Neste domingo fui ao almoço comunitário na “corda”
Corda é um local aqui próximo à fazenda que tem uma igreja e um salão de festas onde se reúne a comunidade local. Lá já fizemos, com a tia Leonora e a comunidade, uma linda festa de Santos Reis.
O almoço, ofertado pelos casais: Marquin e Nenza, Sinval e Rosana foi bom até!
Fartura: Muito frango, mandioca, pelotas (almôndegas) , macarrão, tropeiro, abóbora madura e outras comilanças. A parentada quase toda reunida.
Quando cheguei estava havendo a celebração da missa. Desta vez o padre da paróquia de Guarda Mor estava presente. Lá, o costume é sempre ter um terço antes do almoço.
Fiquei meio sem jeito mas acabei sentando com os fiéis e assistindo ao culto. É que não tenho mais paciência para missas. Acho as longas demais e repetitivas. Sempre o mesmo ritual.
Fico observando as pessoas com aquela devoção toda e fazendo mea culpa
Fico sempre sem jeito nestes locais, igrejas, terços, cultos de qualquer espécie. Sou muito crítico!
Perdi o jeito ou a fé? Não, a fé não! Esta está sempre comigo e acredito mesmo num ser superior que nos rege a todos. Mas tenho maneiras diferentes de agradecer! Confesso que não tenho paciência para celebrações religiosas. Fico sempre questionando as parábolas, os sermões dos padres e as atitudes das pessoas que estão ali rezando. Não consigo me entregar e entrar na “dança”. Acho que perdi a fé foi nos padres!
Por outro lado fico admirado com a devoção das pessoas e com os rituais de alegria ! Elas se entregam mesmo e não arredam pé até que o padre diga: “vão com Deus e que o Senhor vos acompanhe”!
Confesso que me esforço e tenho vontade de ser um deles, um cordeiro, mas não tenho conseguido. Acho que depois que se aprende a olhar as coisas com olhar crítico fica difícil a isenção para se deixar dominar.
Quando vejo pessoas devotas e ativas nas igrejas, fico admirado e tenho o maior respeito por elas e as invejo até pois, sem Deus, nada é possível! Me perdoem! Mas é o que penso, no momento.
Quando estávamos gravando o disco “Bacupari”, Zé Geraldo, que havia sido nosso convidado na gravação da música “um lugar”, nos pediu que gravasse com ele a música “Fé” que ele havia feito daquela vez que o bispo chutou a santa. Música linda! O Zé que apareceu no cenário musical falando de igreja com a música “Cidadão” do Lúcio Barbosa, havia composto esta música linda professando sua fé!
Gravamos e acabei levando uma matriz para casa pensando na possibilidade de, se o Zé não a gravasse comercialmente, um dia quem sabe eu a gravaria. Felizmente depois de uma longa trajetória ele conseguiu emplaca-la na novela das seis da Globo. É a música da santinha!
Sem dúvida nenhuma foi a fé do Zé que o levou novamente à tela da toda poderosa emissora, embora ele não tenha mais a ilusão de aparecer nos programas do “Gugu e do Faustão”, está lá!
Aquele é um homem de fé e a sua letra diz: “o povo que não tem fé é um povo abandonado”.
Ainda bem que a minha continua aqui!
Voltando ao almoço, comi bastante, arrematei um pudim no leilão e, quando chamaram para rezar novamente, desta vez um terço, saí de fininho...
Fui.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
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3 comentários:
Ô menino Pedrim que "FÉ" linda é essa sua visão da "FÉ" das pessoas...
Fé é assim, cada um tem a sua. O mais importante é aquela que toca a sua alma e te deixa pleno e em paz consigo mesmo.
Linda passagem essa sua vivência...
Agora, babei na descrição das comidas...ai..ai...que saudade da boa comida mineira. Mas a saudade bateu mesmo é do abraço desse povo tão querido...da luz do abraço amigo que doa sem sentir que doou...Ô terra abençoada!
Um abração procê meninim...fica em luz, viu?!
Oh Zi, obrigado sempre pela compreensão e pelo carinho!
Quando quiseres aparecer para matar a saudade e comer essa nossa comidinha, terei grande prazer em te receber!
Grande cheiro
Menino, cê tá com a vida social muito agitada. Festa boa heim? Com certeza é bom estar onde tudo começou. Grande abraço, Marcio
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