Neste domingo, dia 10 de maio, dia das mães, gostaria de prestar minha homenagem às mães de todas as espécies. Sem as mães, o que seria do mundo? Ou não haveria mundo? Com certeza não!
Perdão às mamães, mulheres que amo tanto, mas a minha saga de hoje se deu com uma vaca. Isso mesmo, uma novilha que estava virando mãe pela primeira vez.
Eu acordei cedo como sempre aqui na fazenda.
Coloquei lenha no fogo, fiz meu café e, depois de buscar o leite no curral, colocar minhas roupas sujas de molho, coisas que não faria se tivesse minha mãe ou minha esposa por perto, fui dar uma caminhada. Caminhos diferentes desta vez. É que esta possível mãe estava perdida. Não a víamos deste o ultimo final de semana.
Ontem campeei-a pela manhã toda. Hoje, fiz caminhada por todo o pasto berrando feito bezerro e não a encontrei também. Todos daqui já haviam procurado-a neste final de semana.
Voltei, lavei minhas roupas e resolvi sair à cata dela novamente. Pensei que pudesse estar correndo algum perigo. Talvez mal parida ou mesmo quem sabe, houvesse caído em alguma grota. E se o bezerrinho estivesse em algum buraco? E se carcará tivesse lhe furado os olhos ou lhe comido o umbigo?
Não, não podia ser negligente com esta mãe.
O pessoal daqui ia para um almoço comunitário em homenagens às mães, aqui próximo, na corda, onde se reúne a comunidade local.
Resolvi que não iria. Selei meu cavalinho, o ferradura, e saí campeando. Fui primeiro na fazenda dos Galbas, já que duas novilhas dele também estão desaparecidas. Lá, pura capoeira. Lugar que o cavalo não passava, apeava e campeava a pé. Verdadeira floresta, sem passagens, só o trieirinho do gado.
Vi que desceu um carro na estrada, talvez uma visita, mas não voltei. Subi o morro do arrependido e fui
Campear lá no estreito, terras do Jazon. Lá, avistei um gado, custei a chegar perto, mas não era dos nossos. Avistei também uma mãe, senhora, subindo a pé pela estrada. Talvez fosse minha cunhada indo pra festa na comunidade. Quatro filhos criados, um marido e andando sozinha, a pé, debaixo de um sol escaldante do meio dia. Isso já é outra estória.
Passei pelas terras do Jazon e entrei nas terras de Maria.
Passei pela tapera do meu avô Ziquinha, tudo acabado, quase não há nem o sinal da casa. Casa que ajudei a fazer. Ganhei cinco dinheiros naquela época, por volta de 73. Amassando barro pra fazer as paredes de pau-a-pique.
Nada de novilha. Gritava, chamava, berrava, assoviava e nada!
Resolvi subir a restinga do córrego das piteiras. Logo avistei o bezerrinho, roxinho e esperto correndo pro lado da mamãe! Que alegria. Até me benzi na hora agradecendo por ter tido a felicidade de ver aquela cena. Uma mãe jovem, parida, e seu filhotinho correndo atrás com a maior ligeireza. Saúde pra dar e vender. Ganhara ali, no meio do pasto sem nenhuma ajuda. Assim como acontece com muitas mães!
Somente observei uma pequena inflamação no umbigo do bezerrinho. Talvez tenha bichos, pensei!
Em pareei o ferradura, meu cavalinho, e fui cercá-los, tocá-los para o curral.
Que cena linda! A principio ela não queria ir pra casa. Imaginei que já houvesse quase uma semana que ela estava ali parida. Pude ver que ele havia mamado todos os dias também.
Levei os para o curral e resolvi separá-los, não por maldade, mas para curar o umbigo do bezerrinho e para deixá-lo preso no barracão para se acostumar com a lida diária.
Assim que toquei a nova mãe pra fora, a qual apelidei de crioula, por ser uma negrona muito bonita, quis pegar o bezerro para colocar no barracão. Essa mãe ficou apavorada. Pulou a cerca de arame farpado do páteo e ameaçou pular também a cerca do curral. Mas fui mais esperto, guardei-o no barracão e lhe curei o umbigo com mata bicheiras.
A mãe, brava do lado de fora. O filho, um arisco dentro do barracão, avançando na cerca e tentando sair de qualquer forma.
Todos já tinham ido pro almoço. Ninguém viu a cena mas, emocionado por ter “salvo” mãe e filho, desarreei o cavalo e vim pra dentro, preparar o almoço.
Tomei um bom banho para derrubar os carrapatos que são muitos nesta época e fui preparar o meu almoço. Tomei uma boa taça de vinho e almocei tranqüilo.
Sentado aqui fora, agora vejo: a mãe pastando tranquilamente do lado de fora do curral e o galo lhe catando os carrapatos do uber.
De vez em quando dá um berro e olha pro filhote!
Ah se todas as mães fossem assim!!
A minha mãe se foi há oito anos.
Fui!!
AT. A nossa cachorra, a tigresa, embora tenha tomado vacina para não engravidar, está prenha novamente.... Lá vem mais uma cachorrada!!!
segunda-feira, 11 de maio de 2009
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2 comentários:
Abençoado és menino Pedrim por ver belezas naturais e abençoados somos nós, seus amigos, que podem compartilhar a sua visão.
Agradeço. Que lindo e verdadeiro dia das mães!
Beijim.
Zi
hahah que legal! melhor dia das maes impossivel ein!
e eu ja tava achando que o estoque de cachorros na roça estava acabando...
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