Sexta feira. Há pouco mais de duas horas desta sexta feira vi a morte de perto! Digo melhor: Passou por mim e eu não a vi. Não tomei conhecimento, nem vi que cara tinha, tem. Ainda bem! Desta vez não! Proteção do meu anjo da guarda! Creio estar em dia com ele de quem sempre gostei muito! Fui protegido mais uma vez para estar aqui escrevendo estas linhas pra vocês sentado no meu velho alpendre tomando o meu vinho costumeiro. Do contrário teria ido. Uma tarde gostosa, encerrei o expediente mais cedo por estar cansado e com saudades da roça já que não vim pra cá no ultimo final de semana, comprei carne, vinho, ração para os cachorros e veneno para as formigas que estão acabando com nossas árvores de Santa Bárbara e, por volta das dezesseis horas, peguei a estrada Paracatu/Guarda Mor. No caminho vi um acidente. Fiquei imaginando como é que aqueles caras foram bater naquela reta. Tomei prudência e dirigia devagar, coisa que não costumo fazer nesta estrada maravilhosa que me traz à fazenda. Comi uns pães de queijo que havia comprado e ouvia uma música até razoável que tocava no rádio do carro, coisa rara nas emissoras daqui! De repente, numa descida, um carro vinha no sentido contrário e, do nada, invadiu a minha faixa. Para não bater de frente, saí para a direita e, para não cair numa ribanceira, joguei o carro para a estrada. Só que, carro com direção hidráulica, numa velocidade de cem por hora, obedece demais a uma virada brusca. Ia cair do outro lado da pista. Puxei novamente para a direita e depois para a esquerda e ainda tentei frear. Ele começou a dançar na pista e, quando vi, estava de cabeça para baixo derrapando o teto no asfalto. Ainda dei uma risadinha, daquelas sem graça, e pensei: nó, capotei! Mantive a calma, não sei como, ele desvirou e desceu mais uma ribanceira indo parar numa vala no meio do capinzal, em pé e no sentido de pronto pra partir. Só que o estado dele coitado, não tinha como sair do lugar. O pneu estourou, vidros, tetos e capô totalmente avariados. Tranquilamente tirei o cinto, que me ajudou nesta, abri a porta e fui ver se havia acontecido alguma coisa com o outro carro. Que nada, nem parou pra dar socorro, sumiu na estrada. Liguei pra polícia imediatamente contando o ocorrido pra ver se o pegavam já que eles estavam a alguns quilômetros à frente. Sumiu! De repente foram parando carros para ver o acontecido. Alguns iam lá na frente e voltavam por terem me reconhecido, o que muito me orgulha nesta minha fase de adaptação em Paracatu. Chamavam me pelo nome e ofereciam ajuda. Jamais imaginava estar tão conhecido por aqui. Alguns perguntavam pela viola. Aí que me lembrei de olhar se ela tinha sofrido algum dano. Nada, apenas estava espremida no chão do carro já que os bancos todos saíram do lugar. Tirei a do estojo e conferi direito. Ufa, ta viva!
Temeroso de que a notícia chegasse em casa primeiro que eu, liguei pra Sampa e contei pra família!
Fiquei imaginando o que devia fazer. Não, não poderia estragar meu final de semana na roça! Já que estava vivo, deveria curtir a vida fazendo o que gosto. Não admiti a hipótese de voltar para Paracatu e ficar trancado no quarto do hotel. Liguei pra seguradora que me ofereceu um taxi e mandou o guincho.
Dispensei o táxi e liguei pro meu irmão Wanderley que, prontamente, em menos de uma hora, foi me socorrer. Tirei as coisas do carro, já escurecendo, e coloquei no carro dele já que o meu jipinho ia ser guinchado e , embora goste muito dele, espero que não volte. Tomei cuidado para não deixar nada. Salvei o disco da Cris Aflado que vive no CD Player e meus pertences. Ví, no meio do capinzal minha toalhinha azul, uma gravada com meu nome que uma fã nos ofertou há todos do Mina das Minas há alguns anos atrás. Peguei a, limpei o suor da testa e agradeci a Deus por estar vivo e sem nenhum arranhão e por estar tão popular por aqui. Ainda achei meu óculos que também se safou desta. Retirei tudo e, aqui na roça - Deley me emprestou seu carro pra passar o final de semana - quando fui pegar meu vinho, vi que a carne não veio. Que apodreça lá no meu lugar! Se é que ficou na estrada. O pior é se ficou dentro do carro, o que é mais provável, alguém vai sentir um cheirinho estranho amanhã que, graças a Deus, não é meu!
Vivem me dizendo que sou muito calmo. Não pensava ser tanto! Pode ser que amanhã bata alguma dor, algum desespero mas, no momento, só quero saborear meu vinho e curtir a vida!
No caminho ainda vimos uma cascavel. Falei pra Wanderley parar para lhe tirarmos o chocalho pra sua viola já que ele agora é também violeiro. Achou melhor não! Ainda recebemos, pelo celular, um convite para uma cantoria na casa do Moacir “maravilha“. Pensei em ir mas dispensei, Deley que vá mostrar seus dotes de o mais novo violeiro da família! Queria logo tomar um banho já que meus cabelos ficaram a pura terra e cacos de vidro! Ainda teremos muitas cantorias pela frente!
E “viva a vida que ela é genial“!
Não fui, eu volto!
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
domingo, 20 de setembro de 2009
Viola dos Gerais

Estive em Unai neste final de semana. Mais um quarto de hotel. Cidade quente e bonita encravada entre serras. Primeira vez que a visitei. Gostei! Da minha janela vi um bando de pássaros voando estrategicamente em v no final da tarde e do outono.
É a música me levando novamente para a estrada. Temia ficar fora dela! Gosto demais da estrada para ficar parado! Mais um festival para não perder o pique!
Nem sabia deste que a Inter TV, afiliada da TV Globo do norte/noroeste, está organizando. Serão feitas eliminatórias em dez cidades destas regiões. Coisa grande! Foi meu amuleto da sorte chamado Luiz Salgado que mais uma vez me socorreu. Fiz inscrição no ultimo dia depois da sugestão dele, inclusive indicando a música. Obrigado meu irmão! Só viola: guitarras não entram! Coisa boa! É a cultura da viola sendo realimentada. Vi vários violeiros talentosos! Eu sou aprendiz neste instrumento apaixonante. Encarei a minha na música “Cantadores do cerrado” - falar contra o desmatamento indiscriminado do cerrado onde se tem a maior produção de grãos das Minas Gerais foi uma ousadia - ainda bem que o público gostou! E o Jurí também! Toquei simplesmente com a viola e Deus e me dei bem e fui para a final.
Agora a briga será lá no norte do sertão dos Gerais em novembro, Montes Claros.
Outra cidade que a música vai me apresentar.
Para quem não conhece ainda “Cantadores do cerrado” aí vai a letra.
Torçam por mim.
Fui
Cantadores do cerrado
Autor: Pedro Antonio
Os cantadores do cerrado unidos em cantoria
Vem pedir sua licença aqui nessa romaria
Pra falar deste problema, colocar em discussão
Se está certo ou errado o desmate do cerrado
pra plantar dinheiro em grão
Os cantadores do cerrado cantam as dores dos veados, dos tatus e dos quatis
Cantam pelas seriemas e avezinhas tão pequenas que tiveram que partir
Com a chegada dos tratores tudo foi sacrificado
quem ficou foi arrastado pro forno das carvoeiras
Vão deixando a terra nua como fizeram com marte
já mataram grande parte da chapada brasileira
Eh! pau terra
Eh,eh,eh, ei! dona jurema
Quem não cresceu ao seu redor
não viveu vida melhor
Como vai de ti ter pena
Um amigo um dia disse que é preciso entender
Alguém precisa plantar pois precisamos comer
Não está de todo errado agora falo é em meu nome:
Preservar é o que me importa a ver as veredas mortas
prefiro morrer de fome
Quando fizeram as leis, nossa carta capital
Tombaram algumas matas: patrimônio nacional
Deixaram de incluir por descuido ou intenção
o bioma do cerrado nem sequer foi mencionado
lá na constituição
Não chore meu capitão
Cabiúna tenha fé
Nosso canto está bonito
vamos engrossar o grito:
Deixem o cerrado em pé
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Festival em Unaí
Neste final de semana estarei participando do festival do Norte e Noroeste de Minas
Das músicas abaixo, três irão para a final em Montes Claros em Novembro.
Tô na briga!
Músicas selecionadas para a etapa de Unaí
1. FONTE INSPIRADORA
Vicente de Paulo Faria
2. CANTADORES DO CERRADO
Pedro Antônio
3. QUANDO A PETECA CAIR
Kleuton e Karen
4. NOS VERSOS DE UMA CANÇÃO
Sandro Livahck
5. LÁ VEM A CHUVA
Nilton Pedro de Oliveira
6. DE LONGE
(Bilora)
Irmãs Pimenta
7. PEDAÇOS DE VIDA
(José Marcos Matias)
Giovani de Souza
8. MINHA INFÂNCIA
Tom Carreiro e João Carlos
9. NÃO SOU SEU CACHORRO
Paulo Vítor
Das músicas abaixo, três irão para a final em Montes Claros em Novembro.
Tô na briga!
Músicas selecionadas para a etapa de Unaí
1. FONTE INSPIRADORA
Vicente de Paulo Faria
2. CANTADORES DO CERRADO
Pedro Antônio
3. QUANDO A PETECA CAIR
Kleuton e Karen
4. NOS VERSOS DE UMA CANÇÃO
Sandro Livahck
5. LÁ VEM A CHUVA
Nilton Pedro de Oliveira
6. DE LONGE
(Bilora)
Irmãs Pimenta
7. PEDAÇOS DE VIDA
(José Marcos Matias)
Giovani de Souza
8. MINHA INFÂNCIA
Tom Carreiro e João Carlos
9. NÃO SOU SEU CACHORRO
Paulo Vítor
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Técnica & Emoção
Hoje tirei o dia para me emocionar: primeiro, depois da minha caminhada matinal com o Ramires e a Tigresa, nossos cachorros, revi o DVD do Chico Buarque com sua técnica apurada e aquela elegância ímpar. Gravado a quase vinte anos atrás quando o Brasil prometia ser o país do futuro.
Ali Chico sonha com um país melhor e fala da campanha do Lula que ele sempre defendeu como Presidente. Lembrei me de quando o assisti ao vivo num comício do PT em São Paulo lá na praça Campos de Bagatele nos anos oitenta. Show memorável! No final ele entrou no ônibus correndo da mulherada que queria tocá-lo a qualquer custo. Naquele show tinha também Cleyton e Cledir no auge do sucesso de “Deu pra ti”, “Maria fumaça” e outras belas canções. Não tive como não me emocionar lembrando me desta passagem e pensando em como o Brasil melhorou desde então. O Chico estava certo! O Lula era mesmo o cara! E o país melhorou e muito! Agora que venha a Marina, nosso Obama de saias!
Depois de ver o Chico, comi um arrozinho com peixe frito, pescado pelo Sinval no Rio Verde, que divide Minas com o Goiás e revi o DVD do Milton Nascimento “Sede dos Peixes”, outra preciosidade!
A paisagem mineira, os parceiros do Clube da Esquina e algumas histórias engraçadas sobre o mar.
Tavinho moura, um dos compositores do clube, diz em seu depoimento que o mar é estranho e que a onda deveria ser pra lá ao invés de ficar nos repulsando sempre.
O show do Milton de que não me esqueço foi o que assistimos no Anhembi. Galba, Wellington e eu, também na década de oitenta. Acho que foi no lançamento do CD “Caçador de mim”. Teve uma passagem engraçada: quando ele cantava “Cuitelinho”, música recolhida pelo Paulo Vanzolini, e explicava que cuitelinho era um beija flor, alguém gritou lá do fundo da platéia: “beija flor é você gracinha”!
Foi riso geral na platéia e o Milton ficou até branco de sem graça, tímido que é!
Fiquei comparando os dois ídolos: O Chico, pura técnica. Músicas e letras complexas, difíceis de se fazer. O Milton pura emoção aliada a uma técnica vocal incomparável! Com um bom time de músicos ou sozinho ao violão, ele nos faz engolir em seco quando canta! E como canta! Já vi este vídeo umas dez vezes e sempre me emociono principalmente quando ele canta as duas “clube da esquina”, são lindas!
Depois de assisti-los tomando meu vinho, é claro, fiquei traçando paralelos entre o que tínhamos na nossa MPB e a música que se faz hoje. Que pena que estamos deixando cair esta bandeira!
Ainda bem que “Os sonhos não envelhecem”! Ainda nos resta a esperança de poder continuar tocando nossas músicas mpbrianas pelas estradas e ouvindo estes grandes ídolos!
Estes dois monstros sagrados da nossa música, me faz concluir o que venho pensando a tempos: o que importa é a emoção! Ela tem que estar presente sempre. Com técnica, melhor ainda mas, ela de per si, já segura qualquer canção. Técnica sem emoção é fria. Emoção com ou sem técnica, é sempre tocante!
Eu, por não ter técnica apurada, por não gostar muito de estudar música, trago em minhas canções sempre uma boa dose de emoção. De qualquer forma, aprendi um pouco com os dois. O contar estórias das minhas letras, aprendi com o Chico. Pena não ter aprendido a cantar como o Milton! Mas tenho lá o meu jeito!
O Milton me remete ao simples, ao que busco hoje em minhas músicas e em minha vida.
Tenho falado sempre nisso: como é difícil se fazer e se viver simplesmente! Sempre temos que colocar uma pitada de complexidade, seja para confundir ou para tentar sofisticar. Ledo engano! O simples é simplesmente simples!
Mas venho caminhando neste sentido e as pessoas já tem observado e comentado sobre a singeleza do meu trabalho musical e do meu modo de ver a vida, o que muito me orgulha!
É por este caminho que vou!
Uma boa semana para todos.
Fui.
Ali Chico sonha com um país melhor e fala da campanha do Lula que ele sempre defendeu como Presidente. Lembrei me de quando o assisti ao vivo num comício do PT em São Paulo lá na praça Campos de Bagatele nos anos oitenta. Show memorável! No final ele entrou no ônibus correndo da mulherada que queria tocá-lo a qualquer custo. Naquele show tinha também Cleyton e Cledir no auge do sucesso de “Deu pra ti”, “Maria fumaça” e outras belas canções. Não tive como não me emocionar lembrando me desta passagem e pensando em como o Brasil melhorou desde então. O Chico estava certo! O Lula era mesmo o cara! E o país melhorou e muito! Agora que venha a Marina, nosso Obama de saias!
Depois de ver o Chico, comi um arrozinho com peixe frito, pescado pelo Sinval no Rio Verde, que divide Minas com o Goiás e revi o DVD do Milton Nascimento “Sede dos Peixes”, outra preciosidade!
A paisagem mineira, os parceiros do Clube da Esquina e algumas histórias engraçadas sobre o mar.
Tavinho moura, um dos compositores do clube, diz em seu depoimento que o mar é estranho e que a onda deveria ser pra lá ao invés de ficar nos repulsando sempre.
O show do Milton de que não me esqueço foi o que assistimos no Anhembi. Galba, Wellington e eu, também na década de oitenta. Acho que foi no lançamento do CD “Caçador de mim”. Teve uma passagem engraçada: quando ele cantava “Cuitelinho”, música recolhida pelo Paulo Vanzolini, e explicava que cuitelinho era um beija flor, alguém gritou lá do fundo da platéia: “beija flor é você gracinha”!
Foi riso geral na platéia e o Milton ficou até branco de sem graça, tímido que é!
Fiquei comparando os dois ídolos: O Chico, pura técnica. Músicas e letras complexas, difíceis de se fazer. O Milton pura emoção aliada a uma técnica vocal incomparável! Com um bom time de músicos ou sozinho ao violão, ele nos faz engolir em seco quando canta! E como canta! Já vi este vídeo umas dez vezes e sempre me emociono principalmente quando ele canta as duas “clube da esquina”, são lindas!
Depois de assisti-los tomando meu vinho, é claro, fiquei traçando paralelos entre o que tínhamos na nossa MPB e a música que se faz hoje. Que pena que estamos deixando cair esta bandeira!
Ainda bem que “Os sonhos não envelhecem”! Ainda nos resta a esperança de poder continuar tocando nossas músicas mpbrianas pelas estradas e ouvindo estes grandes ídolos!
Estes dois monstros sagrados da nossa música, me faz concluir o que venho pensando a tempos: o que importa é a emoção! Ela tem que estar presente sempre. Com técnica, melhor ainda mas, ela de per si, já segura qualquer canção. Técnica sem emoção é fria. Emoção com ou sem técnica, é sempre tocante!
Eu, por não ter técnica apurada, por não gostar muito de estudar música, trago em minhas canções sempre uma boa dose de emoção. De qualquer forma, aprendi um pouco com os dois. O contar estórias das minhas letras, aprendi com o Chico. Pena não ter aprendido a cantar como o Milton! Mas tenho lá o meu jeito!
O Milton me remete ao simples, ao que busco hoje em minhas músicas e em minha vida.
Tenho falado sempre nisso: como é difícil se fazer e se viver simplesmente! Sempre temos que colocar uma pitada de complexidade, seja para confundir ou para tentar sofisticar. Ledo engano! O simples é simplesmente simples!
Mas venho caminhando neste sentido e as pessoas já tem observado e comentado sobre a singeleza do meu trabalho musical e do meu modo de ver a vida, o que muito me orgulha!
É por este caminho que vou!
Uma boa semana para todos.
Fui.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
7 de setembro
De que poderia falar hoje senão dos trovões que rasgam o céu nesta tarde de setembro? O sol se escondeu mais cedo e a chuva está prestes a cair novamente para a alegria de todos nós!
Só temo os raios! Eles são muito comuns por aqui e muito me apavoram! Espero que chova de mansinho!
Ela chegou mais cedo este ano por aqui e isto é muito bom! Trouxe alegria ao campo, felicidade às plantas e animais. O flamboian já começa a ganhar folhas, logo estará vermelho de felicidade.
Vocês já viram uma jabuticabeira florida? Eu, se já, havia me esquecido de quão lindo é!. Que coisa bonita! Parece uma noive vestida de dourado! Do dia pra noite as daqui de casa ficaram todas coberta de flores como se quisessem mostrar agradecimento pela chuva que caiu na semana passada.
Com certeza teremos muito frutos brevemente.
E o cheiro então delas pela manhã? Que perfume gostoso! Se já vira isso antes, havia me esquecido de como era! Tudo ficou mais feliz depois da chuva, inclusive eu!
É sete de setembro, dia da independência. Pela primeira vez pude não ter que partir depois de um feriado, como costumava a fazer nesses anos todos em que vivi fora. Ia embora com aquele gostinho de querendo ficar mais! Agora estou aqui e posso sentir a minha independência do ter que partir sem querer.
Ontem pela primeira vez dormi aqui na fazenda sozinho. Nunca havia feito isso antes. Pensei que ia ficar com medo, mas que nada, foi muito legal! Pude contemplar o entardecer tocando minha violinha, tomando meu vinhozinho e saboreando este momento de solidão. Coisa de louco? Que seja, mas gosto da solidão! Estou aprendendo a me conhecer melhor nesses momentos. Coisas de Chopenhauer: “para que sejamos verdadeiramente felizes, não dependemos de coisas externas, temos que nos achar sem subterfúgios“
Sábado passei uma noite agradabilíssima na casa da Aline e Sinomar em Guarda Mor. Ela filha do meu grande e inesquecível amigo Álio Alfredo que já partiu desta. Ele, Sinomar, um cara muito simpático que ainda não tinha tido a oportunidade de conhecer melhor. Lá pude ver velhas fotos do Álio do nosso tempo de colégio;vários amigos em comum; cachoeiras e fotos do nosso time imbatível de futebol. Que bom que você as guardou Aline! Em algumas delas lá estou, magro feito uma vara . Conheci também seu netinho Matheus, filho do casal. Foi uma noite muito boa e emocionante, especialmente quando Sinomar colocou, de surpresa, um CD com nosso show gravado no dia da festa do Guardamorense ausente de alguns anos atrás. Momento histórico! Agradeço pelo convite e pelos bons momentos! Melhor ainda com a vitória da nossa seleção sobre nossos hermanos. Finalmente recuperamos nossa alto estima!
Fui almoçar mais tarde no bananal da minha irmã Ceni, cheguei de surpresa, almocei, cochilei e tomei aquele cafezinho gostoso de sempre!
Lucas, meu filho mais velho, apareceu também na cidade. Ficamos alguns momentos juntos e tocamos viola com o João Rosa. Um cara muito legal que nos provocou para uma roda de viola. Ele é de São Gotardo, terra da comadre Vânia. Lucas começou primeiro. Quando vi que não saia da roda, entrei nela. Deley também garrou na viola e mostrou que está chegando pra ficar nas paradas.
É isso. Agora vou apreciar um pouco da chuva que começa a molhar a terra trazendo aquele cheirinho bom que vocês já esqueceram de como é! Não se lembram? Aos primeiros pingos, sai aquela fumacinha da terra, vapor, depois de mais alguns pingos vem aquele cheirinho gostoso! Estão sentindo?
Agora o sol voltou a brilhar em raios fulgidos. Ôba! Vamos ter chuva com sol: casamento de espanhol. Sol com chuva: casamento de viúva!
Uma boa semana para todos!
Fui...
Só temo os raios! Eles são muito comuns por aqui e muito me apavoram! Espero que chova de mansinho!
Ela chegou mais cedo este ano por aqui e isto é muito bom! Trouxe alegria ao campo, felicidade às plantas e animais. O flamboian já começa a ganhar folhas, logo estará vermelho de felicidade.
Vocês já viram uma jabuticabeira florida? Eu, se já, havia me esquecido de quão lindo é!. Que coisa bonita! Parece uma noive vestida de dourado! Do dia pra noite as daqui de casa ficaram todas coberta de flores como se quisessem mostrar agradecimento pela chuva que caiu na semana passada.
Com certeza teremos muito frutos brevemente.
E o cheiro então delas pela manhã? Que perfume gostoso! Se já vira isso antes, havia me esquecido de como era! Tudo ficou mais feliz depois da chuva, inclusive eu!
É sete de setembro, dia da independência. Pela primeira vez pude não ter que partir depois de um feriado, como costumava a fazer nesses anos todos em que vivi fora. Ia embora com aquele gostinho de querendo ficar mais! Agora estou aqui e posso sentir a minha independência do ter que partir sem querer.
Ontem pela primeira vez dormi aqui na fazenda sozinho. Nunca havia feito isso antes. Pensei que ia ficar com medo, mas que nada, foi muito legal! Pude contemplar o entardecer tocando minha violinha, tomando meu vinhozinho e saboreando este momento de solidão. Coisa de louco? Que seja, mas gosto da solidão! Estou aprendendo a me conhecer melhor nesses momentos. Coisas de Chopenhauer: “para que sejamos verdadeiramente felizes, não dependemos de coisas externas, temos que nos achar sem subterfúgios“
Sábado passei uma noite agradabilíssima na casa da Aline e Sinomar em Guarda Mor. Ela filha do meu grande e inesquecível amigo Álio Alfredo que já partiu desta. Ele, Sinomar, um cara muito simpático que ainda não tinha tido a oportunidade de conhecer melhor. Lá pude ver velhas fotos do Álio do nosso tempo de colégio;vários amigos em comum; cachoeiras e fotos do nosso time imbatível de futebol. Que bom que você as guardou Aline! Em algumas delas lá estou, magro feito uma vara . Conheci também seu netinho Matheus, filho do casal. Foi uma noite muito boa e emocionante, especialmente quando Sinomar colocou, de surpresa, um CD com nosso show gravado no dia da festa do Guardamorense ausente de alguns anos atrás. Momento histórico! Agradeço pelo convite e pelos bons momentos! Melhor ainda com a vitória da nossa seleção sobre nossos hermanos. Finalmente recuperamos nossa alto estima!
Fui almoçar mais tarde no bananal da minha irmã Ceni, cheguei de surpresa, almocei, cochilei e tomei aquele cafezinho gostoso de sempre!
Lucas, meu filho mais velho, apareceu também na cidade. Ficamos alguns momentos juntos e tocamos viola com o João Rosa. Um cara muito legal que nos provocou para uma roda de viola. Ele é de São Gotardo, terra da comadre Vânia. Lucas começou primeiro. Quando vi que não saia da roda, entrei nela. Deley também garrou na viola e mostrou que está chegando pra ficar nas paradas.
É isso. Agora vou apreciar um pouco da chuva que começa a molhar a terra trazendo aquele cheirinho bom que vocês já esqueceram de como é! Não se lembram? Aos primeiros pingos, sai aquela fumacinha da terra, vapor, depois de mais alguns pingos vem aquele cheirinho gostoso! Estão sentindo?
Agora o sol voltou a brilhar em raios fulgidos. Ôba! Vamos ter chuva com sol: casamento de espanhol. Sol com chuva: casamento de viúva!
Uma boa semana para todos!
Fui...
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Vanusa
Gostaria de usar este nosso espaço para fazer a defesa da grande cantora Vanusa.
O que se constrói em anos de carreira não pode ser jogado fora assim de uma vez com um escorregão de percusso!
Quando Belchior me disse que tem medo de avião assim como de entrar no palco pois nunca se sabe se tudo dará certo, justifica o que aconteceu com ela. Desta vez, para ela, não deu certo! Uma tragédia!
Tenho recebido por vários amigos, o vídeo em que esta grande intérprete da nossa música derrapa feio ao interpretar o hino nacional brasileiro numa solenidade pública.Coisa horrível de se ver! Ela justificou que estava sob efeito de remédios para labirintite. Pena a produção e a própria não terem evitado o medicamento e a apresentação sob efeito deste. Lamentável, mas aconteceu o pior!
Conheço Vanusa, musicalmente, desde quando ouvia admirado a música "manhãs de setembro" aqui mesmo no interior nos idos dos meus anos. Música que toca até hoje nas radios de todo o país por retratar muito bem este que é o mês mais bonito do ano.
Tinha uma profunda admiração por ela que veio a se confirmar quando a conhecí pessoalmente em Portugal nos anos 90. Esteve por quinze dias em Albufeira e frequentava nossa casa. Fazíamos altas cantorias. E, ela com meu filho Lucas no colo, cantou lindamente "Atrás da porta" do Chico Buarque,o que fez aumentar ainda mais minha admiração por ela. Isso sem contar em "Paralelas" do próprio Belchior e outras pérolas.
Ela está acima deste fracasso momentaneo. Vamos perdoá-la e conhecer melhor seu trabalho! Ela já deu muita dignidade e força pra nossa música brasileira. Não vamos crucificá-la por isso. Nós, que estamos na estrada, podemos escorregar a qualquer hora...
Fui
Que Deus nos livre deste mal.
Foi
O que se constrói em anos de carreira não pode ser jogado fora assim de uma vez com um escorregão de percusso!
Quando Belchior me disse que tem medo de avião assim como de entrar no palco pois nunca se sabe se tudo dará certo, justifica o que aconteceu com ela. Desta vez, para ela, não deu certo! Uma tragédia!
Tenho recebido por vários amigos, o vídeo em que esta grande intérprete da nossa música derrapa feio ao interpretar o hino nacional brasileiro numa solenidade pública.Coisa horrível de se ver! Ela justificou que estava sob efeito de remédios para labirintite. Pena a produção e a própria não terem evitado o medicamento e a apresentação sob efeito deste. Lamentável, mas aconteceu o pior!
Conheço Vanusa, musicalmente, desde quando ouvia admirado a música "manhãs de setembro" aqui mesmo no interior nos idos dos meus anos. Música que toca até hoje nas radios de todo o país por retratar muito bem este que é o mês mais bonito do ano.
Tinha uma profunda admiração por ela que veio a se confirmar quando a conhecí pessoalmente em Portugal nos anos 90. Esteve por quinze dias em Albufeira e frequentava nossa casa. Fazíamos altas cantorias. E, ela com meu filho Lucas no colo, cantou lindamente "Atrás da porta" do Chico Buarque,o que fez aumentar ainda mais minha admiração por ela. Isso sem contar em "Paralelas" do próprio Belchior e outras pérolas.
Ela está acima deste fracasso momentaneo. Vamos perdoá-la e conhecer melhor seu trabalho! Ela já deu muita dignidade e força pra nossa música brasileira. Não vamos crucificá-la por isso. Nós, que estamos na estrada, podemos escorregar a qualquer hora...
Fui
Que Deus nos livre deste mal.
Foi
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