segunda-feira, 30 de agosto de 2010

V Festival de Inverno de Paracatu



Paracatu viveu, no ultimo final de semana de agosto, mais uma festa da velha e boa Música Popular Brasileira! Aconteceu mais uma edição do Festival de Inverno da cidade, promovido pelo Sesc Laces e por vários parceiros. Foi sua V edição.
As dezoito músicas classificadas para o festival foram de altíssimo nível! A praça do Largo da Jaqueira ficou lotada para ver intérpretes de grande expressão como: Zé Beto Corrêa, Marinho San, Luiz Salgado, Efrahim Maia/Dimas Deptulski e outros talentos vindos de várias partes do Brasil. Paracatu também compareceu com Genilson José e a música "Bola de Cristal"
Foram premiados:
- Primeiro Lugar, melhor letra e melhor arranjo: "Aranha do tempo" de Dimas Deptulski - Colatina/ES´- interpretada por Dimas e Efrahim Maia;
- Segundo Lugar e melhor intérprete: "Grito do poeta"- Zé Beto Correa - interpretada por ele com o acompanhamento dos músicos Paracatuenses Aldo e Silvério Peres;
- Terceiro Lugar: "Sem Dilema" de Walmir Carvalho - interpretada por Marina Moraes e banda.
Deixo aqui de mencionar o valor dos prêmios por considerar parte menor dentro da importância do evento.
Ganhamos todos! Foram mais de cem inscrições para se chegar às dezoito músicas que viraram doze para a grande final. O som estava de boa qualidade, a diversidade de estilos foi o ponto forte: Rolou de congada a pop rock, passando pelo samba e pela música regional, isto sem contar com a tradicional MPB que se fez bastante presente como era o esperado.
A lua compareceu e as duas noites foram, realmente, maravilhosas!
Tive o prazer de participar da primeira edição deste Festival lá nas dependências do Sesc.Concorremos, Galba e eu, com a música "Cantadores do cerrado",de minha autoria. Fiquei muito feliz por Paracatu realizar um festival de música daquela magnitude. Eu que, naquela época, andava por todos os festivais do Brasil com o grupo "Terramérica" e às vezes só com meu violão, não me contive e espalhei a notícia para os festivaleiros colegas de estrada. Vários deles compareceram como Zé Alexandre, Aline Calixto, Bilora, Diórgem e vários outros. Já naquela edição o festival anunciava que tinha vindo para entrar no circuito dos grandes festivais de MPB do país.
Na sexta fiz o show de encerramento da eliminatória acompanhado por: Márcio Fernandes (violão de doze); Silvério Peres (baixo); Edinho e Fernando Moreira na percussão. Fizemos um show simples, músicas simples para um público que estava sedendo de cantar! Mesmo no adiantado da hora, não arredaram pé e cantamos juntos várias músicas conhecidas e também algumas de minha autoria que estão no meu CD "Carta ao velho Rosa" a ser lançado no próximo mês. Foi muito bom!
No sábado, o espetáculo ficou por conta do parceiro Zé Alexandre! Com sua voz marcante e aquele violão percussivo, levou o público a viajar no tempo, especialmente quando cantou "Bandolins", música imortalizada por sua voz juntamente com Oswaldo Montenegro.
Parabéns ao SESC e parceiros por este evento muito bem organizado que já virou referência dentre os festivais de música e parabéns ao povo Paracatuense por prestigiar e valorizar o que o país tem de melhor que é a nossa cultura.
Que venha o próximo!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Show em Paracatu

Amigos(as), nesta sexta- 27/08 as 22 horas - estarei me apresentando no Largo da Jaqueira aqui em Paracatu dentro do V festival de Inverno na cidade. Quem estiver por perto, não perca!
No Sábado é a vez de Zé Alexandre!
Esperamos a todos
Abraços

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Andando com lobos

Fui fazer minha tradicional caminhada neste domingo. Abri a porta e os cachorros já estavam à minha espera! Fizeram aquela festa costumeira.O sol começava a despontar e tava aquele friozin gostoso! Mesmo assim fui sem agasalho, curtindo o sol e o vento que aeiouivava!
Caminahva a passos largos, isso antes de subir o morro do arrependido, depois dele me cansei um pouco. Estava já perto da estrada que liga Guarda-Mor a Catalão e senti aquele prazer de estar ali caminhando, vento na cara, domingo de manhã. Lembrei me das minhas caminhadas pela Braz Leme em São Paulo e vi que aqui realmente é bem melhor para se caminhar: mais silencioso! Ia todo contente pensando no que é felicidade. Será que era aquele momento? Acho que sim! do contrário ela não existe!
Acompanhava os cachorros pela sombra projetada do lado direito da estrada. A sombra era bem maior que nós, dava pra ver de longe!Ramires na frente, eu no meio e tigresa atrás. Íamos os três sorvendo aquela manhã.
De repente, quando olhei novamente a sombra, estávamos em quatro. Vi mais uma sombra de cachorro no final da fila. Estranhei pelo fato de os cachorros não terem dado alarme de que havia ali mais um acompanhante. Isto não é de costume deles. Sempre avisam sobre tudo e todos que se aproximam! Olhei assustado para trás e vi que se tratava de um lobo Guará! Isso mesmo! Um lobo estava nos seguindo. Não entrei em pânico. Ia seguindo os três pela sombra, vigiando! Vez em quando diminuia o passo e olhava para trás. O Lobo parava e ameaçava não nos acompanhar. Eu parava, ele parava, eu seguia, ele seguia. Fiz de conta que não liguei pra ele e continuamos todos. Descemos o morrão do Jazon e chegamos no colchete da cerca de arame. Lá, o abri e deixei que os três passassem. Depois fechei e tomei novamente a caminhada. Agora os três atrás. Continuava acompanhando os pela sombra. Estranho que nenhum latido deles se ouviu. Caminhavam comportadamente naquela marcha matinal.
No córrego, morto de sede, tentei entrar primeiro no leito do vau para beber água. Os três tomaram minha frente e se refrescaram à vontade. Entraram até o meio do poço. Restou me guardar a sede pra casa, já que haviam sujado toda a água, que nesta época do ano está muito pouca, só um fiapo!
Chegando em casa, passei pelo curral e entrei pela porta da cozinha.
Daí fui me dar conta de que o lobo não chegou conosco.
Não sei quando o perdi, mas creio que foi quando me esqueci dele. Sim, ele era só fruto da minha imaginação! Criei o para que pudessem ler até aqui e perceberem que criamos nossos próprios lobos, nossos medos, nossas fantasias! Alegres ou tristes, felizes ou infelizes, isto vai depender do nosso estado de espírito. Como estava de bem com a vida, meu lobo era bem manso!
Boa semana para todos!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Ciclo da vida... seca, chuva, seca

Ta tudo seco, não chove há vários meses! Os córregos têm fiapos de água! Dá tristeza em ver plantas e animais resistindo sem chuva a carrapatos e pulgas os devorando. Não por falta de trato, mas por excesso destes nesta época do ano.
Nem ouso mais lavar o carro, não compensa! As estradas têm palmos de poeira que tingem de vermelho a beira das rodovias. Focos de queimada se vê a cada instante! Aqui mesmo em casa entrou fogo dia desses, queimou metade da fazenda! Ninguém assumiu a autoria, mas foi coisa posta!
Agora o gado aproveita a queimada, os brotos de macega que estão nascendo. Menos mal!
Hoje vi uma cena muito triste: fazia minha caminhada neste domingo quando vi um bando de urubus numa borda de mata lá no pasto das “pernas de calça”. Pensei, deve ter morrido alguma criação. Quando é assim é minha, vou lá ver!
Chegando perto alguns urubus revoaram. Outros nem se deram ao trabalho, só mudaram de árvore.
Para minha tristeza era a Potra do Sinval. Uma eguinha pampa muito bonita que estava esperando cria.
Que tristeza, morreu no parto. Metade do potrinho estava de fora. Deve ter se esforçado muito para criar e teve complicações. Sem ninguém pra socorrer, morreu ali sozinha na dor da procriação. Liberdade é bom mas às vezes precisa ser vigiada. Ela andava muito com o cavalo preto, os dois faziam um belo casal. Resolveram castrá-lo dia desses. Não entendi o porquê! Disseram que era por causa do fogo no rabo dele. Não parava mais em casa. Onde cheirava uma égua no cio ele ia. Ia e não voltava, tinha que ser buscado.
Aí chegava e pegava fogo com essa Potrinha. Aliás, coisa estranha: Ela ainda novinha e ele começou a cortejá-la. Virou namorada mesmo. Não tinha esse negócio de cio não. Quando ele tinha vontade, pegava à força. Era cada corrida atrás da coitada que dava gosto de ver. Galopavam gostosamente naquele namoro animal!
Ela ficou prenha dele, ele foi castrado. Agora ela morreu. Morreu dando a luz. Coitada! Ce La vi...
Mas nem tudo está perdido: na mesma caminhada, encontrei uma novilha prestes a parir. Levei a pra casa e ela amanheceu parida hoje. Quando saía para trabalhar, ela estava acabando de dar à luz um bezerrinho que já estava de pé ao seu lado.
É o ciclo da vida... Uns vem, outros vão...
E a água continua a cair da caixa dentro da caixa... Barulhinho bom!!!
Boa semana a todos!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

"EU ODEIO RODEIO"


O cantor Chico César fez a música com o título acima e eu congratulo com o mesmo!
Também não sou muito fã de rodeio não. Judiar dos animais como fazem é uma coisa que não cabe mais no mundo de hoje. Os bichos ficam presos o dia todo e ainda têm que ajudar a dar espetáculos. Tenham paciência! Vez em quando um touro ganha do toureiro aí é aquela comoção, mas do contrário, pouca gente reclama!
Além disto, é uma aculturação muito forçada. Coisa de Norte Americanos que veio pra cá e ganhou o país. Já pensou se fizessem uma festa na proporção das de exposição com temas nacionais? seria uma maravilha! Folia de reis, congada, caretada!Já pensaram nisto?
Tocamos ontem, "Grupo Mina das Minas", na Expocatu. O show foi muito bom! O som no inicio estava meia boca mas depois pegou no breu! Valeu a iniciativa do João Alves em levar nosso projeto "Vida de viajante" para o grande público, assim o povo pode ver que há outros tipos de música, já que as radios só tocam as mesmas!
Eu particularmente não curti muito não! O povo estava muito distante do palco. Havia uma arena de tourada no meio. Faltou aquela aproximação, aquela troca de energia.
Mesmo assim, houve bons momentos! Quando falamos que iamos parar para iniciarem o rodeio, o povo chiou! Sinal de que estavam gostando do nosso som! Paracatu tem gente que pensa como eu e que também gosta de outros gêneros que não o breganejo, isso me tem confortado um pouco, ainda bem!
Embora tenhamos tocado pouco tempo, matamos um pouco a saudade de tocar juntos e pudemos ter o prazer de quebrar um pouco a hegemonia do "sertanojo univeristário" só tocando nossa velha música regional!
Valeu meninos! O triste para mim foi ter que ficar só e vê-los partindo no meio da noite!
Breve nos encontraremos para mais um som! Assim tem sido nossas vidas: sempre se encontrando!
Grande abraço pra vocês e para aqueles que curtiram o som do Mina das Minas.
Obrigado Ed Guimarães pelo apoio de sempre, Edmundo por acreditar no nosso projeto e ao João Alves pelo entusiasmo de sempre!
Abraços a todos

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Estou de volta


Andei sumido, eu sei! mas é que foram tantas emoções!!!
Férias vocês sabem né, acontece tudo de bom e às vezes não dá tempo nem para escrever!
Recebi a família lá na roça e passamos ótimos momentos juntos!Teve festa de reis em que tive a felicidade de ser folião por um dia, festa de carro de boi, festa de Quermesse, shows da banda Multus do filhão Lucas e todas essas coisas boas que o interior oferece. Agora, infelizmente, a família teve que ir embora e eu fiquei aqui, só com minha música!
Passeei pouco mas tive boas razões: fiquei boa parte do tempo em Sampa trabalhando o disco que teima em não ficar pronto! Tá quase, vai se chamar "Carta ao velho Rosa"
Por falar em disco, neste final de semana tem Mina das Minas aqui em Paracatu.
Vamos nos apresentar na Festa de Exposição dentro do projeto "Vida de viajante" que tenho promovido com outros amantes da boa música.
Vamos matar a saudade tocando juntos e tomando umas cachaças de Paracatu que são muito boas! Quem ficar com inveja, pode vir que será bem recebido!
Depois conto os detalhes para quem percder!
Vou nessa!
Abraços a todos