinha!
No final do mês teremos meu outro compadre Luiz Salgado novamente em Paracatu no show do projeto “Vida de viajante”. É setembro prometendo!
Grande abraço à todos e uma boa semana!
Com ele chega a alegria da renovação!
Tenho uma ligação muito boa com este mês do ano! Até hoje não sei o por quê. Não entendo de signos, mas deve ter alguma ligação com o meu.
De agosto não gosto! Mês que acontece muita coisa ruim! Com exceções: tenho vários amigos que nasceram em agosto!
Os famosos, os heróis costumam morrer em agosto. Quando este mês passa sem que nada de ruim tenha acontecido, já me sinto aliviado. Um agosto a menos! Se bem que este, tirando o meu disco que “gorou”, fiz muitas coisas boas! Não posso me queixar! Quanto ao disco, agora em setembro ele sai, se Deus quiser!
Acordei cedo e abri a porta para o sol que é diferente, vi as primeiras folhas do Flamboiam. São poucos, mas lindos cachos que se despontam da árvore ainda seca! A Santa Bárbara já está de roupa nova. A sete copas, que jogava suas folhas fora até a semana passada, já está vestida de verde. É incrível e visível a renovação. A seca aqui este ano está de dar dó: Córregos com pouca água, animais magros e muita poeira. Meu irmão já anda rezando para que chova. Já perdeu algumas rezes por desnutrição. Só eu continuo engordando! Também com tantas festas, fica difícil fechar a boca!
Eu me sinto assim, renovando em cada setembro que chega. A sensação é muito boa!Tenho a impressão de que no mês de setembro todos os meus desejos se realizam. Tem sido assim e espero que com este não seja diferente, que seja melhor ainda, para mim e para todos vocês!
Só sei que me sinto mais confiante e alegre, como quem está para receber novas folhas nesta primavera que vai chegar.
Comecei a observar setembro ouvindo a hoje polêmica Vanusa cantando “Manhãs de setembro”...”eu quero sair, eu quero falar, eu quero ensinar meu vizinho a cantar, nas manhãs de setembro...”. Vocês se lembram disto? Achava e ainda acho linda esta mensagem! E as manhãs de setembro, realmente, são as mais bonitas!
Na minha caminhada de hoje fiz uma coisa que há muito tempo não fazia: Comi jatobá! Vocês conhecem? O fruto é um legume indeiscente, de casca bastante dura. Cada legume costuma ter duas sementes e é preenchido por um pó amarelado de forte cheiro, comestível, com grande concentração de ferro, indicado para anemias crônicas. Doces feitos com esta farinha eram muito comuns até o século XIX.
O Pó amarelado em contato com a saliva, vira uma pasta muito saborosa. Parei debaixo de um pé destes e quebrei uns dois que tinham acabado de cair e fui roendo os caroços pela estrada.
O engraçado é que quando coloquei na boca, veio a mesma sensação de quando era menino e que fazia muito isto. Como é bom relembrar coisas boas! Lembrei me que aquela pasta do jatobá grudava no céu da boca da gente . Era quando eu enfiava os dedos para desgarrar aquilo, depois lambia os dedos. Imagino que, quando menino, enchia por demais a boca, por isto grudava tanto no céu dela.
Desta vez, fui mais cauteloso e não teve grudação nenhuma. Sorvi até ficar o caroço limpinho. Que gostoso! Guardei as sementes pra comadre Vânia Figueiredo fazer percussão depois! Ela aprecia muito essas sementes!
Por falar em Vânia, nesta segunda, dia 06, seus filhos com meu compadre Adolfo, os apóstolos Pedro e João Paulo estarão tocando em Paracatu juntamente com o meu filho Lucas e o Diogo. Será na boate Degraus. A já famosa Banda Multus vem aí! Desta vez não vou perder e, se me convidarem, até darei uma canjinha!
No final do mês teremos meu outro compadre Luiz Salgado novamente em Paracatu no show do projeto “Vida de viajante”. É setembro prometendo!
Grande abraço à todos e uma boa semana!
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
V Festival de Inverno de Paracatu

Paracatu viveu, no ultimo final de semana de agosto, mais uma festa da velha e boa Música Popular Brasileira! Aconteceu mais uma edição do Festival de Inverno da cidade, promovido pelo Sesc Laces e por vários parceiros. Foi sua V edição.
As dezoito músicas classificadas para o festival foram de altíssimo nível! A praça do Largo da Jaqueira ficou lotada para ver intérpretes de grande expressão como: Zé Beto Corrêa, Marinho San, Luiz Salgado, Efrahim Maia/Dimas Deptulski e outros talentos vindos de várias partes do Brasil. Paracatu também compareceu com Genilson José e a música "Bola de Cristal"
Foram premiados:
- Primeiro Lugar, melhor letra e melhor arranjo: "Aranha do tempo" de Dimas Deptulski - Colatina/ES´- interpretada por Dimas e Efrahim Maia;
- Segundo Lugar e melhor intérprete: "Grito do poeta"- Zé Beto Correa - interpretada por ele com o acompanhamento dos músicos Paracatuenses Aldo e Silvério Peres;
- Terceiro Lugar: "Sem Dilema" de Walmir Carvalho - interpretada por Marina Moraes e banda.
Deixo aqui de mencionar o valor dos prêmios por considerar parte menor dentro da importância do evento.
Ganhamos todos! Foram mais de cem inscrições para se chegar às dezoito músicas que viraram doze para a grande final. O som estava de boa qualidade, a diversidade de estilos foi o ponto forte: Rolou de congada a pop rock, passando pelo samba e pela música regional, isto sem contar com a tradicional MPB que se fez bastante presente como era o esperado.
A lua compareceu e as duas noites foram, realmente, maravilhosas!
Tive o prazer de participar da primeira edição deste Festival lá nas dependências do Sesc.Concorremos, Galba e eu, com a música "Cantadores do cerrado",de minha autoria. Fiquei muito feliz por Paracatu realizar um festival de música daquela magnitude. Eu que, naquela época, andava por todos os festivais do Brasil com o grupo "Terramérica" e às vezes só com meu violão, não me contive e espalhei a notícia para os festivaleiros colegas de estrada. Vários deles compareceram como Zé Alexandre, Aline Calixto, Bilora, Diórgem e vários outros. Já naquela edição o festival anunciava que tinha vindo para entrar no circuito dos grandes festivais de MPB do país.
Na sexta fiz o show de encerramento da eliminatória acompanhado por: Márcio Fernandes (violão de doze); Silvério Peres (baixo); Edinho e Fernando Moreira na percussão. Fizemos um show simples, músicas simples para um público que estava sedendo de cantar! Mesmo no adiantado da hora, não arredaram pé e cantamos juntos várias músicas conhecidas e também algumas de minha autoria que estão no meu CD "Carta ao velho Rosa" a ser lançado no próximo mês. Foi muito bom!
No sábado, o espetáculo ficou por conta do parceiro Zé Alexandre! Com sua voz marcante e aquele violão percussivo, levou o público a viajar no tempo, especialmente quando cantou "Bandolins", música imortalizada por sua voz juntamente com Oswaldo Montenegro.
Parabéns ao SESC e parceiros por este evento muito bem organizado que já virou referência dentre os festivais de música e parabéns ao povo Paracatuense por prestigiar e valorizar o que o país tem de melhor que é a nossa cultura.
Que venha o próximo!
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Show em Paracatu
Amigos(as), nesta sexta- 27/08 as 22 horas - estarei me apresentando no Largo da Jaqueira aqui em Paracatu dentro do V festival de Inverno na cidade. Quem estiver por perto, não perca!
No Sábado é a vez de Zé Alexandre!
Esperamos a todos
Abraços
No Sábado é a vez de Zé Alexandre!
Esperamos a todos
Abraços
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Andando com lobos
Fui fazer minha tradicional caminhada neste domingo. Abri a porta e os cachorros já estavam à minha espera! Fizeram aquela festa costumeira.O sol começava a despontar e tava aquele friozin gostoso! Mesmo assim fui sem agasalho, curtindo o sol e o vento que aeiouivava!
Caminahva a passos largos, isso antes de subir o morro do arrependido, depois dele me cansei um pouco. Estava já perto da estrada que liga Guarda-Mor a Catalão e senti aquele prazer de estar ali caminhando, vento na cara, domingo de manhã. Lembrei me das minhas caminhadas pela Braz Leme em São Paulo e vi que aqui realmente é bem melhor para se caminhar: mais silencioso! Ia todo contente pensando no que é felicidade. Será que era aquele momento? Acho que sim! do contrário ela não existe!
Acompanhava os cachorros pela sombra projetada do lado direito da estrada. A sombra era bem maior que nós, dava pra ver de longe!Ramires na frente, eu no meio e tigresa atrás. Íamos os três sorvendo aquela manhã.
De repente, quando olhei novamente a sombra, estávamos em quatro. Vi mais uma sombra de cachorro no final da fila. Estranhei pelo fato de os cachorros não terem dado alarme de que havia ali mais um acompanhante. Isto não é de costume deles. Sempre avisam sobre tudo e todos que se aproximam! Olhei assustado para trás e vi que se tratava de um lobo Guará! Isso mesmo! Um lobo estava nos seguindo. Não entrei em pânico. Ia seguindo os três pela sombra, vigiando! Vez em quando diminuia o passo e olhava para trás. O Lobo parava e ameaçava não nos acompanhar. Eu parava, ele parava, eu seguia, ele seguia. Fiz de conta que não liguei pra ele e continuamos todos. Descemos o morrão do Jazon e chegamos no colchete da cerca de arame. Lá, o abri e deixei que os três passassem. Depois fechei e tomei novamente a caminhada. Agora os três atrás. Continuava acompanhando os pela sombra. Estranho que nenhum latido deles se ouviu. Caminhavam comportadamente naquela marcha matinal.
No córrego, morto de sede, tentei entrar primeiro no leito do vau para beber água. Os três tomaram minha frente e se refrescaram à vontade. Entraram até o meio do poço. Restou me guardar a sede pra casa, já que haviam sujado toda a água, que nesta época do ano está muito pouca, só um fiapo!
Chegando em casa, passei pelo curral e entrei pela porta da cozinha.
Daí fui me dar conta de que o lobo não chegou conosco.
Não sei quando o perdi, mas creio que foi quando me esqueci dele. Sim, ele era só fruto da minha imaginação! Criei o para que pudessem ler até aqui e perceberem que criamos nossos próprios lobos, nossos medos, nossas fantasias! Alegres ou tristes, felizes ou infelizes, isto vai depender do nosso estado de espírito. Como estava de bem com a vida, meu lobo era bem manso!
Boa semana para todos!
Caminahva a passos largos, isso antes de subir o morro do arrependido, depois dele me cansei um pouco. Estava já perto da estrada que liga Guarda-Mor a Catalão e senti aquele prazer de estar ali caminhando, vento na cara, domingo de manhã. Lembrei me das minhas caminhadas pela Braz Leme em São Paulo e vi que aqui realmente é bem melhor para se caminhar: mais silencioso! Ia todo contente pensando no que é felicidade. Será que era aquele momento? Acho que sim! do contrário ela não existe!
Acompanhava os cachorros pela sombra projetada do lado direito da estrada. A sombra era bem maior que nós, dava pra ver de longe!Ramires na frente, eu no meio e tigresa atrás. Íamos os três sorvendo aquela manhã.
De repente, quando olhei novamente a sombra, estávamos em quatro. Vi mais uma sombra de cachorro no final da fila. Estranhei pelo fato de os cachorros não terem dado alarme de que havia ali mais um acompanhante. Isto não é de costume deles. Sempre avisam sobre tudo e todos que se aproximam! Olhei assustado para trás e vi que se tratava de um lobo Guará! Isso mesmo! Um lobo estava nos seguindo. Não entrei em pânico. Ia seguindo os três pela sombra, vigiando! Vez em quando diminuia o passo e olhava para trás. O Lobo parava e ameaçava não nos acompanhar. Eu parava, ele parava, eu seguia, ele seguia. Fiz de conta que não liguei pra ele e continuamos todos. Descemos o morrão do Jazon e chegamos no colchete da cerca de arame. Lá, o abri e deixei que os três passassem. Depois fechei e tomei novamente a caminhada. Agora os três atrás. Continuava acompanhando os pela sombra. Estranho que nenhum latido deles se ouviu. Caminhavam comportadamente naquela marcha matinal.
No córrego, morto de sede, tentei entrar primeiro no leito do vau para beber água. Os três tomaram minha frente e se refrescaram à vontade. Entraram até o meio do poço. Restou me guardar a sede pra casa, já que haviam sujado toda a água, que nesta época do ano está muito pouca, só um fiapo!
Chegando em casa, passei pelo curral e entrei pela porta da cozinha.
Daí fui me dar conta de que o lobo não chegou conosco.
Não sei quando o perdi, mas creio que foi quando me esqueci dele. Sim, ele era só fruto da minha imaginação! Criei o para que pudessem ler até aqui e perceberem que criamos nossos próprios lobos, nossos medos, nossas fantasias! Alegres ou tristes, felizes ou infelizes, isto vai depender do nosso estado de espírito. Como estava de bem com a vida, meu lobo era bem manso!
Boa semana para todos!
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Ciclo da vida... seca, chuva, seca
Ta tudo seco, não chove há vários meses! Os córregos têm fiapos de água! Dá tristeza em ver plantas e animais resistindo sem chuva a carrapatos e pulgas os devorando. Não por falta de trato, mas por excesso destes nesta época do ano.
Nem ouso mais lavar o carro, não compensa! As estradas têm palmos de poeira que tingem de vermelho a beira das rodovias. Focos de queimada se vê a cada instante! Aqui mesmo em casa entrou fogo dia desses, queimou metade da fazenda! Ninguém assumiu a autoria, mas foi coisa posta!
Agora o gado aproveita a queimada, os brotos de macega que estão nascendo. Menos mal!
Hoje vi uma cena muito triste: fazia minha caminhada neste domingo quando vi um bando de urubus numa borda de mata lá no pasto das “pernas de calça”. Pensei, deve ter morrido alguma criação. Quando é assim é minha, vou lá ver!
Chegando perto alguns urubus revoaram. Outros nem se deram ao trabalho, só mudaram de árvore.
Para minha tristeza era a Potra do Sinval. Uma eguinha pampa muito bonita que estava esperando cria.
Que tristeza, morreu no parto. Metade do potrinho estava de fora. Deve ter se esforçado muito para criar e teve complicações. Sem ninguém pra socorrer, morreu ali sozinha na dor da procriação. Liberdade é bom mas às vezes precisa ser vigiada. Ela andava muito com o cavalo preto, os dois faziam um belo casal. Resolveram castrá-lo dia desses. Não entendi o porquê! Disseram que era por causa do fogo no rabo dele. Não parava mais em casa. Onde cheirava uma égua no cio ele ia. Ia e não voltava, tinha que ser buscado.
Aí chegava e pegava fogo com essa Potrinha. Aliás, coisa estranha: Ela ainda novinha e ele começou a cortejá-la. Virou namorada mesmo. Não tinha esse negócio de cio não. Quando ele tinha vontade, pegava à força. Era cada corrida atrás da coitada que dava gosto de ver. Galopavam gostosamente naquele namoro animal!
Ela ficou prenha dele, ele foi castrado. Agora ela morreu. Morreu dando a luz. Coitada! Ce La vi...
Mas nem tudo está perdido: na mesma caminhada, encontrei uma novilha prestes a parir. Levei a pra casa e ela amanheceu parida hoje. Quando saía para trabalhar, ela estava acabando de dar à luz um bezerrinho que já estava de pé ao seu lado.
É o ciclo da vida... Uns vem, outros vão...
E a água continua a cair da caixa dentro da caixa... Barulhinho bom!!!
Boa semana a todos!
Nem ouso mais lavar o carro, não compensa! As estradas têm palmos de poeira que tingem de vermelho a beira das rodovias. Focos de queimada se vê a cada instante! Aqui mesmo em casa entrou fogo dia desses, queimou metade da fazenda! Ninguém assumiu a autoria, mas foi coisa posta!
Agora o gado aproveita a queimada, os brotos de macega que estão nascendo. Menos mal!
Hoje vi uma cena muito triste: fazia minha caminhada neste domingo quando vi um bando de urubus numa borda de mata lá no pasto das “pernas de calça”. Pensei, deve ter morrido alguma criação. Quando é assim é minha, vou lá ver!
Chegando perto alguns urubus revoaram. Outros nem se deram ao trabalho, só mudaram de árvore.
Para minha tristeza era a Potra do Sinval. Uma eguinha pampa muito bonita que estava esperando cria.
Que tristeza, morreu no parto. Metade do potrinho estava de fora. Deve ter se esforçado muito para criar e teve complicações. Sem ninguém pra socorrer, morreu ali sozinha na dor da procriação. Liberdade é bom mas às vezes precisa ser vigiada. Ela andava muito com o cavalo preto, os dois faziam um belo casal. Resolveram castrá-lo dia desses. Não entendi o porquê! Disseram que era por causa do fogo no rabo dele. Não parava mais em casa. Onde cheirava uma égua no cio ele ia. Ia e não voltava, tinha que ser buscado.
Aí chegava e pegava fogo com essa Potrinha. Aliás, coisa estranha: Ela ainda novinha e ele começou a cortejá-la. Virou namorada mesmo. Não tinha esse negócio de cio não. Quando ele tinha vontade, pegava à força. Era cada corrida atrás da coitada que dava gosto de ver. Galopavam gostosamente naquele namoro animal!
Ela ficou prenha dele, ele foi castrado. Agora ela morreu. Morreu dando a luz. Coitada! Ce La vi...
Mas nem tudo está perdido: na mesma caminhada, encontrei uma novilha prestes a parir. Levei a pra casa e ela amanheceu parida hoje. Quando saía para trabalhar, ela estava acabando de dar à luz um bezerrinho que já estava de pé ao seu lado.
É o ciclo da vida... Uns vem, outros vão...
E a água continua a cair da caixa dentro da caixa... Barulhinho bom!!!
Boa semana a todos!
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
"EU ODEIO RODEIO"

O cantor Chico César fez a música com o título acima e eu congratulo com o mesmo!
Também não sou muito fã de rodeio não. Judiar dos animais como fazem é uma coisa que não cabe mais no mundo de hoje. Os bichos ficam presos o dia todo e ainda têm que ajudar a dar espetáculos. Tenham paciência! Vez em quando um touro ganha do toureiro aí é aquela comoção, mas do contrário, pouca gente reclama!
Além disto, é uma aculturação muito forçada. Coisa de Norte Americanos que veio pra cá e ganhou o país. Já pensou se fizessem uma festa na proporção das de exposição com temas nacionais? seria uma maravilha! Folia de reis, congada, caretada!Já pensaram nisto?
Tocamos ontem, "Grupo Mina das Minas", na Expocatu. O show foi muito bom! O som no inicio estava meia boca mas depois pegou no breu! Valeu a iniciativa do João Alves em levar nosso projeto "Vida de viajante" para o grande público, assim o povo pode ver que há outros tipos de música, já que as radios só tocam as mesmas!
Eu particularmente não curti muito não! O povo estava muito distante do palco. Havia uma arena de tourada no meio. Faltou aquela aproximação, aquela troca de energia.
Mesmo assim, houve bons momentos! Quando falamos que iamos parar para iniciarem o rodeio, o povo chiou! Sinal de que estavam gostando do nosso som! Paracatu tem gente que pensa como eu e que também gosta de outros gêneros que não o breganejo, isso me tem confortado um pouco, ainda bem!
Embora tenhamos tocado pouco tempo, matamos um pouco a saudade de tocar juntos e pudemos ter o prazer de quebrar um pouco a hegemonia do "sertanojo univeristário" só tocando nossa velha música regional!
Valeu meninos! O triste para mim foi ter que ficar só e vê-los partindo no meio da noite!
Breve nos encontraremos para mais um som! Assim tem sido nossas vidas: sempre se encontrando!
Grande abraço pra vocês e para aqueles que curtiram o som do Mina das Minas.
Obrigado Ed Guimarães pelo apoio de sempre, Edmundo por acreditar no nosso projeto e ao João Alves pelo entusiasmo de sempre!
Abraços a todos
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Estou de volta

Andei sumido, eu sei! mas é que foram tantas emoções!!!
Férias vocês sabem né, acontece tudo de bom e às vezes não dá tempo nem para escrever!
Recebi a família lá na roça e passamos ótimos momentos juntos!Teve festa de reis em que tive a felicidade de ser folião por um dia, festa de carro de boi, festa de Quermesse, shows da banda Multus do filhão Lucas e todas essas coisas boas que o interior oferece. Agora, infelizmente, a família teve que ir embora e eu fiquei aqui, só com minha música!
Passeei pouco mas tive boas razões: fiquei boa parte do tempo em Sampa trabalhando o disco que teima em não ficar pronto! Tá quase, vai se chamar "Carta ao velho Rosa"
Por falar em disco, neste final de semana tem Mina das Minas aqui em Paracatu.
Vamos nos apresentar na Festa de Exposição dentro do projeto "Vida de viajante" que tenho promovido com outros amantes da boa música.
Vamos matar a saudade tocando juntos e tomando umas cachaças de Paracatu que são muito boas! Quem ficar com inveja, pode vir que será bem recebido!
Depois conto os detalhes para quem percder!
Vou nessa!
Abraços a todos
segunda-feira, 19 de julho de 2010
De volta à rotina
Estou de volta a Paracatu depois de duas semanas ausente, não sei se feliz ou infelizmente! Nunca se sabe quando se é feliz! Aliás, só sabemos depois que o tempo passa, não é mesmo? Mas quando estamos infelizes, isto sabemos, mesmo que depois tenhamos a impressão de que aquele era um momento feliz! Estou meio sem sentir os momentos, aprendi a deixar rolar e a viver cada dia por vez! Foi muito bom me ausentar um pouco! Pude fugir da rotina, me dedicar um pouco mais à família e colocar alguns assuntos em dia. A cabeça está mais aliviada!
O tempo voou, quando dei por mim, já estava de volta! Agora é encarar a realidade e seguir em frente, sempre!
No sábado, tive a oportunidade de assistir novamente à Banda Multus lá em Guarda Mor, foi muito bom! O som dos meninos está cada vez melhor. Aproveito para parabenizar à Secretária de Cultura de Guarda Mor por ter convidado os meninos para a festa! Dia 30 estarão se apresentando aqui em Paracatu na boate Degraus.Fico orgulhosos de ver meu filho cantando, e bem! O Muleque tem futuro!
Bom, vou indo nesta!
Boa semana para todos
O tempo voou, quando dei por mim, já estava de volta! Agora é encarar a realidade e seguir em frente, sempre!
No sábado, tive a oportunidade de assistir novamente à Banda Multus lá em Guarda Mor, foi muito bom! O som dos meninos está cada vez melhor. Aproveito para parabenizar à Secretária de Cultura de Guarda Mor por ter convidado os meninos para a festa! Dia 30 estarão se apresentando aqui em Paracatu na boate Degraus.Fico orgulhosos de ver meu filho cantando, e bem! O Muleque tem futuro!
Bom, vou indo nesta!
Boa semana para todos
domingo, 11 de julho de 2010
Final da copa
A copa acabou.O Jogo sonolente da final me proporcionou um ótimo cochilo no sofá da sala depois de vários dias de correria aqui em Sampa finalizando meu disco. Copa sem Brasil na final não tem mesmo graça!
O cansaço bateu, e aproveitei para descansar um pouco neste domingão!
As gravações finalmente acabaram, já masterizei o filhote e está prontinho para ir pra fábrica! Só falta agora a capa, que difícil que é escolher algo para sintetizar o conteúdo do disco, já que é muito variado! Não ficou como eu queria, mas acho que também não decepcionará a vocês! Tem de tudo um pouco, mas, bem ou mal, muito de mim! Mais um mês e vocês poderão ter acesso!
Esta semana volto pros Gerais das Minas! Levo a família para passar pelo menos uma semana de férias comigo lá, já que estou comendo as férias deles aqui em Sampa!
Antes, aproveito para agradecer a todos pelo apoio de sempre nesta jornada!
Grande abraço e boa semana a todos!
O cansaço bateu, e aproveitei para descansar um pouco neste domingão!
As gravações finalmente acabaram, já masterizei o filhote e está prontinho para ir pra fábrica! Só falta agora a capa, que difícil que é escolher algo para sintetizar o conteúdo do disco, já que é muito variado! Não ficou como eu queria, mas acho que também não decepcionará a vocês! Tem de tudo um pouco, mas, bem ou mal, muito de mim! Mais um mês e vocês poderão ter acesso!
Esta semana volto pros Gerais das Minas! Levo a família para passar pelo menos uma semana de férias comigo lá, já que estou comendo as férias deles aqui em Sampa!
Antes, aproveito para agradecer a todos pelo apoio de sempre nesta jornada!
Grande abraço e boa semana a todos!
segunda-feira, 28 de junho de 2010
A vida é uma festa

Se alguém quer me ver feliz me chame pro palco! Ali me transformo naquele que busco ser! Voces poderiam perguntar: e por quê você não é o mesmo fora do palco? respondo que simplesmente tenho tentado mas,o palco é mágico e me leva a um mundo sobrenatural onde não existe problemas, só prazer e alegria, fora dele "a vida realmente é diferente, quer dizer: a vida é muito pior". Prazer maior ainda é poder dividir o palco com as pessoas que gosto. Este final de semana vivi uma felicidade ímpar e duradoura fazendo isto.Primeiro por receber o grande amigo e parceiro Zé Alexandre no nosso projeto "Vida de viajante". Zé subiu ao palco e mostrou ao que veio! Deixou a platéia extasiada com seu enorme talento.Cantou de tudo e ainda me deu o prazer de cantar com ele nosso "sucesso" Alpendre e a minha Cantadores do cerrado, músicas que estarão nesse meu primeiro disco solo que sai agora no final de julho.Segundo motivo de prazer foi que, coincidentemente, meu outro parceiro e irmão de estrada Luiz Salgado também veio a se apresentar na cidade dentro do projeto do Sesc Minas "Cinema na praça" e aí não podia ser diferente: acabamos todos cantando juntos em duas oportunidades.Consegui agendar com a TVP, canal local, a gravação de um especial com os amigos. Formamos uma roda maravilhosa que foi completada com o Tarcisio Mano Véi que veio dividindo o palco com o Luiz.Os quatro, no improviso, fizemos um programa que ficará na história de Paracatu. Bem legal mesmo! Agradeço a TVP pela oportunidade e aproveito para parabenizé-los pela excelente equipe! À noite, para completar, fomos convidados pelo Luiz e Tarciso pro palco,antes da exibição do filme,para dividir mais uma vez a alegria de estarmos juntos. Fechamos a noite com chave de ouro para nossa alegria e a do público presente ao "largo da jaqueira".
Zé embarcou de volta. Luiz, Tarcisio e eu ainda fomos para uma festa na linda fazenda Santa Helena do aniversariante Mauro Brochado. Lá saboreamos a um bom churrasco regado à tradicional cachaça Paracatuense e outras "cositas", papeamos muito e fomos dormir felizes!
No domingo pela manhã,como não sou de aguentar muita festa, fui descansar na roça ouvindo "pássaros cantar, cantar, cantar..."
Aos amigos, obrigado pela amizade e por ter tido o prazer de dividir com vocês mais estes momentos de prazer!
Viva a vida, ela é genial!
segunda-feira, 21 de junho de 2010
E a seleção começa a se soltar
Acabei de assistir, aqui na roça, ao jogo do Brasil com Costa de Marfin: 3x1. Rone e eu isolados no sertão do Gerais, vimos aos gols sem muita vibração. Nas cidades há festas por todos os lados. Lembrei me de outras copas em que assisti com a família e os amigos, desta vez tive que assistir na tranqüilidade do velho Tamanduá!
O Brasil começou a se soltar e apresentar aquele jogo bonito que estamos esperando. Aposto que vamos ser campeões novamente, para a alegria do Zé povinho, minha alegria inclusive!
Ontem estive em Guarda Mor no aniversário do meu irmão Vanderlei e da digníssima Da. Dirce, sua esposa que também completava anos. Festão no “clube dos ricos”! Batemos uma viola tomando bons vinhos e apreciando aquele churrasco gostoso! Fiquei meio ligadão e ainda subi a serra pra descansar aqui. Hoje curei ressaca o dia todo. Agora a noite começa a chegar e a primeira estrela já apareceu pra me espiar. Vou me recolher mais cedo pois amanhã voltaremos ao batente!
E a água continua a cair da caixa na caixa fazendo aquele barulhinho bom pra dormir!
Fui!!
Vida de Viajante
Nesta semana teremos a presença do cantor e compositor Zé Alexandre no projeto vida de viajante que acontece sempre na ultima sexta do mês no sindicato rural de Paracatu. Zé é um dos intérpretes da lendária música “Bandolins” juntamente com Oswaldo Montenegro. Canta a música do inicio ao fim mas, por capricho do destino, Oswaldo ficou conhecido e ele nem tanto. Mas é um grande intérprete e tenho orgulho de dizer que é meu parceiro. Juntos fizemos a música “Alpendre” falando deste velho alpendre de onde agora escrevo. Esta música estará no meu disco e no do Zé. Espero muito dela, já que está muito bem interpretada por nós!
Vai ser um showzaço! Quem puder, apareça!
Será no dia 25 no Sindicato Rural de Paracatu as 21 hs.
Abraços
O Brasil começou a se soltar e apresentar aquele jogo bonito que estamos esperando. Aposto que vamos ser campeões novamente, para a alegria do Zé povinho, minha alegria inclusive!
Ontem estive em Guarda Mor no aniversário do meu irmão Vanderlei e da digníssima Da. Dirce, sua esposa que também completava anos. Festão no “clube dos ricos”! Batemos uma viola tomando bons vinhos e apreciando aquele churrasco gostoso! Fiquei meio ligadão e ainda subi a serra pra descansar aqui. Hoje curei ressaca o dia todo. Agora a noite começa a chegar e a primeira estrela já apareceu pra me espiar. Vou me recolher mais cedo pois amanhã voltaremos ao batente!
E a água continua a cair da caixa na caixa fazendo aquele barulhinho bom pra dormir!
Fui!!
Vida de Viajante
Nesta semana teremos a presença do cantor e compositor Zé Alexandre no projeto vida de viajante que acontece sempre na ultima sexta do mês no sindicato rural de Paracatu. Zé é um dos intérpretes da lendária música “Bandolins” juntamente com Oswaldo Montenegro. Canta a música do inicio ao fim mas, por capricho do destino, Oswaldo ficou conhecido e ele nem tanto. Mas é um grande intérprete e tenho orgulho de dizer que é meu parceiro. Juntos fizemos a música “Alpendre” falando deste velho alpendre de onde agora escrevo. Esta música estará no meu disco e no do Zé. Espero muito dela, já que está muito bem interpretada por nós!
Vai ser um showzaço! Quem puder, apareça!
Será no dia 25 no Sindicato Rural de Paracatu as 21 hs.
Abraços
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Encontro de amigos
Esta semana encontrei um velho amigo de infância!
Sabia que morava na cidade de Paracatu mas até então não havíamos nos encontrado.
Passando pela praça da matriz rumo à mais uma sessão de RPG (é que ando meio empenado), ele estava na janela da Câmara Municipal, onde trabalha, e me chamou pelo nome.
Aliás, primeiro perguntou se eu era de Guarda Mor, depois quis saber se eu não era filho da Da. Leonídia, depois perguntou se eu não era o Pedrin. Disse lhe que sim. Ele desceu e sentamos no banco da praça da matriz e batemos um longo papo. Era o “Fiotin”! Foi inevitável , no nosso bate papo, o regresso ao nosso passado pelas ruas do Arraial D’angola. Lembramos todos aqueles anos em que saíamos juntos para paquerar nos “hora dançantes” do bairro!. Ele era uns quatro anos mais velho, mas eu ,ainda um pirralho, gostava de andar com os amigos mais velhos, mais experientes. Fiotin era um desses. Cara muito querido de todos! Recusei me a saber que o seu nome era Jânio. Tive guardado na memória estes anos todos, que se chamava Jaime e que seu irmão era o Júlio. Aí ele me disse que fiz confusão que Júlio era seu pai e que seu irmão é o Joel. É a memória começando a falhar!
Ele também andou por Brasília e São Paulo mas regressou à terra natal já há algum tempo.
Fiquei triste quando lhe perguntei por sua irmã, minha primeira paquera platônica. Ela não sabia que eu gostava dela. Um dia, escrevi lhe um bilhetin e não tive coragem de entregar. Fui tomar água na torneira de aguar o jardim que havia na lateral da nossa casa, e este bilhete caiu. Meus irmãos o encontraram e tive que agüentar a maior gozação da minha vida! Todo mundo ficou sabendo, acho que ela inclusive, embora nunca tenha me falado disto. Eu tinha apenas oito anos de idade. Fiquei morrendo de vergonha e até me afastei dele, do Fiotin, também! Fiquei triste, como disse, pelo que ele me contou: sua irmã, Mazinha, formou se em enfermagem e trabalhava na Unicamp em Campinas. Estava bem, havia comprado um apartamento mas morava com uma amiga que não há deixou mudar-se. Só passava os finais de semana em sua casa. Um dia, banhando para ir a uma festa, na casa desta amiga, houve a fatalidade. O chuveiro era aquecido a gás e havia um vazamento desconhecido. Ela morreu asfixiada enquanto tomava banho. Quando viram que ela demorava demais foram até o banheiro e a encontraram caída. Ainda deu entrada com vida no hospital mas não conseguiram reabilita- la! Faleceu com 37 anos de idade ainda solteira.
Éh, o tempo é cruel! Uns amigos vão e outros vêm e assim a vida continua!
Ele ficou muito feliz em ter me encontrado e também me confessou que era fã de uma das minhas irmãs mas que também não teve coragem de revelar! Coisas da infância!
Papeamos ali por uma hora e tive que deixa-lo naquele banco da praça onde os amigos se encontram aqui no interior!
Assim a vida continua e vamos caminhando!
Boa semana pra todos!
Sabia que morava na cidade de Paracatu mas até então não havíamos nos encontrado.
Passando pela praça da matriz rumo à mais uma sessão de RPG (é que ando meio empenado), ele estava na janela da Câmara Municipal, onde trabalha, e me chamou pelo nome.
Aliás, primeiro perguntou se eu era de Guarda Mor, depois quis saber se eu não era filho da Da. Leonídia, depois perguntou se eu não era o Pedrin. Disse lhe que sim. Ele desceu e sentamos no banco da praça da matriz e batemos um longo papo. Era o “Fiotin”! Foi inevitável , no nosso bate papo, o regresso ao nosso passado pelas ruas do Arraial D’angola. Lembramos todos aqueles anos em que saíamos juntos para paquerar nos “hora dançantes” do bairro!. Ele era uns quatro anos mais velho, mas eu ,ainda um pirralho, gostava de andar com os amigos mais velhos, mais experientes. Fiotin era um desses. Cara muito querido de todos! Recusei me a saber que o seu nome era Jânio. Tive guardado na memória estes anos todos, que se chamava Jaime e que seu irmão era o Júlio. Aí ele me disse que fiz confusão que Júlio era seu pai e que seu irmão é o Joel. É a memória começando a falhar!
Ele também andou por Brasília e São Paulo mas regressou à terra natal já há algum tempo.
Fiquei triste quando lhe perguntei por sua irmã, minha primeira paquera platônica. Ela não sabia que eu gostava dela. Um dia, escrevi lhe um bilhetin e não tive coragem de entregar. Fui tomar água na torneira de aguar o jardim que havia na lateral da nossa casa, e este bilhete caiu. Meus irmãos o encontraram e tive que agüentar a maior gozação da minha vida! Todo mundo ficou sabendo, acho que ela inclusive, embora nunca tenha me falado disto. Eu tinha apenas oito anos de idade. Fiquei morrendo de vergonha e até me afastei dele, do Fiotin, também! Fiquei triste, como disse, pelo que ele me contou: sua irmã, Mazinha, formou se em enfermagem e trabalhava na Unicamp em Campinas. Estava bem, havia comprado um apartamento mas morava com uma amiga que não há deixou mudar-se. Só passava os finais de semana em sua casa. Um dia, banhando para ir a uma festa, na casa desta amiga, houve a fatalidade. O chuveiro era aquecido a gás e havia um vazamento desconhecido. Ela morreu asfixiada enquanto tomava banho. Quando viram que ela demorava demais foram até o banheiro e a encontraram caída. Ainda deu entrada com vida no hospital mas não conseguiram reabilita- la! Faleceu com 37 anos de idade ainda solteira.
Éh, o tempo é cruel! Uns amigos vão e outros vêm e assim a vida continua!
Ele ficou muito feliz em ter me encontrado e também me confessou que era fã de uma das minhas irmãs mas que também não teve coragem de revelar! Coisas da infância!
Papeamos ali por uma hora e tive que deixa-lo naquele banco da praça onde os amigos se encontram aqui no interior!
Assim a vida continua e vamos caminhando!
Boa semana pra todos!
terça-feira, 8 de junho de 2010
São Paulo continua sendo
São Paulo continua sendo a cidade de todos. A cidade da cultura, das baladas e aonde se pode mostrar aquilo que se faz de melhor nas artes neste Brasil todo!
Não foi diferente neste final de semana quando acolheu os meninos da banda Multus.
Primeira acolhida foi em casa. Dona Eliana, Mari e Ângelo receberam os meninos da banda e mais dois amigos com muita alegria e prazer! Quatro dias muita festa! Afinal a família estava reunida novamente, motivo de muita alegria para todos nós. Ela agendou a apresentação da Multus no Quintal Brasil, um lugar onde costumava tocar próximo à nossa casa, e eu passei em Araguari e Uberlândia e levei a galera.
Estávamos todos temerosos de o público não comparecer por ser feriado em Sampa. Pra nossa surpresa, apareceram até pessoas que não esperávamos e o bar lotou. Público do Mina das Minas, da Multus e, particularmente, do Lucas. Seus colegas de escola e a parentada também. Foi muito bom! A banda, mostrando maturidade, deu um show para deixar muito marmanjo babando! Houve momentos de grande emoção em que, Eliana e eu, não conseguimos segurar algumas lágrimas. Ver nosso "Texugo" ali cantando com aquela firmeza foi muito bom! Depois ainda pudemos dar aquela canja: Márcio, Galba e eu. Só faltou o compadre Wellington que estava pra Guarda Mor. Matamos um pouco a saudade de tocar juntos!
No domingo fizemos aquele churras para não perder o costume, regado com bons vinhos para variar!
Terminado o feriado, estamos aqui de volta ao meu quarto de hotel ouvindo o sino da igreja da matriz a badalar.
Ainda bem que a vida continua!
Boa semana para todos!
Não foi diferente neste final de semana quando acolheu os meninos da banda Multus.
Primeira acolhida foi em casa. Dona Eliana, Mari e Ângelo receberam os meninos da banda e mais dois amigos com muita alegria e prazer! Quatro dias muita festa! Afinal a família estava reunida novamente, motivo de muita alegria para todos nós. Ela agendou a apresentação da Multus no Quintal Brasil, um lugar onde costumava tocar próximo à nossa casa, e eu passei em Araguari e Uberlândia e levei a galera.
Estávamos todos temerosos de o público não comparecer por ser feriado em Sampa. Pra nossa surpresa, apareceram até pessoas que não esperávamos e o bar lotou. Público do Mina das Minas, da Multus e, particularmente, do Lucas. Seus colegas de escola e a parentada também. Foi muito bom! A banda, mostrando maturidade, deu um show para deixar muito marmanjo babando! Houve momentos de grande emoção em que, Eliana e eu, não conseguimos segurar algumas lágrimas. Ver nosso "Texugo" ali cantando com aquela firmeza foi muito bom! Depois ainda pudemos dar aquela canja: Márcio, Galba e eu. Só faltou o compadre Wellington que estava pra Guarda Mor. Matamos um pouco a saudade de tocar juntos!
No domingo fizemos aquele churras para não perder o costume, regado com bons vinhos para variar!
Terminado o feriado, estamos aqui de volta ao meu quarto de hotel ouvindo o sino da igreja da matriz a badalar.
Ainda bem que a vida continua!
Boa semana para todos!
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Festival de Paracatu
Este final de semana Paracatu viveu uma verdadeira festa da música!
O largo da jaqueira, local bucólico no centro histórico aqui da cidade, ficou pequeno para o público que prestigiou o primeiro festival de música da TVP, nossa TV local. A princípio deveria ser um festival de música sertaneja, motivo pelo qual me recusei a fazer inscrição para concorrer. Nada contra a música sertaneja verdadeira, mas pensei que ia rolar só o chamado "sertanejo universitário", gênero que não gosto! e pensei: perder para os da "fivela" iria me deixar muito mal!
Mas não tive como fugir: convidado para fazer parte do juri, aceitei e, para minha surpresa, rolou umas músicas até interessantes, tive mais tranquilidade para julgar os concorrentes, não sofrí tanto!Não vou mencionar os vencedores pois ganhamos todos com este evento que deixou os Paracatuanos orgulhosos. Alguns já estão chamando a cidade de "Atenas mineira"! Aproveito a oportunidade para parabenizar a TVP pelo evento e aos colegas que tem se esforçado para transformar Paracatu num polo de cultura. Contem sempre comigo!Este é só o início! Muita coisa boa vem por aí!
Banda Multus em Sampa
Aos colegas de Sampa, neste próximo sábado tem a banda "Multus" no Quintal Brasil em Santana. Banda do meu filho Lucas e dos meninos do "Trem das Gerais". Estão fazendo um som muito legal e vão estrear em São Paulo. Estarei lá canjeando com eles, quem puder apareça.
O quintal Brasil fica na rua Dr César paralela à Av. Bras Leme.
Grande abraço e boa semana a todos!
O largo da jaqueira, local bucólico no centro histórico aqui da cidade, ficou pequeno para o público que prestigiou o primeiro festival de música da TVP, nossa TV local. A princípio deveria ser um festival de música sertaneja, motivo pelo qual me recusei a fazer inscrição para concorrer. Nada contra a música sertaneja verdadeira, mas pensei que ia rolar só o chamado "sertanejo universitário", gênero que não gosto! e pensei: perder para os da "fivela" iria me deixar muito mal!
Mas não tive como fugir: convidado para fazer parte do juri, aceitei e, para minha surpresa, rolou umas músicas até interessantes, tive mais tranquilidade para julgar os concorrentes, não sofrí tanto!Não vou mencionar os vencedores pois ganhamos todos com este evento que deixou os Paracatuanos orgulhosos. Alguns já estão chamando a cidade de "Atenas mineira"! Aproveito a oportunidade para parabenizar a TVP pelo evento e aos colegas que tem se esforçado para transformar Paracatu num polo de cultura. Contem sempre comigo!Este é só o início! Muita coisa boa vem por aí!
Banda Multus em Sampa
Aos colegas de Sampa, neste próximo sábado tem a banda "Multus" no Quintal Brasil em Santana. Banda do meu filho Lucas e dos meninos do "Trem das Gerais". Estão fazendo um som muito legal e vão estrear em São Paulo. Estarei lá canjeando com eles, quem puder apareça.
O quintal Brasil fica na rua Dr César paralela à Av. Bras Leme.
Grande abraço e boa semana a todos!
segunda-feira, 24 de maio de 2010
DVD Noite e viola de Luiz Salgado

Conheci Luiz Salgado no festival de Rio Claro/SP no início deste século. Eu estava lá com o grupo “Terramérica” defendendo a minha música “Dom Quixote internauta” com aquele excelente grupo.
Acabamos ganhando o festival mas, o que ganhei naquela noite foi muito maior que o troféu de campeão, foi a amizade deste cantador do cerrado!
Ele defendia a música “Rio”, de sua autoria, com uma moçada muito competente: Evaldo (viola), Pacis Jr (bateria), Alonso (flauta) e ele num “violãozin fiote” que ele tem.
Fiquei fascinado com eles! A identificação foi na hora: me vi ali representado por aquele “Patureba” que trazia as tradições mineiras com uma segurança invejável para um garoto da sua idade. Que originalidade! Pensei! Ele ainda era um garoto, como pode gostar de música regional assim? Ali era nós, era Minas Gerais! Não me lembro que classificação eles pegaram, mas isso também não importa.
Quando ele dançou, os mesmos passos de Lundu que dança em frente a uma casa antiga no DVD, me ganhou na hora! E a simpatia então? Saímos dali e fomos para um barzinho onde conversamos bastante até de madrugada, o que fez crescer ainda mais meu fascínio pelo Salgadin. Depois nos encontramos novamente em Viçosa/MG e ele se encostou em mim quando anunciavam a premiação e disse: “vou me encostar no Pedrin para aprender a ganhar festival”. Não deu outra: fomos vencedores de novo com a mesma Dom Quixote. A partir dali ele passou a ser, além de um dos meus melhores amigos, meu amuleto da sorte! Desde então, sempre que podemos estamos fazendo cantoria juntos.
Agora está aí seu DVD “Noite e viola”. Demorou mais que a gestação do Antônio, seu filho, mas finalmente foi parido! Assisti chorando de emoção. Coisa linda! Chorei pela canções, pela história de sua vida sofrida como artista, quase sempre sem grana mas nunca sem o sorriso e a simpatia que são suas marcas inconfundíveis! Me emocionei por vê-lo tocando ali com a família: Lilian Fulô e Antônio na barriga sua, dela! Fiquei feliz por ver ali a materialização de um sonho, de um trabalho digno com uma maturidade que só o os grandes artistas conseguem ter. Noite viola mostra só parte de sua história. Quem tiver a oportunidade de conhecer o Luiz vai ver e sentir que ele é ainda bem maior do que o que ali está. É amigo de todos! Humano a ponto de não matar uma formiga que sobe em sua cama. Pega-a com o maior cuidado e coloca numa planta do terreiro. Eu mesmo presenciei muito dessas suas cenas!
Nesta gravação conseguiu reunir um time invejável de músicos capitaneados por ele e dirigidos pelo excelente Xande Tannus. A percussão de Alex Mororó, Dedé e Lilian Fulô, deram um sabor muito especial ao molho pardo das músicas do Luiz. A sanfona do Cris deu uma universalização ao trabalho. A conversa do violão do Xande com a viola do Salgado parece e é mais do que dois amigos trocando uns dedos de prosa. O baixo acústico baby do Gringo valorizou muito o trabalho dando o chão que as canções pediam para florescer. A produção executiva foi do Pacis Jr., o mesmo que conheci com ele no festival de Rio Claro. Trabalharam bem demais da conta! Tem cenas maravilhosas como as de um gatinho espreguiçando e a cachorra do Luiz cochilando. Parece coisa de gente à toa pegar umas cenas destas mas fizeram a diferença e mostraram ainda mais a sensibilidade do Luiz amante dos humanos, dos gatos e cachorros. A sonoridade está excelente e no final, além de homenagear Pena Branca, ainda destaca o Antônio que agora está com mais de dois anos. Demorou mas valeu a pena parceiro!
Parabéns a vocês todos pelo trabalho maravilhoso!
Que seja só o começo de uma carreira que promete muito e que já está acontecendo!
Quem tomar conhecimento deste DVD não deixe de adquiri-lo. Aos que quiserem encomendar, podem me escrever que terei o maior prazer de fazer com que esta preciosidade chegue às mãos de vocês!
Como diz o Salgadin: inté!
UM AMOR ANIMAL
Sinval me contou uma história muito bonita neste final de semana. Sinval é meu cunhado e a história é daqui da roça: o amor de um cavalo por um bezerro recém nascido. Vou contar pra vocês o que ele me disse. Sei que quem conta um conto aumenta um ponto. Como não vi a cena, vou descrever o que ouvi e imaginei!
Segundo ele, eu quase perdi um bezerro. Uma vaca minha estava mojando, prestes a parir, e seu filho ultimo, já crescido, vivia atrás dela querendo sugar o leite que ela estava preparando para receber o novo bezerrin. Isso eu mesmo presenciei várias vezes no curral.
Aí ela faltou, ficou dois dias sem aparecer. Campearam e não acharam pelo fato de os pastos estarem muito sujos.
Ela apareceu então na porta no final do terceiro dia com o bezerro velho. Ele achou as tetas dela bem murchas e imaginou que o bezerrão tinha finalmente conseguido roubar o leite. Não observou que ela havia parido. No dia seguinte ele foi arrumar uma cerca lá pelos lados das “piteiras” e ouviu os cachorros latindo muito. Foi até lá conferir e viu o cavalo “ferradura” bravo como nunca com os cachorros. Não deixavam eles se aproximarem de forma alguma. Sinval achou estranho e tentou chegar mais perto mas o ferradura correu com ele também. Estranhou, “esse cavalin é o mais manso daqui da roça, nunca enfrentou ninguém, deve ter alguma coisa errada”! pegou um pau e se aproximou do ferradura, foi quando viu o bezerro novo numa moita de capim. Que surpresa, aí ligou os fatos. “Aquela vaca do Pedro pariu e deixou o bezerro aqui. Trocou o novo pelo velho e foi embora. Esse cavalo ta tomando conta dele”. Com muito custo conseguiu tocar cavalo e bezerro para o curral. Disse que o cavalo investia mais que um touro e não queria de forma alguma se separar do bezerro. Teve que fechar os dois e, depois de muito trabalho, conseguiu tirar o ferradura do curral. Saiu mas ficou de fora bravo como uma mãe que tem o filho tirado dos braços.
Agora a mãe reconheceu o filho mais novo e o está amamentando normalmente. O bezerro velho foi devidamente apartado e vive berrando de ciúmes!
O Ferradura está desaparecido desde então. Deve estar chorando pelos pastos!!
Éh, já ouvi de tudo nesta vida! Esta é nova pra mim e pra vocês também, com certeza! Não é ficção não! Se for, não é de minha autoria.
Essa foi mesmo a história de um amor animal!
Agora vou dormir ouvindo o barulho da água a cair
Pensando na companheira distante e nas coisas que ainda não fiz!
Abraços
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Viajando com a música

Neste final de semana, sexta feira, tive o prazer de assistir a um show da banda “Multus” em Araguari.
Fiquei surpreso com o que vi: bar legal e casa cheia para assistir aos “apóstolos” Lucas, Pedro e João. De brinde ainda tinha o Diogo no baixo. A molecada mandou muito bem apesar de o som não ter ajudado muito. O Lucão, meu “texugo” ta com uma segurança invejável no vocal e no violão base.
João Paulo é um porto seguro na batera. Pedro Figueiredo é um caso a parte. Toca muito! Agora usando guitarra então, ta feliz da vida! Instrumento mais condizente com a pouca idade dele.
Ele tocando viola ainda é meu favorito, mas na guitarra coloca qualquer titã do rock no bolso!
O Diego também manda muito bem no baixo.
Fiquei feliz em ver a galera já cantando as músicas inéditas da Multus. Os meninos vão dar o que falar!
Anotem: Banda Multus. Você ainda vai ouvir falar muito nesta banda.
Quem quiser ouví-los procure por "Multus" na internet que vão achar alguns vídeos.
Encontro de violeiros
No sábado me apresentei como convidado no sétimo encontro de violeiros de Uberlândia. Festa linda lá na quadra do SESC local!
Pena ter tocado só duas músicas. O público ouviu atento minhas canções “Joana” e “Cantadores do cerrado”. Deu vontade de tocar mais, mas, como tinha muitos violeiros, tive que me conter!
Ouvi vários comentários bacanas sobre a minha apresentação solo (a maioria era dupla). Encarei só, com minha viola, a platéia e fiquei feliz por ter sido convidado. Obrigado Tarcisio Mano Véi pelo convite nesta bela homenagem ao Pena Branca.
Lá, conheci a uma figura lendária de Vazante, o Sr.,todo poderoso, Antonio João. Contou me uma história bonita sobre ele e minha família: Disse me que, quando garoto, era engraxate. Um dia, convenceu meu pai para engraxar a sua botina. Quando dava o lustre na bota do fazendeiro, este perguntou lhe o nome e lhe disse que ele era muito trabalhador e que um dia iria dar o seu nome a um filho dele. Passados alguns anos, minha mãe ganhou o meu irmão que recebeu o nome do Antônio João. O mesmo nome do ilustre engraxate que hoje é um dos homens mais poderosos do noroeste mineiro. Verdade ou não, gostei da história e gostaria de deixá-la aqui registrada.
Depois do encontro de violeiros, fui até o Vinil bar. O local onde costumo me apresentar em Uberlândia. Estava tendo o show do Luz Di Lá. Músico bem conhecido e conceituado de Uberlândia que hoje mora em São José do Rio Preto. Conhecia o de nome apenas. Resolvi conferir o seu trabalho ao vivo e acabei me no palco com ele já que tinha levado minha viola.
Momento bonito que só a música costuma nos dar! Obrigado Sérgio pelo espaço decente que você mantém em Uberlândia e que nos mantém vivos com este seu palco mágico apesar de todos os modismos contra.
Valeu Luiz. Outro Luiz que entra na minha estrada! Seja bem vindo e muito sucesso pra você!
Foi esta a minha viajem com a música neste final de semana!
Abraços a todos.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Vida de viajante
O projeto cultural "Vida de viajante" que apresentamos uma vez por mês aqui em Paracatu está cada vez melhor!
Nesta ultima edição recebemos os parceiros do grupo "Trem das Gerais" de Araguari.
Começaram mostrando músicas mais culturais, para ouvir, e terminamos colocando o público para dançar. Digo terminamos porquê acabei entrando na banda e fazendo baixo pra eles. Tava morrendo de vontade de tocar meu baixolão e como o baixista deles não veio, tive o prazer de dar esta contribuição.
Abri o show tocando músicas que gosto e algumas minhas também e, depois de deixá-los tocar por uma meia hora, fui convidado ao palco e só paramos depois de duas horas de show. Valeu galera que compareceu! A imprensa local também tem dado muita força!
Com isso o projeto está crescendo e a cidade começando a participar pra valer de um lance um pouco mais cultural.
Depois do show fizemos aquela confraternização na casa do João Alves e só saimos de lá quando o sol tinha aparecido!
Festa do Chapéu
Na noite de sábado tive o prazer de tocar no Jóquei Clube local na segunda festa do chapéu. Festa bonita organizada pelo jornal "O Lábaro" a quem parabenizo pela iniciativa e agradeço pelo convite.
No domingo, dia das mães, não quis ficar só: acordei cedo aqui no hotel e fui direto pra roça pra dormir lá mais tranquilo.
Para minha surpresa havia um almoço na comunidade da corda organizado por Wanderlei, meu irmão, e Dirce, sua companheira. Foi muito bom! sai da solidão e almocei bastante. Depois foi só dormir a tarde toda para recuperar as energias.
Agora estamos pronto pra outras...
Boa semana a todos
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Tirando leite
Depois de alguns anos que não fazia isto, me atrevi a tirar leite aqui na roça ontem. Estava só e resolvi salvar o prejuízo do meu irmão que faz este trabalho. Ele, ficou na festa da Lapa em Vazante e só chegou no final da tarde.
Levantei, coloquei calça, chapéu e botinas, coei o café, moído na hora no velho moinho da cozinha, tomei, acendi um pito e fui fechar as vacas.
Isto depois de pensar bastante se deveria me atrever a tirar o leite ou se juntava os bezerros colocando todos pra mamar à vontade! Pensava: será que ainda sei fazer isto? Já fui bom nisto, mas faz tanto tempo!
Minhas unhas de violeiro? Não posso corta-las, tenho show semana que vem!
Mas vai machucar as tetas das vacas e elas vão achar ruim comigo!
Decidi arriscar. A primeira foi tudo bem. Tirada mole e com boas tetas. Tirei uns cinco litros. Parti pra segunda. As pernas começaram a doer por ficar agachado muito tempo na mesma posição. Fiquei firme e consegui tirar mais uns quatro. Na seguinte é que a coisa pegou de vez. Vaca gir de tirada dura e tetas finas. Eu abarcava a teta dela de forma que minhas unhas pegavam na palma da minha direita pra não machucar a teta dela. Aos poucos fui sentido os calos e começou a sangrar. Depois de uns 20 minutos debaixo dela, o bezerro ficou impaciente e começou a puxar a perna da mãe sem parar. Pra não machucar mais minha mão, optei por cravar as unhas nas tetas dela que é mais resistente e ela não tem show marcado. Pra que: assim que ela sentiu, ameaçou andar mesmo peada, e deu com o pé no balde, literalmente. Tentei levantar rápido mas minhas pernas tinham dormido.
Acabei deitado de costas no esterco com todo o conteúdo do balde virado nas minhas pernas. Por pouco a vaca não pisa em mim. Fiquei uns cinco minutos pra sentir minhas pernas novamente e me levantar.
Chorei um pouco o leite derramado e decidi parar antes que tragédia maior acontecesse.
Juntei a bezerrada pra mamar e foi aquela festa, pra eles.
Eu estou aqui com a palma da mão machucada e com as pernas doloridas. Sem contar os braços que estão bobos também até agora com o esforço repentino.
Éh, cada macaco no seu galho.
Vamos tocar viola que é menos complicado. Exige menos esforço físico!
Nesta sexta tem “Trem das Gerais” e eu no show do “Vida de viajante” e no sábado a festa do chapéu no jóquei.
Quem estiver por aqui, Paracatu, apareça para me ver usando chapéu, embora indignamente pois nem vaqueiro mais eu sou!
Boa semana a todos!
FESTA DA LAPA E FESTIVAL
Festa de Nossa Senhora da Lapa. Estive lá e não estive!
Explico: fui à festa e não vi festa. Ou não estava pra festa?
Fui no sábado, fiquei menos de duas horas e voltei sem graça.
Conclui: onde não se encontra um amigo, não há festa!
E naquele dia, infelizmente, não encontrei nenhum amigo!
Vi muitos romeiros indo à pé pela estrada. Fiquei pensando na fé!
Onde estará a minha? Será que ainda caminha comigo, adormecida?
Igual à daquele povo não é mais, com certeza! É muito sacrifício para pagarem promessas por alguma graça alcançada! Admiro este povo brasileiro humilde e cheio de fé!
Toquei lá na quinta disputando o festival com o Lucas.
Levamos chumbo: fiquei em terceiro e ele em quarto e só tinham duas vagas.
Mas foi bonito ver o fã clube que ele já tem por lá. Garotas segurando cartazes escrito “Lucas, te amo” e gritando em frente ao palco. E ele me disse: “pai, conheci todos pela internet” ! é, os tempos mudaram e nesse caso, para melhor!
Fiquei orgulhoso de ver o filhão mandando bem! Mandou melhor ainda como ser humano, dando atenção para aquela galera. Amigo de todos: homens, mulheres e sendo simpático sempre com todos! Esse foi o melhor que vi no festival! Além da sua performance, é claro. Mandou bem “texugo”, sua estrada promete!
Abraços
Levantei, coloquei calça, chapéu e botinas, coei o café, moído na hora no velho moinho da cozinha, tomei, acendi um pito e fui fechar as vacas.
Isto depois de pensar bastante se deveria me atrever a tirar o leite ou se juntava os bezerros colocando todos pra mamar à vontade! Pensava: será que ainda sei fazer isto? Já fui bom nisto, mas faz tanto tempo!
Minhas unhas de violeiro? Não posso corta-las, tenho show semana que vem!
Mas vai machucar as tetas das vacas e elas vão achar ruim comigo!
Decidi arriscar. A primeira foi tudo bem. Tirada mole e com boas tetas. Tirei uns cinco litros. Parti pra segunda. As pernas começaram a doer por ficar agachado muito tempo na mesma posição. Fiquei firme e consegui tirar mais uns quatro. Na seguinte é que a coisa pegou de vez. Vaca gir de tirada dura e tetas finas. Eu abarcava a teta dela de forma que minhas unhas pegavam na palma da minha direita pra não machucar a teta dela. Aos poucos fui sentido os calos e começou a sangrar. Depois de uns 20 minutos debaixo dela, o bezerro ficou impaciente e começou a puxar a perna da mãe sem parar. Pra não machucar mais minha mão, optei por cravar as unhas nas tetas dela que é mais resistente e ela não tem show marcado. Pra que: assim que ela sentiu, ameaçou andar mesmo peada, e deu com o pé no balde, literalmente. Tentei levantar rápido mas minhas pernas tinham dormido.
Acabei deitado de costas no esterco com todo o conteúdo do balde virado nas minhas pernas. Por pouco a vaca não pisa em mim. Fiquei uns cinco minutos pra sentir minhas pernas novamente e me levantar.
Chorei um pouco o leite derramado e decidi parar antes que tragédia maior acontecesse.
Juntei a bezerrada pra mamar e foi aquela festa, pra eles.
Eu estou aqui com a palma da mão machucada e com as pernas doloridas. Sem contar os braços que estão bobos também até agora com o esforço repentino.
Éh, cada macaco no seu galho.
Vamos tocar viola que é menos complicado. Exige menos esforço físico!
Nesta sexta tem “Trem das Gerais” e eu no show do “Vida de viajante” e no sábado a festa do chapéu no jóquei.
Quem estiver por aqui, Paracatu, apareça para me ver usando chapéu, embora indignamente pois nem vaqueiro mais eu sou!
Boa semana a todos!
FESTA DA LAPA E FESTIVAL
Festa de Nossa Senhora da Lapa. Estive lá e não estive!
Explico: fui à festa e não vi festa. Ou não estava pra festa?
Fui no sábado, fiquei menos de duas horas e voltei sem graça.
Conclui: onde não se encontra um amigo, não há festa!
E naquele dia, infelizmente, não encontrei nenhum amigo!
Vi muitos romeiros indo à pé pela estrada. Fiquei pensando na fé!
Onde estará a minha? Será que ainda caminha comigo, adormecida?
Igual à daquele povo não é mais, com certeza! É muito sacrifício para pagarem promessas por alguma graça alcançada! Admiro este povo brasileiro humilde e cheio de fé!
Toquei lá na quinta disputando o festival com o Lucas.
Levamos chumbo: fiquei em terceiro e ele em quarto e só tinham duas vagas.
Mas foi bonito ver o fã clube que ele já tem por lá. Garotas segurando cartazes escrito “Lucas, te amo” e gritando em frente ao palco. E ele me disse: “pai, conheci todos pela internet” ! é, os tempos mudaram e nesse caso, para melhor!
Fiquei orgulhoso de ver o filhão mandando bem! Mandou melhor ainda como ser humano, dando atenção para aquela galera. Amigo de todos: homens, mulheres e sendo simpático sempre com todos! Esse foi o melhor que vi no festival! Além da sua performance, é claro. Mandou bem “texugo”, sua estrada promete!
Abraços
terça-feira, 27 de abril de 2010
Vida de viajante
O show do Trem das Gerais e Pedro Antonio foi adiado para o dia 07/05
Na sede do sindicato rural de Paracatu.
Na sede do sindicato rural de Paracatu.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Estou aprendendo a só ser
“O problema da solidão não consiste em saber como solucioná-la, mas como conservá-la”.
“A solidão é o silêncio que a gente faz dentro de si mesmo, em qualquer ambiente, seja barulhento ou não” Mário Quintana
Já falei várias vezes sobre este meu fascínio pela solidão. Hoje descobri mais este aliado: Mário Quintana. Acabei de ler “para viver com poesia” em que ele nos dá várias lições de como não perder o olhar de criança e continuar aberto para a poesia e para as coisas simples da vida. São aforismos geniais que vocês devem ler!
Depois de alguns dias longe da “roça”, tirei este final de semana para curtir a preguiça na solidão desse lugar e ler um pouco. Estava com saudades de um bom livro!
Para a preguiça, Quintana também escreveu uma ótima:
“A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda”.
Muito bom não é?
Estive em Sampa revendo a família e mixando o disco que está quase pronto. Falta pouco!
Lá tive mais uma surpresa boa: o Ângelo, nosso filho do meio, tomou gosto pelo violão também.
Ta tocando com muita facilidade! Ele e a Mari fizeram uma cantoria pra mim muito legal!
Ela é muito afinada! Deu gosto ouvi-los cantar!
O Lucas está mandando ver lá no Triângulo cantando com a banda Multus composta com os filhos dos compadres Adolfo e Vânia. Estão ficando conhecidos rapidamente como a banda dos “apóstolos”: Lucas, João e Pedro. Esse apelido foi Luiz Salgado quem deu.
Quem quiser conhecer a banda basta buscar pelo nome no Google que vai encontrar vários vídeos.
Embora ache legal este gosto deles pela música, isso me preocupa um pouco. Eu saí de casa na adolescência só pensando em ser músico, mas ela “bagunçou” um pouco minha vida, pela falta de estrutura financeira para ficar por conta. Cheguei a chutar o balde uma vez e viver plenamente de música, mas não me acostumei com as migalhas que pagam aos músicos que estão fora da mídia. Digo que bagunçou no sentido financeiro. Como não fui bem sucedido financeiramente com a música, tive que fazer outras coisas para sobreviver e cuidar da família. Nessa vida dupla ficava sempre dividido: Quando deixava a música para tentar crescer financeiramente, ela me buscava de volta. Quando caia de cabeça na música, meu lado financeiro ficava vulnerável. Foi sempre assim e acabei por não conseguir fazer nenhuma das duas coisas direito. O melhor é que continuo fazendo as duas! Ainda bem!
Confesso que a vida não teria nenhum sentido pra mim se não pudesse escrever e cantar o que penso!
Assim vou seguindo fazendo as duas coisas, tocando e ganhando pouca grana mas sobrevivendo dignamente!
Os meninos têm mais consciência que eu nesse quesito. Uma vez disse ao Lucas para estudar música e se dedicar com afinco que ele é muito talentoso! Ele me respondeu: “Pai, quero fazer algo maior, a música pra mim é só robe”. Fiquei feliz com a resposta e agora preocupado com a agenda dele que está crescendo fora da faculdade.
A vida é assim: cada um trilha seu caminho! Vá com fé meu filho!
Por falar nele, nesta quinta estará disputando comigo o festival de Vazante. Comigo como adversário e não me acompanhando. Cada um com uma música. Já pensaram nisso? Nunca o levei pra tocar comigo e agora vamos nos encontrar numa disputa saudável. Ele vai cantar “Além do Nariz” do parceiro Márcio Pereira e eu a minha velha “cantadores do cerrado”
Que vença a alegria deste momento!
Grande abraço a todos e uma ótima semana.
E viva a vida....
“A solidão é o silêncio que a gente faz dentro de si mesmo, em qualquer ambiente, seja barulhento ou não” Mário Quintana
Já falei várias vezes sobre este meu fascínio pela solidão. Hoje descobri mais este aliado: Mário Quintana. Acabei de ler “para viver com poesia” em que ele nos dá várias lições de como não perder o olhar de criança e continuar aberto para a poesia e para as coisas simples da vida. São aforismos geniais que vocês devem ler!
Depois de alguns dias longe da “roça”, tirei este final de semana para curtir a preguiça na solidão desse lugar e ler um pouco. Estava com saudades de um bom livro!
Para a preguiça, Quintana também escreveu uma ótima:
“A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda”.
Muito bom não é?
Estive em Sampa revendo a família e mixando o disco que está quase pronto. Falta pouco!
Lá tive mais uma surpresa boa: o Ângelo, nosso filho do meio, tomou gosto pelo violão também.
Ta tocando com muita facilidade! Ele e a Mari fizeram uma cantoria pra mim muito legal!
Ela é muito afinada! Deu gosto ouvi-los cantar!
O Lucas está mandando ver lá no Triângulo cantando com a banda Multus composta com os filhos dos compadres Adolfo e Vânia. Estão ficando conhecidos rapidamente como a banda dos “apóstolos”: Lucas, João e Pedro. Esse apelido foi Luiz Salgado quem deu.
Quem quiser conhecer a banda basta buscar pelo nome no Google que vai encontrar vários vídeos.
Embora ache legal este gosto deles pela música, isso me preocupa um pouco. Eu saí de casa na adolescência só pensando em ser músico, mas ela “bagunçou” um pouco minha vida, pela falta de estrutura financeira para ficar por conta. Cheguei a chutar o balde uma vez e viver plenamente de música, mas não me acostumei com as migalhas que pagam aos músicos que estão fora da mídia. Digo que bagunçou no sentido financeiro. Como não fui bem sucedido financeiramente com a música, tive que fazer outras coisas para sobreviver e cuidar da família. Nessa vida dupla ficava sempre dividido: Quando deixava a música para tentar crescer financeiramente, ela me buscava de volta. Quando caia de cabeça na música, meu lado financeiro ficava vulnerável. Foi sempre assim e acabei por não conseguir fazer nenhuma das duas coisas direito. O melhor é que continuo fazendo as duas! Ainda bem!
Confesso que a vida não teria nenhum sentido pra mim se não pudesse escrever e cantar o que penso!
Assim vou seguindo fazendo as duas coisas, tocando e ganhando pouca grana mas sobrevivendo dignamente!
Os meninos têm mais consciência que eu nesse quesito. Uma vez disse ao Lucas para estudar música e se dedicar com afinco que ele é muito talentoso! Ele me respondeu: “Pai, quero fazer algo maior, a música pra mim é só robe”. Fiquei feliz com a resposta e agora preocupado com a agenda dele que está crescendo fora da faculdade.
A vida é assim: cada um trilha seu caminho! Vá com fé meu filho!
Por falar nele, nesta quinta estará disputando comigo o festival de Vazante. Comigo como adversário e não me acompanhando. Cada um com uma música. Já pensaram nisso? Nunca o levei pra tocar comigo e agora vamos nos encontrar numa disputa saudável. Ele vai cantar “Além do Nariz” do parceiro Márcio Pereira e eu a minha velha “cantadores do cerrado”
Que vença a alegria deste momento!
Grande abraço a todos e uma ótima semana.
E viva a vida....
Vida de viajante
Queridos amigos(as), nesta sexta tem cantoria aqui em Paracatu no Sindicato rural dentro do projeto "Vida de viajante". Estaremos recebendo os amigos do "Trem das Gerais". Música regional da melhor qualidade.
É claro que estarei participando também.
Apareçam
Abraços
É claro que estarei participando também.
Apareçam
Abraços
quinta-feira, 22 de abril de 2010
As barrigudas
As barrigudas, árvores da família das paineiras, estão floridas!
Lindamente floridas! Não só as de Paracatu mas de todo o país!
Nesta ultima viajem a São Paulo, fui observando-as pela estrada. Há várias delas, felizmente! Aquele tom roseado predomina pelos campos! é a natureza em festa!
Aliás a natureza está sempre em festa: ora os ipês, ora as quaresmeiras e agora as barrigudas. Elas se parecem com mulheres grávidas! daí o nome!
Mulheres grávidas também estão sempre floridas e sempre lindas!
Por falar em paineiras, lembro me do tempo em que íamos juntar painas para encher travesseiros! Eta tempo bom! Todos os travesseiros da fazenda eram de paina.
Tinha uma certa alergia a elas, mas nada que desabonasse a serventia destas plumas para a nossa vida no campo. As painas das barrigudas são um pouco diferentes, talvez menos rentáveis pelo fato de o fruto ser menor. O bom mesmo de paina é o fruto da paineira tradicional do cerrado, cada um que abria era aquele monte de pluma.
Hoje se compra de tudo mas, quem diria, o travesseiro preferido hoje é o de pena de ganso! Há se tívessemos tido esta imaginação naquele tempo! não sobraria nenhuma ave destas! Ainda bem que já éramos ecológicos naquele época!
As paineiras estão floridas; a vida continua florida! Só nos resta recuperar aquele olhar de criança para perceber isso!
E viva a vida!
Lindamente floridas! Não só as de Paracatu mas de todo o país!
Nesta ultima viajem a São Paulo, fui observando-as pela estrada. Há várias delas, felizmente! Aquele tom roseado predomina pelos campos! é a natureza em festa!
Aliás a natureza está sempre em festa: ora os ipês, ora as quaresmeiras e agora as barrigudas. Elas se parecem com mulheres grávidas! daí o nome!
Mulheres grávidas também estão sempre floridas e sempre lindas!
Por falar em paineiras, lembro me do tempo em que íamos juntar painas para encher travesseiros! Eta tempo bom! Todos os travesseiros da fazenda eram de paina.
Tinha uma certa alergia a elas, mas nada que desabonasse a serventia destas plumas para a nossa vida no campo. As painas das barrigudas são um pouco diferentes, talvez menos rentáveis pelo fato de o fruto ser menor. O bom mesmo de paina é o fruto da paineira tradicional do cerrado, cada um que abria era aquele monte de pluma.
Hoje se compra de tudo mas, quem diria, o travesseiro preferido hoje é o de pena de ganso! Há se tívessemos tido esta imaginação naquele tempo! não sobraria nenhuma ave destas! Ainda bem que já éramos ecológicos naquele época!
As paineiras estão floridas; a vida continua florida! Só nos resta recuperar aquele olhar de criança para perceber isso!
E viva a vida!
segunda-feira, 12 de abril de 2010
O que não entendo
Não entendo porquê as pessoas gostam de viver aglomeradas!
Tá certo que o homem, desde os primórdios, procurou viver em sociedade.
Mas tá certo ficar todos num lugar só enquanto temos tanto espaço livre para ser habitado?
Vi a trajédia recente do Rio de Janeiro e fiquei muito chocado com as cenas de soterramento e morte! Mas precisam fazer casas em lugares tão vuneráveis?
Viajando semana passada de Sete Lagoas até Paracatu, aqui no sertão dos Gerais, vim observando o deserto enorme sem nenhuma casa a vista e pensando nisto.
Tanto lugar bom para se fazer uma casa, formar uma nova comunidade e, consequentemente nova cidade, por quê então que as pessoas gostam de ir pro Rio de Janeiro, São Paulo, BH,enquanto temos tantos lugares para serem habitados!
Vão em busca de estudo, trabalho, oportunidades? Tá certo, também já fiz isso mas será que não é hora de repensarmos os êxodos! Se o Governo incentivasse isso dando
subsidios e isenções fiscais para empresas produzirem no interior poderíamos mudar este cenário.
Aí o sertão iria ficar mais povoado e as cidades mais tranquilas espalhadas por este Brasilsão sem termos que andar tanto até chegar a alguma cidade.
O interior está cada vez melhor!
Venham ver!
Abraços e boa semana!
Tá certo que o homem, desde os primórdios, procurou viver em sociedade.
Mas tá certo ficar todos num lugar só enquanto temos tanto espaço livre para ser habitado?
Vi a trajédia recente do Rio de Janeiro e fiquei muito chocado com as cenas de soterramento e morte! Mas precisam fazer casas em lugares tão vuneráveis?
Viajando semana passada de Sete Lagoas até Paracatu, aqui no sertão dos Gerais, vim observando o deserto enorme sem nenhuma casa a vista e pensando nisto.
Tanto lugar bom para se fazer uma casa, formar uma nova comunidade e, consequentemente nova cidade, por quê então que as pessoas gostam de ir pro Rio de Janeiro, São Paulo, BH,enquanto temos tantos lugares para serem habitados!
Vão em busca de estudo, trabalho, oportunidades? Tá certo, também já fiz isso mas será que não é hora de repensarmos os êxodos! Se o Governo incentivasse isso dando
subsidios e isenções fiscais para empresas produzirem no interior poderíamos mudar este cenário.
Aí o sertão iria ficar mais povoado e as cidades mais tranquilas espalhadas por este Brasilsão sem termos que andar tanto até chegar a alguma cidade.
O interior está cada vez melhor!
Venham ver!
Abraços e boa semana!
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Combatendo meus medos
Hoje, pego de surpresa, fui convidado a tocar na recepção da "caravana do livro" cavalgada liderada pelo Neto de Oscar Nyemaier, que, percorrendo o caminho feito por Guimarães Rosa em 1953, a cavalo, passaram por aqui rumo a Brasilia, devendo chegar lá no aniversário daquela capital. Campanha bonita: viajam distruibuindo livros pras crianças...sairam do Rio de Janeiro.
Toquei e depois almocei com eles e as autoridades locais na casa da cultura.
Mais um medo superado: o de achar que nunca estou pronto pra subir no palco na hora que é preciso! Assim de surpresa e pela manhã é difícil, mas deu tudo certo e foi muito bom!
Outros medos:
Neste feriado do chocolate, antes da páscoa, fiz o meu retiro espiritual ficando só na fazenda.
Precisava ficar só mais um pouco. Aliás, não tenho feito outra coisa senão ficar só desde que saí de casa para trabalhar em Paracatu.
Não fiquem com dó! É que gosto mesmo da solidão! São momentos meus, em que me encontro um pouco! Vivo me procurando embora não saiba em que esquina me perdi.
Você também deveria experimentar ficar só! A agitação da cidade não nos dá muito esta chance, mas tente... Momentos de solidão são instantes preciosos em que nos conhecemos melhor! E, segundo choppenhauer, quando nos bastarmos sozinhos, aí então seremos felizes de verdade, já que nada nos faltará!
Cansado de viajar pra lá e pra cá, resolvi ir pra roça ficar quietinho um pouco. Foi muito bom! Pude refletir melhor sobre um monte de coisas e conviver com meus medos. Sempre fui um medroso! Costumo ter medo da própria sombra!
Mas aos poucos vou superando isto.
Haja vista o fato de eu ter dormido só na roça pela segunda vez e não ter temido isto. Foi até bom! Ver a tarde cair tristonhamente, os pássaros voltando pros ninhos e a noite chegando trazendo, para minha contemplação, sua plantação de estrelas.
Sempre fiquei com pena do meu irmão que mora lá só! Pena e inveja ao mesmo tempo. Um dos motivos da minha volta, foi lhe trazer um pouco de companhia e conforto, embora nunca lhe tenha perguntado se isto seria bom ou ruim pra ele.
Acho que ele nem saberia responder, acostumado que está com a solidão.Já se encontrou e me parece feliz assim! Pelo menos não reclama!
Desta vez, ele foi pra cidade e eu fiquei só: Tomei meu vinho no vagar das horas, toquei um pouco, ouvi as faixas do meu disco que está quase finalizado e fui dormir pensando na vida, na família e na carreira. A primeira reflexão me veio: Por que estou fazendo disco? Ainda sonho com o sucesso? Mas o que é o sucesso? Para mim é viajar, tocar, conhecer gente nova e fazer o que mais gosto! As pessoas dizem que me transformo no palco! Pena nunca ter saído de mim para me assistir, para me ouvir!
Mas se passo esta sensação, é porque me encontro na música que faço, faltando me encontrar na vida que levo!
Então é este o sucesso que quero! O disco será necessário como um cartão de visitas para abrir novas portas. Não almejo o sucesso de público, de grana, de glamour. Só quero agenda. Além de tudo, é uma maneira de registrar minhas músicas para que sejam imortalizadas! Que venha o primeiro de uma série!
Ambição isso? Talvez! Mas um pouco de ambição nos dá força pra viver! O homem sem objetivo é um objeto esquecido, dos indiretos!
Refleti sobre a necessidade e a dificuldade de parar de fumar; que vício difícil! Mas vou trabalhar pra isso! Nada pode ser mais forte que nós mesmos, exceto Deus!
Quero ter uma vida mais saudável, reencontrar meu olhar de criança para voltar a compor, coisa que não faço há um ano.
Por enquanto estou fascinado com a minha busca!
Pude pensar no quanto é bom ter um lugar assim para fugir do mundo exterior fazendo este mergulho em mim mesmo.
Outro teste que tive, foi este aí da foto. Flagramos uma jibóia amaciando uma franguinha para devorá-la. Sempre temi cobras! Não gosto de vê-las nem pela TV!
Mudo de canal quando aparece alguma! Esta aí nunca temi pelo fato de saber, desde criança, que a jibóia não ofende, não tem veneno, apenas enrosca sua presa e quebra lhe os ossos para depois engolir. Tranquilamente, fiz essas fotos dela e tentei salvar a penosa que já estava morta. A jibóia se afastou um pouco e virou pra mim soltando seus bufos característicos. Quando me afastei, ela voltou e engoliu a galinha com toda a calma necessária.
Pela primeira vez não quis matar uma serpente! Deixei que ela se banqueteasse tranquilamente! Espero que não entenda esta tolerância como permissão para devorar todas as galinhas do quintal. Também gosto! Se voltar, vamos mudar de postura.
Espero que vocês tenham tido uma feliz páscoa.
Tenham uma ótima semana!
segunda-feira, 29 de março de 2010
Vó Ana

Nesta sexta, dia 26, dona Ana finalmente partiu!
Foi desta para a melhor! Quero aqui deixar minha homenagem à matriarca dos Cordeiros.
Uma mulher que, embora vivesse sempre alegre, gostava de pedir para partir. Finalmente chegou o grande dia, para ela. Para nós, ficamos aqui e vamos sentir muitas saudades!
Conheci Dona Ana Cordeiro por volta de 1985 quando comecei a namorar Eliana, uma de suas netas. Impressionaram me seu bom humor e sua independência. Era muito forte e racional como os demais Cordeiros!
Mulher de fibra, destemida. Ficava sozinha a maior parte do tempo onde morava numa casinha geminada numa vila frente ao hospital mandaqui em São Paulo.
Isso já com setenta e poucos anos.
Eliana morou um tempo com ela. E eu, quando tinha folga na noitada de músico, ia pra lá às sextas feiras assistir à filmes e fazer companhia para as duas. Bons tempos aqueles! Gostava daquele programa! Tanto que acabei entrando de vez na família Cordeiro.
Vez em quando almoçava lá: carne moída com chuchu! Como ela adorava chuchu! dizia ser este o segredo de sua longevidade. Comia chuchu quase todos os dias cortados em grandes fatias em forma de salada.
Aos poucos me afeiçoei a ela e ela a mim. Dizia ser apaixonada por mim, que eu era um menino de ouro!
Quando voltamos de Portugal, moramos lá alguns meses. Sempre me tratou com muito carinho!
Gostava de bater papo com ela, saber das coisas do passado; de como era São Paulo nos anos 30 e outras passagens de sua vida.
Ficávamos longas horas conversando e ela me contando de como vivia naquele tempo. Chegara da roça com uns treze anos de idade. Passeava pelas ruas do bairro de Santana tocando o gado que dormia no meio da rua.
Adorava recordar estas passagens! Dos passeios de bonde me falava com muita saudade!
Nasceu e foi criada numa fazenda de café, se não me engano dos "Setúbal", no interior de São Paulo.
Contava que já panhara muito café quando criança, que trabalhara muito na infância!.
Quando a conheci, seu Zé, seu marido já havia partido. Ela vivia pedindo para ir também ficar junto dele. Falava que estava fazendo hora extra.
Mas Deus lhe deu mais uns vinte e cinco longos anos de vida.
Adorava me ver cantar e ao Galba também! Gostava muito da música de Gilson e Joran, aquela que diz: "ter uma casinha branca de varanda, um quintal e uma janela, só pra ver o sol nascer" Ela cantava: "só pra ver o meu amor". Cantava e ria! Às vezes chorava também de saudades dos bons tempos!
Adorava também as marchinhas de carnaval, sabia várias dela.
Me recordo com saudades de um carnaval que passamos num sitio em Mococa em que ela passou a noite inteira cantando comigo as marchas carnavalescas.Isso com 90 anos.
Um dia,num churrasco em casa, o pessoal pegava no meu pé que eu estava bebendo e fumando, então ela disse: "deixa o menino morrer vivendo"! Achei genial esta frase que acabou entrando numa letra minha "Ontem é hoje, amanhã já passou". Morrer vivendo no sentido de viver com alegria e fazendo o que se gosta. E é o que tenho tentado fazer desde então!
Vamos sentir muitas saudades de você vó! Partiu na véspera de completar 98 anos.
Vá com Deus e encontre seu Zé para voltar a ser feliz!
Nós vamos ficando por aqui que está muito bom também!
Show em Paracatu
Foi muito bom o show que fizemos em Paracatu nesta sexta dentro do projeto “Vida de viajante”! Finalmente mostrei meu trabalho para um número maior de Paracatuanos! Curti muito tocar e vamos colocar os pés na estrada!
Aviso do próximo show logo, logo.]
Abraços
segunda-feira, 22 de março de 2010
Como é bom poder tocar!
http://www.youtube.com/watch?v=53w2fLdCE2c&feature=channel
O show no Vinil em Uberlândia foi bom demais da conta!
Quem não foi, perdeu!
Claudio Lacerda e sua banda, Luiz Salgado e Lilian Fulô, um show à parte e ainda a minha modesta apresentação! Lógico que, em alguns momentos, subimos todos ao palco e foi aquela festa de sempre!
Lucas Antônio também compareceu e encantou a todos com sua segurança vocal!
Esse moleque vai longe!
Obrigado aos que compareceram. Foi muito bom mesmo!
Curti bastante tocar com esses amigos maravilhosos.
Agora na próxima sexta me apresentarei aqui em Paracatu dentro do projeto cultural “vida de viajante“
Onde apresentarei algumas canções novas do meu disco que está saindo e algumas conhecidas para o público cantar junto. Quem puder, apareça!
Grande abraço ao parceiro Marcio Pereira que completa anos hoje e muita música sempre pra ele!
Fui
O show no Vinil em Uberlândia foi bom demais da conta!
Quem não foi, perdeu!
Claudio Lacerda e sua banda, Luiz Salgado e Lilian Fulô, um show à parte e ainda a minha modesta apresentação! Lógico que, em alguns momentos, subimos todos ao palco e foi aquela festa de sempre!
Lucas Antônio também compareceu e encantou a todos com sua segurança vocal!
Esse moleque vai longe!
Obrigado aos que compareceram. Foi muito bom mesmo!
Curti bastante tocar com esses amigos maravilhosos.
Agora na próxima sexta me apresentarei aqui em Paracatu dentro do projeto cultural “vida de viajante“
Onde apresentarei algumas canções novas do meu disco que está saindo e algumas conhecidas para o público cantar junto. Quem puder, apareça!
Grande abraço ao parceiro Marcio Pereira que completa anos hoje e muita música sempre pra ele!
Fui
terça-feira, 16 de março de 2010
Oh nois aqui traveis...

Acabei de chegar de Sampa onde fui passar meu aniversário, fazer alguns exames médicos e trabalhar a finalização do meu, do nosso disco.
Dias de muito trabalho e muita curtição com os amigos e família!
No estúdio, recebi o grande cantador Claudio Lacerda que dividiu comigo uma das faixas do disco cantando lindamente como sempre!
Num final de noite, após as gravações, tomei um vinho com o meu produtor Luiz Waack e batemos um longo e bom papo!
Sampa continua fascinante, apesar das adversidades! A noite é invejável!
Assisti a um show do parceiro Zé Alexandre e revi velhos amigos!
Fiquei triste pelos assassinatos do cartunista Glauco e seu filho! Que coisa horrível!!
O ser humano é muito desumano!!
Sobre datas de aniversário, fiz umas reflexão esses dias a respeito:
Quando tive problemas coronarianos, pedi a Deus que não me levasse ainda, que desse me pelo menos mais uns dez anos. Era para ver as crianças crescerem! Me arrependi por ter pedido tão pouco!
É que nunca quis muito de nada! mas, agora que está vencendo meu prazo, o que lhe pedi, fico todas as noites tentando negociar com ele uma prorrogação! Desta vez estou pedindo muito: pelo menos mais uns cinqüenta, com saúde, é claro!
Espero que ele atenda minhas preces,pois tenho muitos projetos pela frente!
Aqui, de volta ao meu quarto de hotel, em Paracatu, me sinto um pouco refém do mosquito da dengue.
Eta bichinho danado ! Já vitimou vários conhecidos aqui. Os hospitais estão lotados!
E o pior é que não vejo um combate efetivo ao Aedes por parte das autoridades locais!
Ligo o ventilador e fico olhando pelas paredes se não há algum. Será quantas picadas temos que tomar para ficar enfermos? Uma só é suficiente? Planejo comprar repelente e acabo me esquecendo.
Me sinto indefeso como uma mariposa prestes a cair na boca de um sapo!
Só me resta torcer para que esta epidemia passe logo sem mais vítimas!
Na estrada, vindo de São Paulo, fiquei triste com o que vi: próximo a Monte Carmelo havia um lobo guará recém assassinado por algum carro! Pensei em parar para fotografá-lo mas desisti logo por preferir fazer isso de um bem vivo!
De lá até Paracatu, contei uns cinco animais mortos na estrada... Que pena!
Vi, além do lobo, um tamanduá, uma raposa,, um quati, um tatu e um outro que não soube identificar.
Fico pensando, como é frágil a vida!
Por isso o melhor é morrer vivendo....
Abraços a todos..
segunda-feira, 1 de março de 2010
Considerações
Até que em fim....
Hoje finalmente choveu em Paracatu!
Aquele calor infernal que vinha fazendo nos últimos dias cedeu espaço para um clima gostoso que me lembrou muito Sampa. Até garoou hoje durante o dia! Quem diria!
É por isso que devemos manter a esperança sempre! : tudo pode acontecer!
Sinto muita saudade do friozinho de São Paulo! Dos encontros com os amigos regados a muita música e vinho! Aqui estou sendo obrigado a colocar o vinho na geladeira antes para pegar um clima!
O calor é escaldante sempre e, como não bebo outra coisa, sou obrigado a fazer esta heresia!
Aniversário de Guarda Mor
Hoje é o aniversário de Guarda Mor, minha outra querida cidade aqui vizinha de Paracatu.
47 anos! Meu pai foi um dos fundadores desta cidade! O primeiro presidente da Câmara Municipal.
Há dois anos ganhou uma placa com seu nome no plenário daquela casa. Estivemos na inauguração de sua nova sede que ficou muito bonita! Momento emocionante que ficou registrado para sempre na minha memória e na de minha família. É verdade que a cidade cresceu bastante desde sua emancipação mas continua padecendo de valores culturais! Uma pena! Mas uma hora você chega lá!
Para esta “simplescidade mineira” escrevi a música “Um lugar” que está no segundo disco do “Mina das Minas”, gravada com a participação especial do grande ZG (Zé Geraldo). Nem por isso recebi convite para a festa.! Mesmo assim parabéns Guarda Mor e sua gente! Vocês estarão para sempre em meu coração!
Um apaixonado por livros
Fiquei triste neste final de semana com a morte de José Mindlin!
O homem que tinha uma paixão por livros. Que paixão legal heim? Começou a colecioná-los aos treze anos de idade e chegou aos noventa e cinco com quarenta e cinco mil títulos que foram doados para a Universidade de São Paulo. Serão digitalizados para o acesso ao público em geral. Será que ele leu todos eles?
Queria ter tido uma paixão destas! Sei que o segredo está nos livros mas continua muito difícil obtê-los!
Mais difícil ainda tempo para lê-los! Mas que é uma viagem maravilhosa, uma boa leitura, disso ninguém duvida! Ele disse: "Os livros são muito ciumentos"
Obrigado Imortal Mindlin pelos livros e pelo bom exemplo!
Boa semana a todos..
Hoje finalmente choveu em Paracatu!
Aquele calor infernal que vinha fazendo nos últimos dias cedeu espaço para um clima gostoso que me lembrou muito Sampa. Até garoou hoje durante o dia! Quem diria!
É por isso que devemos manter a esperança sempre! : tudo pode acontecer!
Sinto muita saudade do friozinho de São Paulo! Dos encontros com os amigos regados a muita música e vinho! Aqui estou sendo obrigado a colocar o vinho na geladeira antes para pegar um clima!
O calor é escaldante sempre e, como não bebo outra coisa, sou obrigado a fazer esta heresia!
Aniversário de Guarda Mor
Hoje é o aniversário de Guarda Mor, minha outra querida cidade aqui vizinha de Paracatu.
47 anos! Meu pai foi um dos fundadores desta cidade! O primeiro presidente da Câmara Municipal.
Há dois anos ganhou uma placa com seu nome no plenário daquela casa. Estivemos na inauguração de sua nova sede que ficou muito bonita! Momento emocionante que ficou registrado para sempre na minha memória e na de minha família. É verdade que a cidade cresceu bastante desde sua emancipação mas continua padecendo de valores culturais! Uma pena! Mas uma hora você chega lá!
Para esta “simplescidade mineira” escrevi a música “Um lugar” que está no segundo disco do “Mina das Minas”, gravada com a participação especial do grande ZG (Zé Geraldo). Nem por isso recebi convite para a festa.! Mesmo assim parabéns Guarda Mor e sua gente! Vocês estarão para sempre em meu coração!
Um apaixonado por livros
Fiquei triste neste final de semana com a morte de José Mindlin!
O homem que tinha uma paixão por livros. Que paixão legal heim? Começou a colecioná-los aos treze anos de idade e chegou aos noventa e cinco com quarenta e cinco mil títulos que foram doados para a Universidade de São Paulo. Serão digitalizados para o acesso ao público em geral. Será que ele leu todos eles?
Queria ter tido uma paixão destas! Sei que o segredo está nos livros mas continua muito difícil obtê-los!
Mais difícil ainda tempo para lê-los! Mas que é uma viagem maravilhosa, uma boa leitura, disso ninguém duvida! Ele disse: "Os livros são muito ciumentos"
Obrigado Imortal Mindlin pelos livros e pelo bom exemplo!
Boa semana a todos..
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Palha de pito
Hoje, pela manhã, depois do meu café, fui fazer um cigarrim de palha e me lembrei de uma figura aqui da vizinhança. Dizem que ele nunca gostou de trabalhar, mas hoje concluí que ele não encontrou foi a profissão certa! Sim, não há ninguém preguiçoso, o que falta é encontrar oportunidade de se fazer aquilo que se gosta! Vide Dorival Caymmi e outros!
Esse meu amigo, seria um ótimo selecionador de palha de pito! Daria um ótimo profissional! Agora que estão vendendo estes cigarros prontos, ele seria uma mão de obra preparadíssima! Fez isso a vida toda!
Como escolhe bem uma palha sem auréola e fininha parecendo uma seda! Não tira da espiga não! Ele separa as espigas certas e desfolha elas até ficar na camada de palhas das boas! Passou por aqui esses dias e deixou umas separadas, esquecidas em cima do forno de lenha. Parecia seda!
Enrolei meu cigarrinho e fui fazer caminhada pensando nele! Nele e no danado do cigarro que estou tentando abandonar! Mas convenhamos, um cigarrin de palha bem feitin dá gosto!
Ele era assim: Sempre que chegávamos em sua casa, a qualquer hora do dia ou da noite, ele estava lá, sentado na canastra de madeira da sala fumando seu palheiro e batendo as botinas na caixa. Sempre engomadin: camisa branca de algodão cru bem passadinha, calça de tergal escura com quina, chapéu de lebre, botina das mateiras sempre limpinha e cabelo e barba bem aparados! Era um verdadeiro galã. O típico mineiro daqui da nossa região. Sempre um bom causo para contar enquanto tragava a fumaça!
Não é à toa que namora até nos dias de hoje... Agora está aposentado e continua com os mesmos zelos e manias!
Esse sabe viver!!!
E a noite chegou....
E a água continua caindo da caixa, sempre no mesmo ritmo!!
Boa semana a todos!!
Esse meu amigo, seria um ótimo selecionador de palha de pito! Daria um ótimo profissional! Agora que estão vendendo estes cigarros prontos, ele seria uma mão de obra preparadíssima! Fez isso a vida toda!
Como escolhe bem uma palha sem auréola e fininha parecendo uma seda! Não tira da espiga não! Ele separa as espigas certas e desfolha elas até ficar na camada de palhas das boas! Passou por aqui esses dias e deixou umas separadas, esquecidas em cima do forno de lenha. Parecia seda!
Enrolei meu cigarrinho e fui fazer caminhada pensando nele! Nele e no danado do cigarro que estou tentando abandonar! Mas convenhamos, um cigarrin de palha bem feitin dá gosto!
Ele era assim: Sempre que chegávamos em sua casa, a qualquer hora do dia ou da noite, ele estava lá, sentado na canastra de madeira da sala fumando seu palheiro e batendo as botinas na caixa. Sempre engomadin: camisa branca de algodão cru bem passadinha, calça de tergal escura com quina, chapéu de lebre, botina das mateiras sempre limpinha e cabelo e barba bem aparados! Era um verdadeiro galã. O típico mineiro daqui da nossa região. Sempre um bom causo para contar enquanto tragava a fumaça!
Não é à toa que namora até nos dias de hoje... Agora está aposentado e continua com os mesmos zelos e manias!
Esse sabe viver!!!
E a noite chegou....
E a água continua caindo da caixa, sempre no mesmo ritmo!!
Boa semana a todos!!
E o disco está a caminho
Neste carnaval aproveitei para gravar mais umas participações especiais no meu disco.
Fui até Araguari onde fisguei os parceiros: Luiz Salgado, Adolfo Figueiredo, Lilian Fulô, Vânia e ainda o Marcos Querubim do grupo Emcantar para levar ao estúdio. Gravamos a música “pomar” que está ficando bonitinha! Luiz, Antônio e Fulô me receberam em sua casinha, deles, muito aconchegante, bonitinha mesm!!!! Passei três dias lá muito bons! só curtindo os amigos e fazendo umas cantorias. Gravamos e no outro dia , depois de pegar um almoço (franguinho caipira) na casa dos do “Trem das Gerais”, retornei com a missão cumprida. E o disco está a caminho!
Nesta minha estada lá pelo triângulo ainda tive a oportunidade de prestigiar o amigo Pena Branca comparecendo à sua missa de sétimo dia em Uberlândia onde Luiz, Tarcisio Mano Véi e outros parceiros dele lhes fizeram uma bonita homenagem cantando, no final da missa, algumas músicas que fizeram sucesso com eles: Pena Branca e Xavantinho.
Agora carnaval passou e aqui estou no meu cantinho de sossego. A noite começa a chegar e a água da caixa caindo sempre no mesmo ritmo!
Fui até Araguari onde fisguei os parceiros: Luiz Salgado, Adolfo Figueiredo, Lilian Fulô, Vânia e ainda o Marcos Querubim do grupo Emcantar para levar ao estúdio. Gravamos a música “pomar” que está ficando bonitinha! Luiz, Antônio e Fulô me receberam em sua casinha, deles, muito aconchegante, bonitinha mesm!!!! Passei três dias lá muito bons! só curtindo os amigos e fazendo umas cantorias. Gravamos e no outro dia , depois de pegar um almoço (franguinho caipira) na casa dos do “Trem das Gerais”, retornei com a missão cumprida. E o disco está a caminho!
Nesta minha estada lá pelo triângulo ainda tive a oportunidade de prestigiar o amigo Pena Branca comparecendo à sua missa de sétimo dia em Uberlândia onde Luiz, Tarcisio Mano Véi e outros parceiros dele lhes fizeram uma bonita homenagem cantando, no final da missa, algumas músicas que fizeram sucesso com eles: Pena Branca e Xavantinho.
Agora carnaval passou e aqui estou no meu cantinho de sossego. A noite começa a chegar e a água da caixa caindo sempre no mesmo ritmo!
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Mano Véi

Hoje acordei mais cedo e fui fazer minha tradicional caminhada. Voltei aliviado e tomei meu café para ir pro trabalho até que bem contente. Chegando lá, abrindo a internet, deparei me com a notícia da "passagem" do Pena Branca. Fiquei embasbacado!
Como é que pode? Que pena, perdemos o Pena!! Tão cheio de vida partir assim fora do combinado! Fiquei chocado!
Realmente não sabemos de nada, por isso é melhor viver da melhor maneira possível enquanto é tempo! Foi chamado pra voltar a fazer dupla com o mano Xavantinho. As duplas tem esta manina: separam e voltam!
Conheci o Pena em São Paulo há uns anos atrás. Primeiro pela TV quando apareceu com o irmão Xavantinho cantando "Cio da Terra" daquela maneira bem singela! Fiquei logo fã da dupla. Depois de alguns anos o conhecí no programa da Tia Inezita Barroso a quem ele,carinhosamente,chamava de madrinha. Gostei mais ainda da figura simpática dele. Nesta ocasião o Xavantinho já tinha partido.
Numa outra época, levei, lá mesmo pra TV Cultura a letra de "Carta ao velho Rosa" para ele musicar. O Luiz Salgado, nosso parceiro e grande amigo do Pena, que também estava lá aquele dia gravando o "Viola", acabou ficando com ela e musicando junto com o compadre Adolfo.
Noutra oportunidade o encontrei no metrô voltando pra Zona Norte e batemos um papo muito legal!
A partir deles, daquela música simples, é que comecei a compor com menos preocupação estética e com mais coração. Até então eu não sabia da força que tinha o "mano Véi" (maneira que ele chamava a todos), foi num show de lançamento do CD do Amigo Claudio Lacerda, lá no Sesc Pompea, que ele me impressionou de vez: quando foi chamado ao palco para fazer sua participação com o Claudio, ele entrou todo de branco e junto, já veio aquela energia boa que me fez arrepiar antes mesmo de ele cantar!
Quando cantou então, parecia que tava saindo de uma casinha de sapé com aquela áura iluminada encantando a todos como sempre fez! Foi genial! Aí que vi a beleza refletida no simples!
Perdemos todos com sua partida. A música atual está muito chata e, para amenizar um pouco, havia esta figura linda que nos remetia às nossas raizes.
Ficamos com sua música e com sua voz imortal! Vamos tocar a vida e a viola pra frente!
Descanse em Paz mano véi, depois de matar a saudade com umas cantorias com o mano Xavantinho!!
Obrigado por tudo que você fez por e para nós, pobres músicos regionais, caipiras de fato!!
Um abraço
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