segunda-feira, 18 de maio de 2009

De lua e chva

Hoje eu cantei. Cantei muito!
Fui pegar o violão no estojo e ele estava com uma corda quebrada: a Ré.
Lembrei que tinha um encordoamento novo guardado. Troquei todas.
Enquanto fazia isso, ia me lembrando do amigos: o Márcio, por me criticar pelo fato de não gostar de trocar cordas. Diz que fico dois anos com as mesmas. Lembrei do Adolfo, muito perfeccionista, quando dava o nó ali no cavalete. Da ultima vez que fiz isso junto dele e do Marquim (emcantar), tiraram um sarro do meu nó mal feito. Mas daquela feita, foi numa emergência. Está certo que não sei fazer serviços manuais com perfeição, mas estávamos no meio de uma cantoria lá em Araguari e meu Lá quebrou. Tive que emendar às pressas.
Lembrei do Galba quando afinava. Ele não gosta de afinador eletrônico. Vai tudo de ouvido. Mas também, com o ouvido seu, dele, tudo fica mais fácil! Ainda bem que meu violão tem afinador, assim sofro menos.
Depois de afinado, embora as cordas teimassem em cair a afinação, fui cantando. .. Lembrei me de velhas canções que estavam engavetadas, pedindo para serem cantadas. Minha voz também pedia. Está perdendo o brilho por falta de uso. Cantei, cantei e cantei.
Cantei “De lua e Chuva” lembrando me do meu amigo “Toim Zé“. Não, não é o nosso fabuloso Tom Zé não, mas é o nosso grande amigo pai do Miguel e da Ana Vereda, marido da Andréa que agora está morando no Tocantins. Estávamos uma vez mais lá na casa do Adolfo, cantando como sempre no quintal e tava uma noite linda de lua. De repente, sem mais nem menos, começou a chover. E a lua lá. Não parou de iluminar nossas cantigas. Fomos pra cozinha e resolvemos escrever sobre aquele momento lindo.
E o Toim se empolgou e nos ajudou a escrever esta letra que gosto muito. O Luiz Salgado estava dedilhando uma melodia. Aí, iluminado por aquela lua, comecei a cantarolar em cima da melodia do Luiz e, na mesa da cozinha do amigos do “Trem das Gerais”, com o incentivo costumeiro da Vânia (o Adolfo não estava), fizemos

“De lua e chuva”:

Tava a lua lá no céu
Crescente pra lua cheia
De repente escureceu
O olhar que nos clareia
Chuva pode chover
Hoje quero me molhar
Nos pingos que caem sem ver
O brilho desse luar
Plantas que vão nascer
Quando a terra engravidar
Grotas e cachoeiras
Te levam até o mar
Oh chuva..,
Lagoas do bem querer
Onde posso refletir
Como a lua que me acompanha
Desde o dia em que nasci
São Jorge com sua espada
Tem vontade de descer
Soltar seu cavalo alado
Nos pastos que vão crescer
Poças d água nas estradas
Espelhos que chuva faz
Pra lua se admirar
E ver que é bonita demais


Daí cantei mais um monte de músicas e a noite veio. Com ela, a música da orquestra de gafanhotos.

Fui..

2 comentários:

Lucas Cordeiro disse...

noss nao sabia q o toim tava morando em tocantins! que longe! ow depois divulga o show de sampa ai neh! abraços

Zi disse...

Pedrim, essa "passagem" me lembrou...."á lua, como vc tá bonita...tá parecendo lamparina a querosene..."
De repente, me lembrei do céu de Guarda-Mor...que bela visão!!!
E que linda composição "de lua e chuva"...querou ouvir, hein?!
Fique em luz sempre!