O show do Trem das Gerais e Pedro Antonio foi adiado para o dia 07/05
Na sede do sindicato rural de Paracatu.
terça-feira, 27 de abril de 2010
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Estou aprendendo a só ser
“O problema da solidão não consiste em saber como solucioná-la, mas como conservá-la”.
“A solidão é o silêncio que a gente faz dentro de si mesmo, em qualquer ambiente, seja barulhento ou não” Mário Quintana
Já falei várias vezes sobre este meu fascínio pela solidão. Hoje descobri mais este aliado: Mário Quintana. Acabei de ler “para viver com poesia” em que ele nos dá várias lições de como não perder o olhar de criança e continuar aberto para a poesia e para as coisas simples da vida. São aforismos geniais que vocês devem ler!
Depois de alguns dias longe da “roça”, tirei este final de semana para curtir a preguiça na solidão desse lugar e ler um pouco. Estava com saudades de um bom livro!
Para a preguiça, Quintana também escreveu uma ótima:
“A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda”.
Muito bom não é?
Estive em Sampa revendo a família e mixando o disco que está quase pronto. Falta pouco!
Lá tive mais uma surpresa boa: o Ângelo, nosso filho do meio, tomou gosto pelo violão também.
Ta tocando com muita facilidade! Ele e a Mari fizeram uma cantoria pra mim muito legal!
Ela é muito afinada! Deu gosto ouvi-los cantar!
O Lucas está mandando ver lá no Triângulo cantando com a banda Multus composta com os filhos dos compadres Adolfo e Vânia. Estão ficando conhecidos rapidamente como a banda dos “apóstolos”: Lucas, João e Pedro. Esse apelido foi Luiz Salgado quem deu.
Quem quiser conhecer a banda basta buscar pelo nome no Google que vai encontrar vários vídeos.
Embora ache legal este gosto deles pela música, isso me preocupa um pouco. Eu saí de casa na adolescência só pensando em ser músico, mas ela “bagunçou” um pouco minha vida, pela falta de estrutura financeira para ficar por conta. Cheguei a chutar o balde uma vez e viver plenamente de música, mas não me acostumei com as migalhas que pagam aos músicos que estão fora da mídia. Digo que bagunçou no sentido financeiro. Como não fui bem sucedido financeiramente com a música, tive que fazer outras coisas para sobreviver e cuidar da família. Nessa vida dupla ficava sempre dividido: Quando deixava a música para tentar crescer financeiramente, ela me buscava de volta. Quando caia de cabeça na música, meu lado financeiro ficava vulnerável. Foi sempre assim e acabei por não conseguir fazer nenhuma das duas coisas direito. O melhor é que continuo fazendo as duas! Ainda bem!
Confesso que a vida não teria nenhum sentido pra mim se não pudesse escrever e cantar o que penso!
Assim vou seguindo fazendo as duas coisas, tocando e ganhando pouca grana mas sobrevivendo dignamente!
Os meninos têm mais consciência que eu nesse quesito. Uma vez disse ao Lucas para estudar música e se dedicar com afinco que ele é muito talentoso! Ele me respondeu: “Pai, quero fazer algo maior, a música pra mim é só robe”. Fiquei feliz com a resposta e agora preocupado com a agenda dele que está crescendo fora da faculdade.
A vida é assim: cada um trilha seu caminho! Vá com fé meu filho!
Por falar nele, nesta quinta estará disputando comigo o festival de Vazante. Comigo como adversário e não me acompanhando. Cada um com uma música. Já pensaram nisso? Nunca o levei pra tocar comigo e agora vamos nos encontrar numa disputa saudável. Ele vai cantar “Além do Nariz” do parceiro Márcio Pereira e eu a minha velha “cantadores do cerrado”
Que vença a alegria deste momento!
Grande abraço a todos e uma ótima semana.
E viva a vida....
“A solidão é o silêncio que a gente faz dentro de si mesmo, em qualquer ambiente, seja barulhento ou não” Mário Quintana
Já falei várias vezes sobre este meu fascínio pela solidão. Hoje descobri mais este aliado: Mário Quintana. Acabei de ler “para viver com poesia” em que ele nos dá várias lições de como não perder o olhar de criança e continuar aberto para a poesia e para as coisas simples da vida. São aforismos geniais que vocês devem ler!
Depois de alguns dias longe da “roça”, tirei este final de semana para curtir a preguiça na solidão desse lugar e ler um pouco. Estava com saudades de um bom livro!
Para a preguiça, Quintana também escreveu uma ótima:
“A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda”.
Muito bom não é?
Estive em Sampa revendo a família e mixando o disco que está quase pronto. Falta pouco!
Lá tive mais uma surpresa boa: o Ângelo, nosso filho do meio, tomou gosto pelo violão também.
Ta tocando com muita facilidade! Ele e a Mari fizeram uma cantoria pra mim muito legal!
Ela é muito afinada! Deu gosto ouvi-los cantar!
O Lucas está mandando ver lá no Triângulo cantando com a banda Multus composta com os filhos dos compadres Adolfo e Vânia. Estão ficando conhecidos rapidamente como a banda dos “apóstolos”: Lucas, João e Pedro. Esse apelido foi Luiz Salgado quem deu.
Quem quiser conhecer a banda basta buscar pelo nome no Google que vai encontrar vários vídeos.
Embora ache legal este gosto deles pela música, isso me preocupa um pouco. Eu saí de casa na adolescência só pensando em ser músico, mas ela “bagunçou” um pouco minha vida, pela falta de estrutura financeira para ficar por conta. Cheguei a chutar o balde uma vez e viver plenamente de música, mas não me acostumei com as migalhas que pagam aos músicos que estão fora da mídia. Digo que bagunçou no sentido financeiro. Como não fui bem sucedido financeiramente com a música, tive que fazer outras coisas para sobreviver e cuidar da família. Nessa vida dupla ficava sempre dividido: Quando deixava a música para tentar crescer financeiramente, ela me buscava de volta. Quando caia de cabeça na música, meu lado financeiro ficava vulnerável. Foi sempre assim e acabei por não conseguir fazer nenhuma das duas coisas direito. O melhor é que continuo fazendo as duas! Ainda bem!
Confesso que a vida não teria nenhum sentido pra mim se não pudesse escrever e cantar o que penso!
Assim vou seguindo fazendo as duas coisas, tocando e ganhando pouca grana mas sobrevivendo dignamente!
Os meninos têm mais consciência que eu nesse quesito. Uma vez disse ao Lucas para estudar música e se dedicar com afinco que ele é muito talentoso! Ele me respondeu: “Pai, quero fazer algo maior, a música pra mim é só robe”. Fiquei feliz com a resposta e agora preocupado com a agenda dele que está crescendo fora da faculdade.
A vida é assim: cada um trilha seu caminho! Vá com fé meu filho!
Por falar nele, nesta quinta estará disputando comigo o festival de Vazante. Comigo como adversário e não me acompanhando. Cada um com uma música. Já pensaram nisso? Nunca o levei pra tocar comigo e agora vamos nos encontrar numa disputa saudável. Ele vai cantar “Além do Nariz” do parceiro Márcio Pereira e eu a minha velha “cantadores do cerrado”
Que vença a alegria deste momento!
Grande abraço a todos e uma ótima semana.
E viva a vida....
Vida de viajante
Queridos amigos(as), nesta sexta tem cantoria aqui em Paracatu no Sindicato rural dentro do projeto "Vida de viajante". Estaremos recebendo os amigos do "Trem das Gerais". Música regional da melhor qualidade.
É claro que estarei participando também.
Apareçam
Abraços
É claro que estarei participando também.
Apareçam
Abraços
quinta-feira, 22 de abril de 2010
As barrigudas
As barrigudas, árvores da família das paineiras, estão floridas!
Lindamente floridas! Não só as de Paracatu mas de todo o país!
Nesta ultima viajem a São Paulo, fui observando-as pela estrada. Há várias delas, felizmente! Aquele tom roseado predomina pelos campos! é a natureza em festa!
Aliás a natureza está sempre em festa: ora os ipês, ora as quaresmeiras e agora as barrigudas. Elas se parecem com mulheres grávidas! daí o nome!
Mulheres grávidas também estão sempre floridas e sempre lindas!
Por falar em paineiras, lembro me do tempo em que íamos juntar painas para encher travesseiros! Eta tempo bom! Todos os travesseiros da fazenda eram de paina.
Tinha uma certa alergia a elas, mas nada que desabonasse a serventia destas plumas para a nossa vida no campo. As painas das barrigudas são um pouco diferentes, talvez menos rentáveis pelo fato de o fruto ser menor. O bom mesmo de paina é o fruto da paineira tradicional do cerrado, cada um que abria era aquele monte de pluma.
Hoje se compra de tudo mas, quem diria, o travesseiro preferido hoje é o de pena de ganso! Há se tívessemos tido esta imaginação naquele tempo! não sobraria nenhuma ave destas! Ainda bem que já éramos ecológicos naquele época!
As paineiras estão floridas; a vida continua florida! Só nos resta recuperar aquele olhar de criança para perceber isso!
E viva a vida!
Lindamente floridas! Não só as de Paracatu mas de todo o país!
Nesta ultima viajem a São Paulo, fui observando-as pela estrada. Há várias delas, felizmente! Aquele tom roseado predomina pelos campos! é a natureza em festa!
Aliás a natureza está sempre em festa: ora os ipês, ora as quaresmeiras e agora as barrigudas. Elas se parecem com mulheres grávidas! daí o nome!
Mulheres grávidas também estão sempre floridas e sempre lindas!
Por falar em paineiras, lembro me do tempo em que íamos juntar painas para encher travesseiros! Eta tempo bom! Todos os travesseiros da fazenda eram de paina.
Tinha uma certa alergia a elas, mas nada que desabonasse a serventia destas plumas para a nossa vida no campo. As painas das barrigudas são um pouco diferentes, talvez menos rentáveis pelo fato de o fruto ser menor. O bom mesmo de paina é o fruto da paineira tradicional do cerrado, cada um que abria era aquele monte de pluma.
Hoje se compra de tudo mas, quem diria, o travesseiro preferido hoje é o de pena de ganso! Há se tívessemos tido esta imaginação naquele tempo! não sobraria nenhuma ave destas! Ainda bem que já éramos ecológicos naquele época!
As paineiras estão floridas; a vida continua florida! Só nos resta recuperar aquele olhar de criança para perceber isso!
E viva a vida!
segunda-feira, 12 de abril de 2010
O que não entendo
Não entendo porquê as pessoas gostam de viver aglomeradas!
Tá certo que o homem, desde os primórdios, procurou viver em sociedade.
Mas tá certo ficar todos num lugar só enquanto temos tanto espaço livre para ser habitado?
Vi a trajédia recente do Rio de Janeiro e fiquei muito chocado com as cenas de soterramento e morte! Mas precisam fazer casas em lugares tão vuneráveis?
Viajando semana passada de Sete Lagoas até Paracatu, aqui no sertão dos Gerais, vim observando o deserto enorme sem nenhuma casa a vista e pensando nisto.
Tanto lugar bom para se fazer uma casa, formar uma nova comunidade e, consequentemente nova cidade, por quê então que as pessoas gostam de ir pro Rio de Janeiro, São Paulo, BH,enquanto temos tantos lugares para serem habitados!
Vão em busca de estudo, trabalho, oportunidades? Tá certo, também já fiz isso mas será que não é hora de repensarmos os êxodos! Se o Governo incentivasse isso dando
subsidios e isenções fiscais para empresas produzirem no interior poderíamos mudar este cenário.
Aí o sertão iria ficar mais povoado e as cidades mais tranquilas espalhadas por este Brasilsão sem termos que andar tanto até chegar a alguma cidade.
O interior está cada vez melhor!
Venham ver!
Abraços e boa semana!
Tá certo que o homem, desde os primórdios, procurou viver em sociedade.
Mas tá certo ficar todos num lugar só enquanto temos tanto espaço livre para ser habitado?
Vi a trajédia recente do Rio de Janeiro e fiquei muito chocado com as cenas de soterramento e morte! Mas precisam fazer casas em lugares tão vuneráveis?
Viajando semana passada de Sete Lagoas até Paracatu, aqui no sertão dos Gerais, vim observando o deserto enorme sem nenhuma casa a vista e pensando nisto.
Tanto lugar bom para se fazer uma casa, formar uma nova comunidade e, consequentemente nova cidade, por quê então que as pessoas gostam de ir pro Rio de Janeiro, São Paulo, BH,enquanto temos tantos lugares para serem habitados!
Vão em busca de estudo, trabalho, oportunidades? Tá certo, também já fiz isso mas será que não é hora de repensarmos os êxodos! Se o Governo incentivasse isso dando
subsidios e isenções fiscais para empresas produzirem no interior poderíamos mudar este cenário.
Aí o sertão iria ficar mais povoado e as cidades mais tranquilas espalhadas por este Brasilsão sem termos que andar tanto até chegar a alguma cidade.
O interior está cada vez melhor!
Venham ver!
Abraços e boa semana!
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Combatendo meus medos
Hoje, pego de surpresa, fui convidado a tocar na recepção da "caravana do livro" cavalgada liderada pelo Neto de Oscar Nyemaier, que, percorrendo o caminho feito por Guimarães Rosa em 1953, a cavalo, passaram por aqui rumo a Brasilia, devendo chegar lá no aniversário daquela capital. Campanha bonita: viajam distruibuindo livros pras crianças...sairam do Rio de Janeiro.
Toquei e depois almocei com eles e as autoridades locais na casa da cultura.
Mais um medo superado: o de achar que nunca estou pronto pra subir no palco na hora que é preciso! Assim de surpresa e pela manhã é difícil, mas deu tudo certo e foi muito bom!
Outros medos:
Neste feriado do chocolate, antes da páscoa, fiz o meu retiro espiritual ficando só na fazenda.
Precisava ficar só mais um pouco. Aliás, não tenho feito outra coisa senão ficar só desde que saí de casa para trabalhar em Paracatu.
Não fiquem com dó! É que gosto mesmo da solidão! São momentos meus, em que me encontro um pouco! Vivo me procurando embora não saiba em que esquina me perdi.
Você também deveria experimentar ficar só! A agitação da cidade não nos dá muito esta chance, mas tente... Momentos de solidão são instantes preciosos em que nos conhecemos melhor! E, segundo choppenhauer, quando nos bastarmos sozinhos, aí então seremos felizes de verdade, já que nada nos faltará!
Cansado de viajar pra lá e pra cá, resolvi ir pra roça ficar quietinho um pouco. Foi muito bom! Pude refletir melhor sobre um monte de coisas e conviver com meus medos. Sempre fui um medroso! Costumo ter medo da própria sombra!
Mas aos poucos vou superando isto.
Haja vista o fato de eu ter dormido só na roça pela segunda vez e não ter temido isto. Foi até bom! Ver a tarde cair tristonhamente, os pássaros voltando pros ninhos e a noite chegando trazendo, para minha contemplação, sua plantação de estrelas.
Sempre fiquei com pena do meu irmão que mora lá só! Pena e inveja ao mesmo tempo. Um dos motivos da minha volta, foi lhe trazer um pouco de companhia e conforto, embora nunca lhe tenha perguntado se isto seria bom ou ruim pra ele.
Acho que ele nem saberia responder, acostumado que está com a solidão.Já se encontrou e me parece feliz assim! Pelo menos não reclama!
Desta vez, ele foi pra cidade e eu fiquei só: Tomei meu vinho no vagar das horas, toquei um pouco, ouvi as faixas do meu disco que está quase finalizado e fui dormir pensando na vida, na família e na carreira. A primeira reflexão me veio: Por que estou fazendo disco? Ainda sonho com o sucesso? Mas o que é o sucesso? Para mim é viajar, tocar, conhecer gente nova e fazer o que mais gosto! As pessoas dizem que me transformo no palco! Pena nunca ter saído de mim para me assistir, para me ouvir!
Mas se passo esta sensação, é porque me encontro na música que faço, faltando me encontrar na vida que levo!
Então é este o sucesso que quero! O disco será necessário como um cartão de visitas para abrir novas portas. Não almejo o sucesso de público, de grana, de glamour. Só quero agenda. Além de tudo, é uma maneira de registrar minhas músicas para que sejam imortalizadas! Que venha o primeiro de uma série!
Ambição isso? Talvez! Mas um pouco de ambição nos dá força pra viver! O homem sem objetivo é um objeto esquecido, dos indiretos!
Refleti sobre a necessidade e a dificuldade de parar de fumar; que vício difícil! Mas vou trabalhar pra isso! Nada pode ser mais forte que nós mesmos, exceto Deus!
Quero ter uma vida mais saudável, reencontrar meu olhar de criança para voltar a compor, coisa que não faço há um ano.
Por enquanto estou fascinado com a minha busca!
Pude pensar no quanto é bom ter um lugar assim para fugir do mundo exterior fazendo este mergulho em mim mesmo.
Outro teste que tive, foi este aí da foto. Flagramos uma jibóia amaciando uma franguinha para devorá-la. Sempre temi cobras! Não gosto de vê-las nem pela TV!
Mudo de canal quando aparece alguma! Esta aí nunca temi pelo fato de saber, desde criança, que a jibóia não ofende, não tem veneno, apenas enrosca sua presa e quebra lhe os ossos para depois engolir. Tranquilamente, fiz essas fotos dela e tentei salvar a penosa que já estava morta. A jibóia se afastou um pouco e virou pra mim soltando seus bufos característicos. Quando me afastei, ela voltou e engoliu a galinha com toda a calma necessária.
Pela primeira vez não quis matar uma serpente! Deixei que ela se banqueteasse tranquilamente! Espero que não entenda esta tolerância como permissão para devorar todas as galinhas do quintal. Também gosto! Se voltar, vamos mudar de postura.
Espero que vocês tenham tido uma feliz páscoa.
Tenham uma ótima semana!
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