Pensar?
Penso muito, demais
Escrever é o que quase não faço
Não tenho muito jeito com as palavras
Elas se escondem de mim.
Talvez por que sempre falei pouco!
Acho que nunca as encontrei de verdade,
frente a frente, olho a olho.
Quando tento frasear, digo o que não devo
O que quero dizer fica assim: calado, escondido por trás desses olhos
Alguém pode até ler, entender o que penso.
Pensamentos meus vêm tortos, desalinhados
Tudo quase ao mesmo tempo, combinado
Trazidos por reminiscências do passado
Fico ruminando o tempo todo feito gado descansando na saída do páteo.
Que poeta que nada sou!
Se não vem prontinho, arrumadinho o texto, nada feito.
Não escrevo. Não sei trabalhar palavra por palavra,
frase por frase
Vez por outra vem, não sei de onde
coisa pronta, alinhadinha
É só passar pro papel.
Fico tentando descobrir de onde vem
pra buscar mais, com mais frequência
Não sei, vem quando menos espero
Em qualquer lugar e às vezes fora de hora
e se esgotam assim quando escrevo
Tenho que esperar outro momento
E assim vou enganando aqueles
Que pensam que sou poeta
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
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2 comentários:
querido Pedro!
Adorei "Reminiscências". Que tal convertê-la em música????
abraços
Irène, sua fã de carteirinha...
Obrigado Irene, quem sabe um dia!!!
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