segunda-feira, 14 de junho de 2010

Encontro de amigos

Esta semana encontrei um velho amigo de infância!
Sabia que morava na cidade de Paracatu mas até então não havíamos nos encontrado.
Passando pela praça da matriz rumo à mais uma sessão de RPG (é que ando meio empenado), ele estava na janela da Câmara Municipal, onde trabalha, e me chamou pelo nome.
Aliás, primeiro perguntou se eu era de Guarda Mor, depois quis saber se eu não era filho da Da. Leonídia, depois perguntou se eu não era o Pedrin. Disse lhe que sim. Ele desceu e sentamos no banco da praça da matriz e batemos um longo papo. Era o “Fiotin”! Foi inevitável , no nosso bate papo, o regresso ao nosso passado pelas ruas do Arraial D’angola. Lembramos todos aqueles anos em que saíamos juntos para paquerar nos “hora dançantes” do bairro!. Ele era uns quatro anos mais velho, mas eu ,ainda um pirralho, gostava de andar com os amigos mais velhos, mais experientes. Fiotin era um desses. Cara muito querido de todos! Recusei me a saber que o seu nome era Jânio. Tive guardado na memória estes anos todos, que se chamava Jaime e que seu irmão era o Júlio. Aí ele me disse que fiz confusão que Júlio era seu pai e que seu irmão é o Joel. É a memória começando a falhar!
Ele também andou por Brasília e São Paulo mas regressou à terra natal já há algum tempo.
Fiquei triste quando lhe perguntei por sua irmã, minha primeira paquera platônica. Ela não sabia que eu gostava dela. Um dia, escrevi lhe um bilhetin e não tive coragem de entregar. Fui tomar água na torneira de aguar o jardim que havia na lateral da nossa casa, e este bilhete caiu. Meus irmãos o encontraram e tive que agüentar a maior gozação da minha vida! Todo mundo ficou sabendo, acho que ela inclusive, embora nunca tenha me falado disto. Eu tinha apenas oito anos de idade. Fiquei morrendo de vergonha e até me afastei dele, do Fiotin, também! Fiquei triste, como disse, pelo que ele me contou: sua irmã, Mazinha, formou se em enfermagem e trabalhava na Unicamp em Campinas. Estava bem, havia comprado um apartamento mas morava com uma amiga que não há deixou mudar-se. Só passava os finais de semana em sua casa. Um dia, banhando para ir a uma festa, na casa desta amiga, houve a fatalidade. O chuveiro era aquecido a gás e havia um vazamento desconhecido. Ela morreu asfixiada enquanto tomava banho. Quando viram que ela demorava demais foram até o banheiro e a encontraram caída. Ainda deu entrada com vida no hospital mas não conseguiram reabilita- la! Faleceu com 37 anos de idade ainda solteira.
Éh, o tempo é cruel! Uns amigos vão e outros vêm e assim a vida continua!
Ele ficou muito feliz em ter me encontrado e também me confessou que era fã de uma das minhas irmãs mas que também não teve coragem de revelar! Coisas da infância!
Papeamos ali por uma hora e tive que deixa-lo naquele banco da praça onde os amigos se encontram aqui no interior!
Assim a vida continua e vamos caminhando!

Boa semana pra todos!

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