segunda-feira, 26 de abril de 2010

Estou aprendendo a só ser

“O problema da solidão não consiste em saber como solucioná-la, mas como conservá-la”.
“A solidão é o silêncio que a gente faz dentro de si mesmo, em qualquer ambiente, seja barulhento ou não” Mário Quintana

Já falei várias vezes sobre este meu fascínio pela solidão. Hoje descobri mais este aliado: Mário Quintana. Acabei de ler “para viver com poesia” em que ele nos dá várias lições de como não perder o olhar de criança e continuar aberto para a poesia e para as coisas simples da vida. São aforismos geniais que vocês devem ler!
Depois de alguns dias longe da “roça”, tirei este final de semana para curtir a preguiça na solidão desse lugar e ler um pouco. Estava com saudades de um bom livro!
Para a preguiça, Quintana também escreveu uma ótima:
“A preguiça é a mãe do progresso. Se o homem não tivesse preguiça de caminhar, não teria inventado a roda”.
Muito bom não é?

Estive em Sampa revendo a família e mixando o disco que está quase pronto. Falta pouco!
Lá tive mais uma surpresa boa: o Ângelo, nosso filho do meio, tomou gosto pelo violão também.
Ta tocando com muita facilidade! Ele e a Mari fizeram uma cantoria pra mim muito legal!
Ela é muito afinada! Deu gosto ouvi-los cantar!
O Lucas está mandando ver lá no Triângulo cantando com a banda Multus composta com os filhos dos compadres Adolfo e Vânia. Estão ficando conhecidos rapidamente como a banda dos “apóstolos”: Lucas, João e Pedro. Esse apelido foi Luiz Salgado quem deu.
Quem quiser conhecer a banda basta buscar pelo nome no Google que vai encontrar vários vídeos.
Embora ache legal este gosto deles pela música, isso me preocupa um pouco. Eu saí de casa na adolescência só pensando em ser músico, mas ela “bagunçou” um pouco minha vida, pela falta de estrutura financeira para ficar por conta. Cheguei a chutar o balde uma vez e viver plenamente de música, mas não me acostumei com as migalhas que pagam aos músicos que estão fora da mídia. Digo que bagunçou no sentido financeiro. Como não fui bem sucedido financeiramente com a música, tive que fazer outras coisas para sobreviver e cuidar da família. Nessa vida dupla ficava sempre dividido: Quando deixava a música para tentar crescer financeiramente, ela me buscava de volta. Quando caia de cabeça na música, meu lado financeiro ficava vulnerável. Foi sempre assim e acabei por não conseguir fazer nenhuma das duas coisas direito. O melhor é que continuo fazendo as duas! Ainda bem!
Confesso que a vida não teria nenhum sentido pra mim se não pudesse escrever e cantar o que penso!
Assim vou seguindo fazendo as duas coisas, tocando e ganhando pouca grana mas sobrevivendo dignamente!
Os meninos têm mais consciência que eu nesse quesito. Uma vez disse ao Lucas para estudar música e se dedicar com afinco que ele é muito talentoso! Ele me respondeu: “Pai, quero fazer algo maior, a música pra mim é só robe”. Fiquei feliz com a resposta e agora preocupado com a agenda dele que está crescendo fora da faculdade.
A vida é assim: cada um trilha seu caminho! Vá com fé meu filho!

Por falar nele, nesta quinta estará disputando comigo o festival de Vazante. Comigo como adversário e não me acompanhando. Cada um com uma música. Já pensaram nisso? Nunca o levei pra tocar comigo e agora vamos nos encontrar numa disputa saudável. Ele vai cantar “Além do Nariz” do parceiro Márcio Pereira e eu a minha velha “cantadores do cerrado”
Que vença a alegria deste momento!

Grande abraço a todos e uma ótima semana.
E viva a vida....

2 comentários:

Eliana disse...

Nossa Mô, que lindo!!! como sempre.
viu só que família linda que somos?? quantas histórias vc ainda vai postar por aqui hen?!

Pedro Antonio disse...

Que bom Mô, vc faz parte de tudo isso sempre!
Um beijo!