Estou aqui há menos de um mês.
Só observando o que tem, o que falta.
A cidade é bonita!
Isto é: depende do ângulo em que se olha.
Vendo da minha janela , da janela do hotel, a cidade é linda.
Por sobre a igreja da matriz se destacam as palmeiras.
Três delas olhando de cima. Olhando pra mim, para quem passa, quem dorme. Vigiando sempre.
Firmes, altivas e seguras. Parecem guardar os segredos do confessionário.
Há pouco vento. Talvez seja este o motivo da aparente segurança delas.
Muito calor!
O telhado da igreja, onde fiz minha primeira comunhão há anos atrás, é lindo.
Um misto de coisa antiga com uma aparência bem moderna.
Assim, como eu gostaria de aparentar. Por isso os óculos novos!
Conheci a Casa da Cultura que é um monumento histórico da cidade.
Fiquei de tocar numa seresta lá, prometi, mas ainda não foi possível.
Hoje caminhei pela praça de Santana que aliás, não é de Santana mas do Santana.
A barriguda, árvore centenária do largo do Santana caiu.
Foi num raro vendaval dias atrás. O povo sentiu muito!
Olhando da chegada da cidade, é horrível!
Um morro pelado de onde se extrai ouro.
O morro do ouro, ou o morro que morre, que mata?
Ou vice-versa?
As pessoas são simpáticas.
Fiz poucos amigos, por enquanto.
Devo tocar neste final de semana no cine santo Antonio em
Homenagem ao Ilidio. Músico que precisa de cuidados especiais.
As mulheres daqui? vi poucas. Pensei que não haviam muitas mas hoje,
vendo num programa da TV local a inauguração de uma academia,
Fiquei surpreso. Quantas e lindas!!
A começar pela diretora uma “Ulhoa”, que maravilha!
Não tem shopping Center, o que não me fará falta.
Tem muita música “breganeja”, o que não é culpa do povo daqui, mas da mídia nacional.
Os sertanejos universitários como se intitulam.
Fazem shows toda semana num lugar chamado Arena show que ainda não visitei.
Conheci duas moças empreendedoras que estão fazendo uma linda pousada num casarão antigo.
Prometeram ser coisa da qual Paracatu vá se orgulhar.
Coloquei me à disposição delas para fazer um agito cultural no local.
Trazer artistas para tocar e claro, tocar lá de vez em quando.
Espero que me chamem.
Estou me adaptando.Embora não tenha ficado nenhum final de semana por aqui, acho que vou me acostumar.
É uma troca muito radical: São Paulo por Paracatu.
Mas tenho a esperança de que seja uma troca para uma qualidade de vida melhor.
Uma nova fase, uma volta às origens para ficar tranqüilo.
Bom, depois falo mais...
quarta-feira, 1 de abril de 2009
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