
Hoje acordei mais cedo e fui fazer minha tradicional caminhada. Voltei aliviado e tomei meu café para ir pro trabalho até que bem contente. Chegando lá, abrindo a internet, deparei me com a notícia da "passagem" do Pena Branca. Fiquei embasbacado!
Como é que pode? Que pena, perdemos o Pena!! Tão cheio de vida partir assim fora do combinado! Fiquei chocado!
Realmente não sabemos de nada, por isso é melhor viver da melhor maneira possível enquanto é tempo! Foi chamado pra voltar a fazer dupla com o mano Xavantinho. As duplas tem esta manina: separam e voltam!
Conheci o Pena em São Paulo há uns anos atrás. Primeiro pela TV quando apareceu com o irmão Xavantinho cantando "Cio da Terra" daquela maneira bem singela! Fiquei logo fã da dupla. Depois de alguns anos o conhecí no programa da Tia Inezita Barroso a quem ele,carinhosamente,chamava de madrinha. Gostei mais ainda da figura simpática dele. Nesta ocasião o Xavantinho já tinha partido.
Numa outra época, levei, lá mesmo pra TV Cultura a letra de "Carta ao velho Rosa" para ele musicar. O Luiz Salgado, nosso parceiro e grande amigo do Pena, que também estava lá aquele dia gravando o "Viola", acabou ficando com ela e musicando junto com o compadre Adolfo.
Noutra oportunidade o encontrei no metrô voltando pra Zona Norte e batemos um papo muito legal!
A partir deles, daquela música simples, é que comecei a compor com menos preocupação estética e com mais coração. Até então eu não sabia da força que tinha o "mano Véi" (maneira que ele chamava a todos), foi num show de lançamento do CD do Amigo Claudio Lacerda, lá no Sesc Pompea, que ele me impressionou de vez: quando foi chamado ao palco para fazer sua participação com o Claudio, ele entrou todo de branco e junto, já veio aquela energia boa que me fez arrepiar antes mesmo de ele cantar!
Quando cantou então, parecia que tava saindo de uma casinha de sapé com aquela áura iluminada encantando a todos como sempre fez! Foi genial! Aí que vi a beleza refletida no simples!
Perdemos todos com sua partida. A música atual está muito chata e, para amenizar um pouco, havia esta figura linda que nos remetia às nossas raizes.
Ficamos com sua música e com sua voz imortal! Vamos tocar a vida e a viola pra frente!
Descanse em Paz mano véi, depois de matar a saudade com umas cantorias com o mano Xavantinho!!
Obrigado por tudo que você fez por e para nós, pobres músicos regionais, caipiras de fato!!
Um abraço
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