segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Andando com lobos

Fui fazer minha tradicional caminhada neste domingo. Abri a porta e os cachorros já estavam à minha espera! Fizeram aquela festa costumeira.O sol começava a despontar e tava aquele friozin gostoso! Mesmo assim fui sem agasalho, curtindo o sol e o vento que aeiouivava!
Caminahva a passos largos, isso antes de subir o morro do arrependido, depois dele me cansei um pouco. Estava já perto da estrada que liga Guarda-Mor a Catalão e senti aquele prazer de estar ali caminhando, vento na cara, domingo de manhã. Lembrei me das minhas caminhadas pela Braz Leme em São Paulo e vi que aqui realmente é bem melhor para se caminhar: mais silencioso! Ia todo contente pensando no que é felicidade. Será que era aquele momento? Acho que sim! do contrário ela não existe!
Acompanhava os cachorros pela sombra projetada do lado direito da estrada. A sombra era bem maior que nós, dava pra ver de longe!Ramires na frente, eu no meio e tigresa atrás. Íamos os três sorvendo aquela manhã.
De repente, quando olhei novamente a sombra, estávamos em quatro. Vi mais uma sombra de cachorro no final da fila. Estranhei pelo fato de os cachorros não terem dado alarme de que havia ali mais um acompanhante. Isto não é de costume deles. Sempre avisam sobre tudo e todos que se aproximam! Olhei assustado para trás e vi que se tratava de um lobo Guará! Isso mesmo! Um lobo estava nos seguindo. Não entrei em pânico. Ia seguindo os três pela sombra, vigiando! Vez em quando diminuia o passo e olhava para trás. O Lobo parava e ameaçava não nos acompanhar. Eu parava, ele parava, eu seguia, ele seguia. Fiz de conta que não liguei pra ele e continuamos todos. Descemos o morrão do Jazon e chegamos no colchete da cerca de arame. Lá, o abri e deixei que os três passassem. Depois fechei e tomei novamente a caminhada. Agora os três atrás. Continuava acompanhando os pela sombra. Estranho que nenhum latido deles se ouviu. Caminhavam comportadamente naquela marcha matinal.
No córrego, morto de sede, tentei entrar primeiro no leito do vau para beber água. Os três tomaram minha frente e se refrescaram à vontade. Entraram até o meio do poço. Restou me guardar a sede pra casa, já que haviam sujado toda a água, que nesta época do ano está muito pouca, só um fiapo!
Chegando em casa, passei pelo curral e entrei pela porta da cozinha.
Daí fui me dar conta de que o lobo não chegou conosco.
Não sei quando o perdi, mas creio que foi quando me esqueci dele. Sim, ele era só fruto da minha imaginação! Criei o para que pudessem ler até aqui e perceberem que criamos nossos próprios lobos, nossos medos, nossas fantasias! Alegres ou tristes, felizes ou infelizes, isto vai depender do nosso estado de espírito. Como estava de bem com a vida, meu lobo era bem manso!
Boa semana para todos!

5 comentários:

Anônimo disse...

ah pai, achei que realmente fossem lobos! =(

Unknown disse...

É isso ai. Quando não se há lobos, cria-se os na imaginação. E, há de se obsrevar ai ai uma grande vantagem. Cria-se o lobo que quer: domesticável, manso, amigo e companheiro. Pena que não possamos também criar nossos governantes de uma forma que atendam às nossas necessidades, assim como o seu lobo supriu a sua, servindo de companheiro e amigo, acompanhando-o até quando pode mantê-lo na sua imaginação. Estamos preste a viver um grnade momento político, e a nossa escolha está se tornando cada vez mais difícil, pela falta de candidatos verdadeiramente comprometidos com os destinos do país. Vamos torcer para que haja uma forma de encontrar políticos honestos e verdadeiramente capazes de de conduzir os destinos do povo brasileiro, mas que transcenda a nossa imaginação.
Um grande abraço

Pedro Antonio disse...

Maria, nossos políticos são nossos lobos-maus!E o pior é que somos nós mesmos que os criamos!
Agora é uma boa hora para se criar um lobo do bem, se é que ele existe neste antro da política.
O mais simples é votar com a consciência já que somos obrigados a fazê-lo mesmo sem grandes opções!
Grande abraço

Pedro Antonio disse...

Mari, esse lobo era de verdade! Ele anda sempre comigo!
Você nunca percebeu?
Beijos filha, te amo!!

Zi disse...

Ô Pedrim....um lobo-guará...só podia ser esse mesmo o seu companheiro de caminhada!
Uma espécie verdadeiramente brasileira, rara e que encanta nosso olhar da alma quando resolve aparecer.
Uai sô!!!!