segunda-feira, 3 de maio de 2010

Tirando leite

Depois de alguns anos que não fazia isto, me atrevi a tirar leite aqui na roça ontem. Estava só e resolvi salvar o prejuízo do meu irmão que faz este trabalho. Ele, ficou na festa da Lapa em Vazante e só chegou no final da tarde.
Levantei, coloquei calça, chapéu e botinas, coei o café, moído na hora no velho moinho da cozinha, tomei, acendi um pito e fui fechar as vacas.
Isto depois de pensar bastante se deveria me atrever a tirar o leite ou se juntava os bezerros colocando todos pra mamar à vontade! Pensava: será que ainda sei fazer isto? Já fui bom nisto, mas faz tanto tempo!
Minhas unhas de violeiro? Não posso corta-las, tenho show semana que vem!
Mas vai machucar as tetas das vacas e elas vão achar ruim comigo!
Decidi arriscar. A primeira foi tudo bem. Tirada mole e com boas tetas. Tirei uns cinco litros. Parti pra segunda. As pernas começaram a doer por ficar agachado muito tempo na mesma posição. Fiquei firme e consegui tirar mais uns quatro. Na seguinte é que a coisa pegou de vez. Vaca gir de tirada dura e tetas finas. Eu abarcava a teta dela de forma que minhas unhas pegavam na palma da minha direita pra não machucar a teta dela. Aos poucos fui sentido os calos e começou a sangrar. Depois de uns 20 minutos debaixo dela, o bezerro ficou impaciente e começou a puxar a perna da mãe sem parar. Pra não machucar mais minha mão, optei por cravar as unhas nas tetas dela que é mais resistente e ela não tem show marcado. Pra que: assim que ela sentiu, ameaçou andar mesmo peada, e deu com o pé no balde, literalmente. Tentei levantar rápido mas minhas pernas tinham dormido.
Acabei deitado de costas no esterco com todo o conteúdo do balde virado nas minhas pernas. Por pouco a vaca não pisa em mim. Fiquei uns cinco minutos pra sentir minhas pernas novamente e me levantar.
Chorei um pouco o leite derramado e decidi parar antes que tragédia maior acontecesse.
Juntei a bezerrada pra mamar e foi aquela festa, pra eles.
Eu estou aqui com a palma da mão machucada e com as pernas doloridas. Sem contar os braços que estão bobos também até agora com o esforço repentino.
Éh, cada macaco no seu galho.
Vamos tocar viola que é menos complicado. Exige menos esforço físico!
Nesta sexta tem “Trem das Gerais” e eu no show do “Vida de viajante” e no sábado a festa do chapéu no jóquei.
Quem estiver por aqui, Paracatu, apareça para me ver usando chapéu, embora indignamente pois nem vaqueiro mais eu sou!
Boa semana a todos!

FESTA DA LAPA E FESTIVAL
Festa de Nossa Senhora da Lapa. Estive lá e não estive!
Explico: fui à festa e não vi festa. Ou não estava pra festa?
Fui no sábado, fiquei menos de duas horas e voltei sem graça.
Conclui: onde não se encontra um amigo, não há festa!
E naquele dia, infelizmente, não encontrei nenhum amigo!
Vi muitos romeiros indo à pé pela estrada. Fiquei pensando na fé!
Onde estará a minha? Será que ainda caminha comigo, adormecida?
Igual à daquele povo não é mais, com certeza! É muito sacrifício para pagarem promessas por alguma graça alcançada! Admiro este povo brasileiro humilde e cheio de fé!
Toquei lá na quinta disputando o festival com o Lucas.
Levamos chumbo: fiquei em terceiro e ele em quarto e só tinham duas vagas.
Mas foi bonito ver o fã clube que ele já tem por lá. Garotas segurando cartazes escrito “Lucas, te amo” e gritando em frente ao palco. E ele me disse: “pai, conheci todos pela internet” ! é, os tempos mudaram e nesse caso, para melhor!
Fiquei orgulhoso de ver o filhão mandando bem! Mandou melhor ainda como ser humano, dando atenção para aquela galera. Amigo de todos: homens, mulheres e sendo simpático sempre com todos! Esse foi o melhor que vi no festival! Além da sua performance, é claro. Mandou bem “texugo”, sua estrada promete!
Abraços

7 comentários:

Zi disse...

Uai...não poderia deixar de dar um alôzinho por aqui depois de tão fabuloso conto real...
Hehe....Pedrim, imagina que consegui visualizar toda a cena do leite...bão demais esse "causo", tem aroma de vida! A genial vida...
É verdade, o melhor da vida está entrelaçado pela família e pelos amigos. Amo sua família, que são meus amigos...é como viajar pra duas lindas cidades num pacote só...
Tenha fé amigo...a sua fé....do jeito que for...
Você é rico porque tem família e amigos e ainda por cima é cantador!
Oba!
Fui...

Pedro Antonio disse...

Oh Zi, vc é mesmo muito sensível!
Gostar desses meus casos verídicos, minhas malinezas!
Que bom!
Muito obrigado pelo carinho..
E venha qualquer dia desses matar a saudade desse lugar!
Abraços

Eliana disse...

rí muito, e como a Zí disse, eu tbém ví direitinho a cena ... nossa como dei risada....pena não estar lá com a camera ligada...fazia tempo q vc estava querendo tirar um leitinho. e os primeiros cinco litros? deu pra fazer um queijinho?
uem beijo saudades d+

Anônimo disse...

pai, você é muito tonto! UUHAHUAHUAUH
ri muito com a "cena" que imaginei. Imagine você cheio de esterco nas costas, aquele curral todo molhado HUAUHAUHAUHAUHAUHHUAHUAUH bjs MARI

Pedro Antonio disse...

Meninas, pensei que ainda era vaqueiro como na infância. O tempo passou e nao me avisaram..
Me senti o Dom Quixote lutando contra os gigantes.
Beijos

Eliana disse...

ah! vá... a infância passou, mas por dentro vc ainda é um menino e um vaqueiro e tanto...ou um vaqueiro poeta...amamos vc!

Antonio João - Galba disse...

eita lembrei da vaca Turanja.,que me quebrou 2 dentes, lembraa?