Vejo a tarde se despedindo e a penumbra cobrindo os morros do “tamanduá”, meu lugar de refugio nos finais de semana.
Ontem tive o privilégio de ver o sol nascendo no vão do Guarda Mor e subindo a serra, a do funil, comigo.Lindo! Colorido e redondinho! Logo chegamos juntos aqui. Fiquei dormindo a manhã toda. Ele subiu e ficou por aí jogando luz sobre a terra, pássaros, homens e plantas.
Meu olho está lá no morro da estrada. Já não espero ninguém neste domingo à tarde.
Sempre que sentamos aqui fora o primeiro olhar vai para a estrada. Estamos sempre esperando alguém chegar. Não sabemos quem, mas sempre esperamos. Ás vezes chega, outras não! Quase sempre não!
Reclamam que ninguém me vê desde que voltei. Dizem que estou mais longe de quando morava em São Paulo, mas não me visitam e eu também ando sem vontade de visitar as pessoas. Estou sempre cansado e querendo sossego! Sempre fui assim: um solitário por opção e um “preguiça“ como diz a minha amiga Zi!
Nesta próxima semana voltarei a Sampa pra tocar com o grupo e buscar a família para passar férias comigo. Fazer como a chuva: trazer mais alegria pra cá. Vou voltar a ver as crianças, que quase já não são mais crianças, correndo pelo gramado; andando a cavalo; tomando banho no córrego e brincando com a Tigresa que anda muito triste depois do parto!! Finalmente chegaram as férias!
Acabei de assistir à virada do Brasil contra os EUA na copa das confederações. Pensaram que iam ganhar! É impressionante a alto confiança dos norte americanos! Já são melhores em tudo! Pelo menos pensam e nos passam esta imagem de que realmente o são, só faltava ganhar nossa hegemonia no futebol.
Ainda bem que isso não aconteceu e continuaremos reinando, pelo menos nesta modalidade!
Meu galo perdeu ontem. Pra quem mesmo? Barueri!! Acho que ouvi falar deste time outro dia!
De manhã choveu muito por aqui. Coisa rara nesta época do ano. Plantas e animais agradeceram muito! A jabuticabeira até floriu!
Agora tenho tempo e tenho observado bem a natureza, as estações do ano. Vi as grotas correndo água quando cheguei em fevereiro. As vi secando no final de abril. As folhas e flores sendo jogadas ao vento no outono. Os pastos secando; o gado emagrecendo. Carrapatos agora estão aos montes por todos os pastos. Semana passada mesmo tirei um que me deixou feridas. Agora o inverno trouxe o frio e noites longas. O tempo seco é triste e feio! Esta chuva nos trouxe alegria. Que bom ver as galinhas pastando gafanhotos depois da chuva! Seriemas cantando quando o sol se abre! É a vida, a alegria de volta que a chuva traz!
Deitado de manhazinha fiquei pensando nos daqui que têm que levantar cedo com chuva ou sol e tirar leite. Coisa difícil! Ainda bem que já estão acostumados e não ligam pra isso. Os da roça gostam da chuva em qualquer circunstância. Diferentemente dos da cidade que abominam a chuva. Xingam até quando cai uma abençoada chuva. Como se na cidade não precisassem dela! Confesso que não pensei nestes, só nos vaqueiros que são obrigados a tirar o leite sempre no mesmo horário. E olha que nem é imposição das cooperativas e multinacionais que compram o produto, é hábito mesmo! As vacas tem horários: não podem passar da hora de serem ordenhadas e têm que pegar o pasto com o orvalho da manhã. Além disto os vaqueiros tem muitas outras coisas a fazer no decorrer do dia! Eu, um parasita do Estado que suga e é também muito sugado, fiquei na cama até mais tarde neste domingo. Depois fui fazer minha caminhada subindo o morro do arrependido e descendo o do estreito. Quase dez kilômetros de muita paz e silêncio. Vez em quando parava para ouvir e tentar identificar algum passarinho. Como é chato não saber o nome deles! Tava até pensando em começar a apelidar tudo que não conheço. Assim quando os vir novamente saberei quem é! Mesmo que tenham nomes catalogadas, passarão a ter os codinomes que eu lhes der. Boa idéia! Vou começar a fazer isso!
Bom, agora é noite feita. O curiango dá seus pios. À meia noite devemos ter a volta do corujão. Outro dia ele apareceu, ficou piando feio!.O corujão é uma grande coruja, obviamente, que é o terror das fazendas. Quando querem pegam até galinhas! Assim dizia a Vó Tonha! Ainda não confirmei esta estória, mas uma noite destas o ouvi piar: “UUUU. UUUU....”
Fui...
segunda-feira, 29 de junho de 2009
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2 comentários:
hoje eu e a mãe estavamos discutindo quanto às roupas que levariamos pra Guarda-Mor, e chegamos a conclusão de que não importa oq levarmos, deveriamos ter levado o contrário...
muita blusa? faz calor
pouca blusa? faz frio
é díficl achar uma medida certa, mas o que importa é a diversão lá, com ou sem roupa... mas melhor que seja com.
Pois é. Estas férias tem sentido inverso às demais. Antes vcs vinham todos. agora vc vai só e busca os demais! Mas o que importa mesmo é a união de todos que mais uma vez vai se concretizar! Que sejam gostosas masi esta reunião.
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